Seu Corpo
Teu corpo era meu naquele momento;
Eu te tinha em minhas mãos, e também em meus lábios.
Tu era minha.
E eu era teu!
Se eu soubesse que tu iria;
Não construiria minha casa em teus braços;
E não plantaria meus sonhos, em teu sorriso.
O teu coração tem sabor a mar, a tua alma tem o perfume da floresta e o teu corpo é poesia naufragada no meu corpo.
Setembro-me
inteiro dentro
do teu corpo,
quero sentir
todo o teu verão,
vagarosamente
a evaporar-se
no meu corpo.
Suor da Lua
O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.
Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.
O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.
O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.
No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.
As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.
As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.
E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.
O teu corpo tem o poder do transe perfeito, Lábios que me rendem, Olhos que me seduzem e mãos que me prendem.
*Quero abraçar teu corpo, me aquecer, sentir o suar se misturar ao meu, entrar de surpresa pela porta dos fundos e te fazer delirar de prazer.*
(Saul Beleza)
Versos Brancos
Para o teu corpo remar
no meu rio não precisa
ter só uma cor e nem rima,
Precisam ser somente
de todo o cor(ação),
Os versos brancos
explicam a magia
que existe entre
nós dois e a poesia.
Teu corpo, que cobiço,
e que ainda não tenho,
põe um doce suplício
no ritmo de Kaseko,
em agitação máxima,
alucinante e contagiante,
diante do Rio Suriname.
Capaz de fazer o desejo
virar orgulho e assunto
na primeira página em Paramaribo,
por fina ironia do destino.
Sob uma palmeira-real,
fazemos juras de amor
neste continente austral;
nunca conheci alguém
capaz de fazer algo igual.
Aonde quer que eu vá basta fechar os olhos que o fantasma do teu corpo sobre o meu me atormenta, volto ao tempo com as lembranças e sinto tua mão passeando em meu corpo, tuas carícias me faz delirar como se tudo fosse real, meu corpo queima feito brasa só em pensar que tu me fizeste sentir a mais linda sensação de prazer.
Gosto de olho no olho;
Falar o que sinto... E ver a reação do teu corpo!
Pra mim cada gesto, cada movimento é um sinal
Se encaixa, não resisto! me jogo...
Se não tem química, não insisto
Se for bom, pode durar
Mas sem cobranças, não quero prisões e conceitos dos outros
Tenho minhas próprias convicções
Só peço que não tente me enganar,
Não percamos tempo, pois a vida não nos perdoará!!!
O tempo passado em branco, tende a não retornar...
E acredite: faz uma falta!!!
Mas nunca é tarde pra quem esta disposto a viver:
"Uma página de cada vez"
A braça-me deixa-me sentir o calor do teu corpo. Livra-me ao encontro dos sonhos.
A braça-me carrega-me em teus brações para que sinta a força desta paixão.
A braça-me e leva-me com teus carinhos a conhecer ao mistérios deste amor.
A braça-me e olhando-me nos mostra=me o fogo desta paixão.
A braça-me e mesmo que o tempo nos separe, guardarei o valor dos teus abraços eternamente
Convence-te bem do seguinte: Um dia tua alma abandonará o teu corpo e serás arrastado para trás do véu que flutua entre o universo e o incognoscível. Enquanto esperas, cuida de ser feliz
