Seu Corpo
O ouro que cobre teus cabelos, a pluma que plana sobre tua pele, o calor que enrosca teu corpo, chama-se EU
O teu corpo..demasiado próximo do meu... Toda eu ardo por dentro, quero sorver essa tua essência, ver-te suar, morder esses lábios, enlouquecer. Quero parar o tempo. E recomeçar...tudo de novo.
Em teu corpo eu me deixo levar entre curvas
Eu me perco de amor e sedução.
Em tua boca eu me acho sem palavras
No silêncio de uma louca paixão.
CONCEITO
Teu corpo:
um porto
que eterniza
meus navios
um parto
que traduz
o meu avesso
a parte
que arremata
meu desejo.
IDILIO
Teu abraço no abraço que aperta e aperta
Transportando bruscamente
Com teu corpo que se esvai continuamente
Elegendo meu corpo como porta aberta.
E abre a boca com a boca que se abre,
Com a língua para a língua que se suga
E no romper do esplendor e nessa fuga,
Os dois corpos no idílio como um sabre.
Embriaga com perfume esse amor
E carrega para a dança e se dança,
Num frêmito ciciante com imenso ardor,
Nessa valsa longa e que nunca cansa.
E o momento de beatitude surge,
No ondular tresmalhado
Do espasmo manso,
Ao florir do sorriso que ressurge
E transcende no langor infindo, o remanso.
O teu amor me deixou completamente cego.
Então transformei teu corpo no meu livro de histórias em braille.
Se eu fosse algum rei, fosse o teu Senhor
Eu proclamava a tua boca, um reinado meu
O teu corpo nú, meu santuário...
Se eu fosse algum rei, teu Imperador
Eu ordenava, teu coração a gostar do meu!!!
DECLARAÇÃO
Não quero teu corpo
Enquanto tua alma não me pertencer
Não quero sua vida
Pois não saberia vive-la
Não quero sua riqueza
A qual, não teria valor algum sem você?
Quero o teu sorriso
Descobrir teus segredos, com a intenção de roubar teu coração
Quero teus abraços, ouvir sua voz
Teu olhar indiscreto me procurando pôr ai
E seus labios me consumindo pôr inteiro
Não quero sua tristeza
Pois, só alimentaria minha dor
Não quero teus sonhos
Prefiro que os realize comigo
Não quero suas lagrimas
Pois sua ausencia não me permite enxuga-las
Quero sua alegria
Quero teus beijos, quando me pertencer
Quero te conquistar, pra que não precise roubar o teu amor
Antes que o tempo me consuma e não permita faze-lo
Quero teu amor, pôr um dia e uma noite a mais
Ainda que pela ultima vez
Porque descobri que ainda te amo
Quero novamente
Quero novamente te acariciar,
explorar teu corpo...
Ouvir nossos gemidos, sussurros,
Nossos gritos...
Sentir sua boca tocando meus lábios,
nosso suor exalar todo calor,
todo esse desejo contido,
o entrelaçar das nossas línguas...
Que esse louco desejo nos leve
para o alto de uma montanha,
onde atingiremos algo delirante
e sem preconceito...
Aí retornaremos, devagar...
E todo esse desejo, essa atração fatal
nos mostrará que não existi nada concreto,
ou definitivo...
Que vivemos agora,
temos que respirar, nos alimentar,
nos nutrir de tudo que nos fortalece.
Que a paixão, o amor, amizade,
talvez não dure para sempre.
Mas, que a vida é agora e o importante é ir atrás daquilo que nos satisfaz,
nos realiza, sem hiproquisia.
Sermos leais com nós mesmo, sem ter que sacrificar ou ferir o próximo.
Desejo teu corpo ardente; escultura quente; perfeito presente; de corpo e mente. Desejo; unir teu corpo ao meu; preciso himeneu; enlace ateu. Desejo-te
Carta de uma Domme
Entrega teu corpo e tua alma em minhas mãos
E cuidarei de ti como a um lapidador apaixonado
E terei o privilégio de ver brilhar as várias facetas
Deste diamante bruto que se faz mais meu a cada olhar.
Conhecerei teus medos, anseios, credos e desejos,
E te despirei de todas as amarguras do cotidiano
Para que te sintas livre como o vôo livre de uma águia
E a alma plenamente cativa aos meus caprichos
Dá-me tua vida como a um livro a ser escrito
Te solta dos pudores, liberta-te dos tabus
Pois neste nosso palco não existem pecados,
E todas as palavras proscritas serão aqui permitidas.
Vou acalentar teu sono e zelar por tua noite tranqüila
Aninhar-te em meu colo e acariciar tua fronte
Desenhar teus traços e sorrir enquanto dormes
Pois és meu menino – lindo e inquieto como um passarinho
E sob meu olhar, torna-te meu servo,
Ajoelha-te e respira meu perfume,
Aquece-te do calor de meus seios
Bebe do sumo que brota em meu ventre...
Liberta tuas fantasias entre minhas cordas,
Grita todas as palavras profanas com a mordaça entre teus lábios
Sinta o êxtase com as minhas mãos percorrendo teu corpo todo
E minha língua... demorando-se nas entranhas proibidas que adoras...
Sente as vigorosas palmadas que aquecem tuas carnes
O vermelho rubro que embeleza tua pele
O formigamento que te provoca desejos incontidos
O homem – lascivo e devasso a cada toque
Ouça o silvo do chicote que serpenteia no ar
Que lambe tuas costas e cria desenhos desencontrados
A minha voz... que te atira ao chão com uma ordem suprema
E te envolve e acaricia, como se fosse único em meu mundo.
Serve-me com teu corpo e proporciona-me prazer indescritível
E te darei as estrelas que se curvarão diante teus pés
E entrega-me tua alma para enlevar meu ser
E te darei meu mundo, para que percorras e encontra-te a ti mesmo.
Sê meu menino, escravo, servo, cativo, Dono de mim
Escolheste-me entre tantas, tornara-me especial
Tens-me como tua menina, Mulher, Senhora, Rainha
E eu te desejo como a Meu Homem em um pedestal.
ATAVISMO DE ROMEU E JULIETA
O cemitério em que teu corpo hoje descansa,
não é mais aconchegante que meus braços,
que em noites de ardentes orgias
te envolveram em um manto de mórbidos prazeres.
O doce gosto do teu sangue,
ainda permanece na minha boca que seca,
procura em outras bocas o doce
ópio que só teu corpo produzia.
Hoje levas contigo para dentro desse túmulo,
o que em outras eras, distantes eras,
Eras de noites de ébrios desejos
o que fora nosso mais nefasto segredo.
E é nessa seara de mórbidos segredos,
que para todo o sempre permanecerá,
e guardará contigo e os vermes
que agora te devoram o coração, o nosso infausto amor.
Os prantos desfizeram teu corpo ao luar.
As dunas numa de ser praia ao teu queixo beijou,
naquela areia de maia azul.
Se pudesse seria seus cílios... Defensor perene de seus olhos tão seus...
Se pudesse seria teus olhos protegido perene de teus cílios tão seus.
Obra prima pura
Deixo você arrepiada
calores intensos
invadem teu corpo
vontades incontroláveis
Linda...
bela...
obra prima da natureza
humana e divina
que ao passar
deixa um perfume doce
de fêmea carente
que hipnotiza
e encanta onde passa
és mulher
és menina
rosto belo
adornado com lindos olhos
lábios carnudos.
Teu cheiro exala
um desejo impactante
de Deusa...
Teus cabelos cacheados
volumosos
cobrem teus ombros
escondendo alguns segredos
que homem algum já viu.
Só me resta contemplar
tuas costas desnudas
adornada por uma linda tatuagem
que te transforma numa gata selvagem
pura e de sensualidade sem igual
enche meus olhos
curvas...
saliência visivelmente perfeitas
grande parte escondidas
dos meus olhos maliciosos
mas que nos meus pensamentos
desvendados muito antes.
(Fouquet, maio 2010)
Te vejo e meu olhar devora teu corpo
Como um animal faminto devora sua presa recém capturada
Te cheiro tentando inalar de ti
A essência necessária à minha existência
Te sinto, te abraço, te beijo
Num impulso de absorver de ti
Todo o afeto que preciso para ter a felicidade
No entanto, percebo que teu corpo
Teu cheiro, teu beijo e teu calor
Nada mais são que ilusões passageiras que
Levam de mim o que há de mais especial e sincero
E deixam de ti
Apenas o amargo gosto da solidão
Quero tirar teu sossego, fazer teu corpo estremecer, enlouquecer, de tanto prazer. Vais sentir o meu calor e com tanto fervor vais implorar por mais. Eu não vou te deixar em paz, vou te fazer cair em meus encantos, e por todos os cantos vias lembrar de nós dois. E toda vez que lembrares, será como a primeira vez. Vou ganhar esse jogo, e teu corpo vai queimar feito fogo. Não adianta dizer que não, você já está na minha mão.
