Seus Olhos Verde Mar

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O homem nasce do existir, e que se torna um ser em desenvolvimento no existir.

Inserida por ArnobioVerde

Ame sempre, não deixe para amar depois do amanhã ou na hora da morte.

Inserida por ArnobioVerde

Se ficarmos a vida toda só pensando na morte, por pouco tempo não existimos mais.

Inserida por ArnobioVerde

A arte de um sábio é arte de saber o que é certo e errado.

Inserida por ArnobioVerde

O eco do amor de Deus não me faz recuar, mas somente me leva a ser combativo, não com as armas do mundo, porém, com as armas da caridade e do amor divino.

Inserida por ArnobioVerde

MÃE DE TODAS AS HORAS

Mãe é luz que vela o filho adormecido,
Ultrapassando as veredas da vida noturna,
Para acalentar e cuidar do filho dolorido.
E com as mãos piedosas de amor nos contorna.

Mãe, do teu ventre veio a humanidade,
Renovando a geração dos teus filhos.
Na força maternal revela a posteridade,
E se desprende para seguir novos caminhos.

Mãe provém da natureza divina,
Em ti está o fulgor do amor que nos ilumina,
Por isso Deus a fez para guiar nossa alma.
Mãe age como anjo nas horas que faltou a calma.

No seio da terra é chama do amor profundo
Mãe há! São numerosas no mundo:
Mãe Aparecida, Mãe Maria, Mãe Izabel e Mãe Raquel,
Pois são todas mães, assumindo o sublime papel.

Mãe! É mãe de todas as horas, que vai e vem.
Ela, sempre confia na força que vem do além.
Mas, mesmo passando pelas vias dolorosas,
Orienta-nos com fé nos dias de noites chuvosas.

Mãe, que a tua bênção maternal
Interceda-nos nesta vida existencial.
Peço-te ó Mãe querida a vossa proteção
Neste vale de sombra que tenta apagar o teu clarão.

Inserida por ArnobioVerde

Por um dia perdemos num ato insano, pelo o desrespeito a democracia brasileira e, assim perdemos: a liberdade; a justiça; a honra e o direito de ser cidadão numa nação democrática.

Inserida por Arnobio-Verde

Não sou eu que falo pela arte; pois, é a arte que fala por mim.

Inserida por ArnobioVerde

O poder de um Juiz, não está na força da magistratura que carrega e nem no poder de glória midiática, mas está no poder de comunicação que gera equilíbrio numa sociedade de homens e mulheres.

Inserida por ArnobioVerde

DEUS DISTRIBUIU A BELEZA PARA
TODOS, POIS SOMOS NÓS QUE A
DEFORMAMOS COM CERTOS
JULGAMENTOS E ATRIBUIÇÕES".

Inserida por ArnobioVerde

EU NÃO PROCURO SABER O QUE ELES TEM, EU PROCURO ENTENDER O QUE ELES PENSAM ENQUANTO PESSOAS.

Inserida por ArnobioVerde

Muitos falam de alma, mas se esquecem que dormem e acordam com uma alma em si

Inserida por ArnobioVerde

Crise nós todos temos, pois é na
crise que sabemos quem é quem,
mas não fique esperando na crise
a melhor solução para sua vida.

Inserida por ArnobioVerde

Contrariedades

Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve conta à botica!
Mal ganha para sopas...

O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais uma redacção, das que elogiam tudo,
Me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A Imprensa
Vale um desdém solene.

Com raras excepções, merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e a paz pela calçada abaixo,
Um sol-e-dó. Chovisca. O populacho
Diverte-se na lama.

Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
Me negam as colunas.

Receiam que o assinante ingénuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitores
Deliram por Zaccone.

Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua "coterie";
Ea mim, não há questão que mais me contrarie
Do que escrever em prosa.

A adulaçãao repugna aos sentimento finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exactos,
Os meus alexandrinos...

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe humedece as casas,
E fina-se ao desprezo!

Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
Duma opereta nova!

Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
Impressas em volume?

Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a "réclame", a intriga, o anúncio, a "blague",
E esta poesia pede um editor que pague
Todas as minhas obras...

E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe a luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
Que mundo! Coitadinha!

Inserida por pensador

A mim o que rodeia é o que me preocupa

Inserida por dia_marti

...morri (...) para as esperanças dos enganos doces!

Inserida por dia_marti

E ouvia murmurar à doce aragem
uns delírios de amor, entristecidos

Inserida por dia_marti

E eu passo, tão calado como a Morte,
Nesta velha cidade tão sombria
Chorando aflitamente a minha sorte

Inserida por dia_marti

Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas
E os gritos de socorro ouvir
estrangulados

Inserida por dia_marti

Nós não vivemos só de coisas belas
Nem tudo corre como num romance!

Inserida por dia_marti