Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Somos cheios de falhas, erros, imperfeições… mas também somos cheios de sonhos, amor, fé, gratidão e esperança. Somos feitos de altos e baixos, de fracassos e conquistas, aprendizados e lições, paciência e braveza. Somos equilíbrio, somos nossas próprias construções.
O amor é lindo, mas às vezes nos causa medo. Ah, mas se causa medo não é amor?! Sim, é amor, mas o amor dá medo por não querer ser magoado, por sempre nos dar demais e não ser o suficiente... e acaba nos dando medo de amar!
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
O amor, em sua natureza mais crua, é um paradoxo temporal e emocional, sua verdadeira dimensão só se revela na experiência da perda. Enquanto presente, é banalizado pela rotina, negligenciado pela falsa segurança da permanência. Somente na ausência é que suas camadas mais profundas se tornam perceptíveis, como uma arquitetura invisível que só se desenha no vazio.
Ser pai é o mais próximo que um homem pode chegar da sensação de amor e justiça que Deus tem por todos nós.
O amor romântico é regido pela impossibilidade. Quanto mais difícil, mais apaixonada a pessoa fica pelo outro.
