Seus Olhos

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Rascunho


Gostaria de ser a voz que o seu silêncio faz ecoar,
A luz dos seus olhos quando resolvesse me olhar.
Ser a escada das conquistas que você alcançou,
E o abraço seguro onde o seu medo descansou.


Gostaria de ser amada, vista e compreendida,
O porto da sua alma, o amor da sua vida.
Ser amparada, protegida, sem precisar implorar,
Ter um amor verdadeiro que escolhesse ficar.


Um amor que nasce na alma antes de chegar à boca,
Onde os poemas não se escrevem... simplesmente transbordam, gota a gota.
Um amor sem máscaras, sem medo, sem medida,
Daqueles que transformam dois corações em uma só vida.


Mas essa não sou eu...


Você enxerga o mundo inteiro com os olhos do coração,
Enquanto para mim reserva apenas a indecisão.
Sou o rascunho esquecido, coberto de rasuras no papel,
Onde você despeja as frustrações, como quem risca um céu.


Você aplaude os sonhos de quem passa pelo caminho,
E faz do meu amor um lugar vazio e sozinho.
Talvez eu nunca tenha sido a história que quis escrever...
Fui apenas a página que você cansou de reler.

Seus olhos têm a cor do meu sonho.

Seus olhos castanhos Roubam minha atenção, ⁠seu sorriso tira toda minha concentração, seus cabelos escuros tem toda minha admiração

A.N

Poucos compreendem o que os seus olhos falam, os outros tantos estão surdos e ocupados demais para ouvir a alma do próximo

Ponha-me em seus olhos e me veja

Ponha-me em seus olhos e me veja,
não pela imagem que o mundo criou,
mas pela alma que tantas vezes se escondeu
atrás dos medos que carregou.

Veja minhas cicatrizes em silêncio,
os sonhos que não deixei morrer,
as batalhas que ninguém enxergou
e as noites que precisei vencer.

Não procure perfeição em mim,
procure a verdade que ficou,
porque quem olha apenas a superfície
nunca conhece o amor que restou.

Ponha-me em seus olhos e me veja,
como quem lê uma velha canção,
não com os olhos da razão,
mas com a delicadeza do coração.

seus olhos.


Antes mesmo de entender o que estava acontecendo, eu já tinha encontrado alguma coisa nos olhos dela que não sabia explicar. Eu falava dos olhos porque era a maneira mais fácil de falar do que acontecia comigo quando olhava para ela. Pareciam ter profundidade suficiente para esconder tudo aquilo que eu não conseguia dizer. E talvez fosse exatamente por isso que eu gostasse tanto de mergulhar neles.


Porque havia dias em que o mundo parecia fundo demais.


As coisas lá fora tinham aquele peso que a gente tenta fingir que não sente. A vida seguia, as pessoas continuavam falando, os dias continuavam passando, mas existiam momentos em que tudo parecia difícil de levar. E então eu encontrava aqueles olhos.


Era como cair no mar sem ter medo de afundar.


Eu não precisava saber nadar. Não precisava saber para onde estava indo. Bastava entrar.


Talvez seja isso que algumas pessoas fazem com a gente. Elas não resolvem necessariamente aquilo que está quebrado, não apagam os problemas, não tornam o mundo mais fácil. Elas apenas conseguem fazer com que, por alguns instantes, a gente não precise lutar contra ele.


Ela era esse intervalo.


Eu podia passar horas tentando organizar dentro de mim aquilo que não tinha nome e, ainda assim, bastava olhar para ela para alguma coisa se aquietar. Havia um tipo de silêncio naqueles olhos que não era vazio. Era abrigo. Um lugar onde eu podia deixar todas as coisas que carregava sem precisar explicar por que elas pesavam tanto.


E talvez eu tenha amado também essa sensação.


A de ser recebido por alguém sem precisar chegar inteiro.


Eu acreditava que amar era isso: oferecer alguma coisa de si e perceber que, de alguma forma, aquilo também fazia o outro respirar melhor. Cada gesto pequeno parecia carregar uma energia que não precisava ser anunciada. Um cuidado aqui, uma presença ali, uma tentativa de estar perto quando o mundo ficava difícil. Como se amar fosse construir, aos poucos, um lugar onde dois poderiam descansar.


E eu queria ser esse lugar para ela também.


Talvez por isso a distância sempre tenha parecido tão cruel. Porque quando alguém se transforma em refúgio, a ausência deixa de ser simplesmente ausência. Ela começa a parecer uma porta fechada para um lugar onde você costumava conseguir respirar.


E ainda havia a saudade.


Aquela espécie de presença que continua existindo mesmo quando a pessoa não está. As lembranças permanecem vibrantes, ocupando espaços inesperados, aparecendo no meio de uma música, de uma noite, de um pensamento qualquer. Você percebe que algumas pessoas conseguem permanecer dentro da gente mesmo quando já não estão ao nosso lado.


Foi assim que ela ficou em mim.


Não como uma foto parada no passado, mas como uma paisagem que ainda aparece quando fecho os olhos.


E talvez seja por isso que aquela imagem do mar sempre tenha feito tanto sentido.


Porque eu não mergulhava apenas nos olhos dela.


Eu mergulhava naquilo que sentia quando estava ali.


Na tranquilidade que encontrava. Na versão de mim que aparecia quando não precisava me defender de nada. Na sensação de que, por alguns minutos, eu estava exatamente onde deveria estar.


Ao lado dela.


E talvez algumas pessoas sejam mesmo obra de alguma força que a gente não entende. Não necessariamente porque foram feitas para ficar para sempre, mas porque, em algum momento da nossa história, precisavam existir.


Ela existiu.


E me ensinou que existem olhos capazes de ser oceano.


Que existem abraços que parecem margem depois de muito tempo à deriva.


Que existe amor que não chega fazendo barulho, mas vai preenchendo os espaços vazios até a gente perceber que já não sabe exatamente onde termina a nossa solidão e começa a presença do outro.


Hoje, talvez eu entenda que mergulhar nos olhos dela nunca foi apenas sobre olhar.


Era sobre confiar.


Sobre fechar os olhos para o mundo por alguns segundos e acreditar que, se eu afundasse, alguém me encontraria.


E talvez seja essa a coisa mais bonita e mais dolorosa sobre amar alguém profundamente: às vezes, a pessoa se torna o mar onde você aprendeu a respirar.


E quando ela vai embora, você passa um tempo tentando descobrir como voltar a superfície.


Mas algumas profundidades não desaparecem.


A gente apenas aprende a carregá-las.


E eu ainda carrego aqueles olhos comigo.


Como quem um dia caiu no mar e, em vez de ter medo da profundidade, descobriu nela um lar.

Dói tanto quando me olham sem me enxergar. Seus olhos varrem minha alma como vento frio, deixando-a exposta, nua, sem eco. Um joelho ralado sangra rápido, cura com band-aid e tempo; mas um coração partido? Esse fere devagar, sangra em silêncio, eternamente. Cada olhar vazio é uma faca cega, rasgando o que resta de mim. Prefiro a dor física, palpável, à essa ausência cruel que me apaga. Por que ver o corpo e ignorar a essência que implora ser notada?

PRINCESINHA.

Você trouxe no seu sorriso, a alegria do meu amanhecer.
O brilho dos seus olhos, me dá a esperança de viver.
Sentir seu corpo junto ao meu é como se fossemos uma única só pessoa.
Você faz meu coração ficar acelerado ao te ver.
Meu sorriso já não é mais o mesmo, hoje me sinto bem ao seu lado.
Meus pensamentos estão todos voltados em você, minha princesinha, minha menina.
Te sinto junto, mesmo na ausência.
Quero você ao meu lado para sempre.
Minha menina, minha princesinha e minha mulher.
Princesinha, você faz parte da minha vida.

Não conhecia o paraíso, mas ao tocar seus lábios e mergulhar em seus olhos, senti o mesmo que Van Gogh diante do céu em sua Noite Estrelada: o caos silenciou, e a escuridão aprendeu a brilhar.

Bastou mergulhar em seus olhos para entender que algumas imensidões não têm volta.

⁠Atualmente a minha existência se define perante os seus olhos sonolentos enquanto mergulho profundamente no vazio existencial da realidade tão cheia de vida, e assim se define os meus olhos despertos e atentos, focados em chegar do outro lado da porta, após esse infinito mergulho no vazio enquanto seus olhos dormem, dormem para não me ver mergulhar, no vazio, atrás da porta, do meu quarto quadrado, mais quadrado do que os teus pensamentos.

As Quatro Estações de Nós
⁠Seus olhos eram como a primavera,
seu brilho faziameu coração se abrir,
assim como as flores desabrocham ao toque da luz
e as árvores renascem
após longos outonos,

Sua pele era fria como o gelo,
era como neve branca que prevalece ao inverno.

Nós tínhamos uma química
quente como o verão.

Mas, no fim,
fomos outono.
Caímos como folhas secas,
e o que era “nós”
virou chão.
Morreu.

Pois agora,
duas almas são condenadas
a vagar por esse mundo vasto,
até encontrar
a primavera no olhar de outro alguém,
e renascer novamente.

Seus olhos dizem tudo que eu preciso ouvir

Olhos cor de mel


Quando observo os seus olhos eu percebo que eles são a minha obra de arte favorita, Eu amo quando eu olho para você e você já está olhando para mim com os olhos brilhando, pois sempre que eu vejo os teus olhos me sinto bem, pois algo neles me traz calma a alma são como Um abrigo Seguro e meia tempestade, quando eu vejo parece que tudo se cala


Eu amo seus olhos castanhos, Eu vejo neles um universo tão lindo quase que infinito, eu amo o tom de mel que eles têm, pois quando observo eles me levam para um além.


Saibas tu, que quando eu olho para eles parece que o mundo para e tudo fica mais bonito pois eu estou naquele momento contemplando a beleza do infinito.


Eu poderia passar horas contemplando eles e ainda assim acharia detalhes únicos.


Muitas vezes me faltam palavras para descrever o que eu sinto quando olho para eles


A verdade é que os seus olhos são os meus olhos favoritos
Saibas que os olhos verdes de Capitu não são nada comparado aos teus olhos castanhos castanhos cor de mel a qual sempre que os observo eles me levam ao céu.


Eu te amo, Eu amo esses seus olhos castanhos mas não qualquer castanho, o meu castanho favorito, o castanho dos teus olhos que tem um universo tão bonito


Esse castanho que é tão lindo quanto o céu, eu amo observar os teus olhos cor de mel.


Os olhos verdes de Capitu não são nada comparados aos teus olhos castanhos, castanhos cor de mel, sempre que olho para eles, me sinto no céu


Eu te amo, eu te amo em cada universo e por isso eu te escrevo esses versos


— Patrick Wallace

O menino e o Lápis Mágico


Ele entrou na sala de aula. Seus olhos brilhavam e já foi logo dizendo:


— Olha, a tia diretora Juliana me deu um Lápis Mágico!


Ficamos felizes. Se ele está feliz, eu também fico. Se fica triste, continuo ali, respeitando o seu momento, mas procurando trazê-lo de volta ao lugar onde pode sorrir e fazer seus olhos brilharem novamente.


E foi em um desses momentos de fúria intensa, mesmo com as medicações, que ele quebrou o seu presente especial e o jogou no chão.


Quando voltou à razão e percebeu o que havia acontecido, veio o arrependimento:


— Como sou bobo... Sou muito bobão mesmo. Quebrei o meu Lápis Mágico e agora não vou conseguir fazer o dever.


Conversamos bastante sobre as suas ações, sobre autocontrole e amor-próprio. Depois pensei que talvez houvesse uma solução.


— Vamos lá pedir outro Lápis Mágico.


E o receio veio para nós dois. Não sei como funciona a segunda via de um Lápis Mágico. Se precisa de prazo, alguma documentação, assinaturas ou testemunhas... Mas vamos lá.


Pedimos licença, entramos, expliquei o problema exatamente como tudo havia acontecido, sem exagerar nem omitir nada.


Ela aceitou o pedido de desculpas, compreendeu toda a situação e prometeu que faria outro. Disse que levaria apenas alguns segundos.


Ele ficou ali, curioso, observando tudo, e eu saí.


Não queria perder a magia daquele momento. Preferia ficar com o suspense, imaginando as palavras encantadas, o pó de pirlimpimpim, talvez um pedaço de estrela, um pouco de poeira da lua ou alguns raios de sol.


Sim, eu queria guardar tudo isso sem perder o encanto.


E ele voltou, mais uma vez, com os olhos brilhantes, radiante, com um belo sorriso e cheio de esperança.


Sabíamos que aquele Lápis Mágico tinha as horas contadas.


Mas, naquele instante, isso já não importava.


O que realmente ficou foi a certeza de que o mundo ainda abriga pessoas capazes de entrar na fantasia sem medo de parecerem bobas, apenas para devolver o brilho aos olhos de uma criança.


Talvez seja essa a verdadeira magia.


Não a que transforma um lápis quebrado em outro novo.


Mas a que transforma culpa em esperança, lágrimas em sorriso e faz uma criança acreditar, mais uma vez, que ainda vale a pena sonhar.


E isso... não tem preço.


Edineurai SaMarSi

Toda vez que ousar a descer uma lágrima de seus olhos que seja para regar a sua fé.


Anderson Pio

Olhos bonitos
Ela tem olhos bonitos
Da cor do mar
Seus olhos são verdes
Além disso, seus olhos brilham
Ao sol
Ela tem sorte de ter olhos verdes
Eles foram dados a ela pelo pai
Além disso, ela tem cabelo loiro
Ela é uma mulher linda
Também estou muito feliz por ela
À noite ela está sempre dormindo como um tronco

Em transe quase hipnótico, o Profeta Adormecido abre seus olhos para o místico, mas o silêncio de seu sono decifra o que o ruído do tempo insiste em esconder.
Reno Fioraso

Seus olhos azuis...
de um azul profundo do céu, do ar, do mar
neles navego segura
e não me importo de naufragar...
em seus braços
cada apertado abraço
mais leve me faz ficar...
no seu corpo meu corpo porto seguro a encontrar...

e a vida de leve levar
no mesmo caminho seus olhos azuis
pra sempre vão me guiar...

por que me faltam palavras
quando alto quero gritar?

Sussurro: te amo, te amo, te amo...
vou com este amor pra onde ele quiser me levar...

Em silêncio você sofre toda a dor de quem não consegue aceitar.
Seus olhos dizem coisas que você se nega a falar.
A sua voz embargada não consegue disfarçar.
E eu... eu sou obrigada a disfarçar,
em silêncio ficar,
pra não denunciar esse amor que a todo custo você tenta negar.
Você ainda não entendeu que é meu?