Frases para setembro
10:34 11 de setembro de 2024
"Sonhei andando de bicicleta com meu esposo, em ruas muito largas e bem desertas, parecia um lugar muito longínquo, onde já estivemos antes, mas o cenário estava bem diferente. Eu estava perguntando ao meu esposo, para qual estrada eu deveria ir, para chegar no local onde eu queria, que era outro estado e estava muito longe de casa, eu segui sozinha pela grande avenida, muito larga, havia montanhas no horizonte dela e áreas verdes, eu segui pedalando, mas com muito medo de entrar em uma estrada errada, porque eram avenidas muito largas, desertas e bifurcadas, que direcionavam á vários lugares diferentes"
10:34 11 de setembro de 2024
"Sonhei em um hospital, que ao mesmo tempo se tornava um mercado, eu estava procurando queijo e presunto para comprar, mas eu não podia comê-los, por causa da minha saúde.
Mesmo assim, comprei bastante, uma peça de cada, e junto, comprei vários litros de iogurte de vários sabores para meu marido, mas também não podia beber.
Levei para casa e a gente não tinha geladeira, então coloquei os iogurtes misturados em uma vasilha, depois fui coletar alguns frutos selvagens para misturar neles, mas quando fui comer, senti tudo muito amargo na boca e cuspi tudo! Embora estivesse junto aquelas delícias de iogurte parecendo sorvete, tudo quase derretido, eu não podia tomar nada, tudo o que fiz foi pegar os frutos selvagens do fundo da vasilha e colocar na boca, mas mesmo assim não consegui comer, porque eram muito amargos. "
10:34 11 de setembro de 2024
"Sonhei que estava na antiga casa onde eu morava com meus pais, quando adolescente. Na verdade, a antiga casa com meus pais, era um lugar de muitas torturas e violência, por parte do meu pai, aos 16 anos, tive que fugir de casa, porque não aguentava mais tantas torturas
Eles não estavam mais lá, porém estava eu e meu esposo.
Eu sentia uma sensação muito estranha, de medo!
Quando olhei para a cerca que rodeava o terreno, enxerguei pelo lado de fora dela, 4 pessoas vestidas de branco, muito assustadoras, elas usavam capuz, seus olhares eram sinistros e ameaçadores, nos observavam, como se á qualquer momento fossem invadir o nosso espaço e nos fazer maldades.
Eu não esperei para ver, pedi para o meu esposo, para que saíssemos escondidos deles e fugíssemos. Pois, eles iriam entrar á qualquer momento, eram como guardiões do mal, á espreita!
Nós saímos por trás da casa e corremos muito! O caminho era bem diferente da realidade e a gente passava por baixo de uma construção que mais parecia um túnel, mas na verdade era uma casa, que tomava a rua inteira por onde passávamos.
Enquanto eu corria embaixo dela, eu olhava o teto, era uma laje pintada de verde e havia uma lâmpada que iluminava o caminho, porque havia escuridão.
Entramos pela rua lateral, correndo o tempo todo, com muito medo deles já terem percebido a nossa fuga.
Porém, quando entramos por essa rua, não havia casas, somente pequenos Lagos, em cada terreno baldio. Eram muito bonitos, passei observando, mesmo correndo muito rápido, pelo primeiro lago, com água cristalina, com dois peixes lindos nadando, o segundo laguinho também já havia mais peixes nadando e a água era bem cristalina, no terceiro lago, eu fiquei horrorizada, observei que não havia lago, somente um monte de peixes mortos, já em estado de decomposição, era como se o lago desse terreno tivesse secado e havia tantos peixes, que todos morreram sufocados, enquanto se abrigavam um . cima do outro, era uma pequena montanha de peixes o formato de como estavam.
Senti uma imensa tristeza, por ver aquela cena, o sorriso mesmo amedrontado, por medo daquelas pessoas, quando eu passei pelos 2 primeiros lagos, senti imensa alegria. Mas, a tristeza veio logo em seguida!
Ao observar tantos peixes mortos.
No quarto lago, não lembro ao certo mais havia peixes nadando e a água já não era tão cristalina, como as duas primeiras..."
20 de setembro de 2023 sonhei com meu marido, tendo uma amante...
Essa noite sonhei com meu marido tendo uma amante e ele comprava um perfume muito caro para ela, no ó boticário que custava 635,00 e sendo que no sonho eu estava atolada de dívidas e ele deu para a outra, o que não deu á mim, eu chorei muito.
04:48 da manhã de 20 de setembro de 2024... Tive uma crise de ansiedade severa, após ter dois sonhos e acordar com dor no meu tórax...
Eu sonhei que estava passando por um terreno onde estava minha mãe, imóvel, olhando para o meu irmão Alcadones, ele estava fazendo alguma peripécia, e eu passei observando e ele veio ao meu encontro com uma foto, eu não lembro se a foto tinha eu e ele e outra pessoa ou era somente eu e ele, sei que indaguei do por que ela está parecendo que estava bem envelhecida e embaçada, era algo assim. Depois, ela se tornou como um pedaço de gesso, tanto que consegui quebrar a parte em que estava eu e ele, ela caiu das minhas mãos, e fez um barulho como de gesso quebrado.
Logo depois tive um outro sonho, onde eu estava abraçando minha amiga da adolescência, a Mayla! Eu estava muito feliz em estar perto dela e por ter dado um forte abraço nela, eu estava muito sorridente e plena.
Então, acordei com uma dor aguda em meu tórax e minhas mãos começaram a gelar, ficar amarelada e sem vida.
Senti meus órgãos parar tudo!
Eu não sentia meu pulso e nem o coração, eu me sentei, orei o PAI NOSSO por várias vezes e resolvi acordar meu esposo, por sentir que estava morrendo.
Meus lábios começaram a tremer muito, junto ao meu corpo e vesti logo um vestido vermelho que tenho e coloquei o soutien, para que se caso eu viesse á morrer, estaria pelo menos decente, porque até então, eu estava com um vestidinho de alça bem velho, que a minha cunhada me deu para vestir, enquanto chegasse os meus, após a cirurgia.
Ele não é muito apresentável! (Risos)
Eu levantei e fiquei em pé, estava trêmula demais!
Peguei álcool e cheirei bastante, por um tempo de uns 15 minutos cheirando o álcool, orando e mantendo a fé, comecei a sentir o corpo esquentar e senti que tive vida novamente.
Agora, estou aqui escrevendo, após ter ido ao banheiro.
Ontem, sonhei que era casada com um padre barbudo e barrigudo, a gente era muito feliz!! Sonho mais aleatório (risos)
1 de setembro de 2025.
Novo mês, novas possibilidades e principalmente oportunidades.
Deixe para trás tudo que não te fez bem e reabasteça seu coração com os que realmente te desejam o bem.
Desista de coisas, pessoas, crenças ou situações que não contribuem para o seu progresso e bem-estar.
Desligar-se do que te faz mal é um passo para o bem-estar emocional.
Permite que a vida se torne mais leve, abrindo espaço para o novo.
Vamos, que vamos.
Seja muito bem-vindo setembro.
Quarta-feira, 10 de setembro de 2025.
Para hoje:
Que seja um dia muito especial, repleto de alegria, paz e boas notícias.
Beba água, faça uma prece e principalmente, agradecer por tudo que se tem.
Força, foco e Fé.
Coragem e felicidade.
Bom dia 🌺
TRUMP cria guerras que resultarão num novo 11 de setembro, intensificado pelo ódio, vingança e dor de muitos povos!
Hoje, 1º de setembro; amanhã 2, depois 3.... Uma cronologia do tempo importante para quem tem boletos a pagar. Para outros que também têm boletos, mas esperança, objetivos e metas consistentes em sonhos de evolução: sejam bem vindos!
Disseram para Helena Vigiar o Vovô Nino
Era 14 de setembro de 2014, um lindo sábado de muito sol e calor. A família estava reunida no sítio dos sogros de Nino, Swami e Aurialda, para comemorar antecipadamente o aniversário da vovó Lívia, seu Bem. O sítio era um verdadeiro refúgio ecológico, com aceroleiras carregadas, dois pequenos lagos e uma variedade de animais: gatos, cachorros, galinhas, patos, papagaios, maritacas, lebres e, de vez em quando, até alguns veadinhos. Era daqueles lugares em que a natureza parecia fazer questão de estar presente em todos os cantos.
Helena, sua primeira neta, tinha acabado de completar um ano. Ela adorava passear com o vovô Nino pelo sítio e, assim que chegava, já queria ir jogar pão velho para os peixes e os patos. O problema é que ela também gostava de comer o pão que deveria alimentar os bichinhos. Como o vovô Nino sempre foi meio estabanado, sua esposa e sua enteada viviam dando-lhe broncas. Chegaram, inclusive, a recomendar à pequena Helena: “É melhor você cuidar do seu vovô Nino!” Eles achavam aquilo engraçado, mas não imaginavam que, naquele mesmo dia, Helena teria motivos de sobra para levar o conselho a sério.
Perto da hora do almoço, o vovô Nino resolveu colher acerolas para Helena. Como ela ainda era pequenininha, ele a pegou no colo, puxou um galho carregado de frutas e começou a ajudá-la a colher. Estava encantado com aquela cena, vendo a netinha colher as acerolas, quando, ao abaixar um galho maior, deparou-se com uma cobra enorme, esticada tranquilamente sobre ele. Qualquer pessoa sensata teria soltado o galho na mesma hora e se afastado. O vovô Nino, porém, teve uma ideia que, olhando para trás, parecia bastante questionável: resolveu mostrar a cobra para Helena. Só não pensou em um pequeno detalhe: talvez a cobra não estivesse interessada em participar daquela experiência educativa com o vovô e a neta.
Quando chegaram em casa, Helena correu para contar à mãe, com a sinceridade e a inocência de uma criança de apenas um ano: “O vovô mostrou a COBA!” A mãe ficou apavorada e, conhecendo muito bem o avô que tinha, tratou logo de confirmar suas suspeitas: “Eu falei que é preciso vigiar o vovô Nino! Ele é um perigo para a Helena!” Diante de uma acusação tão bem fundamentada, o vovô Nino não teve nem como apresentar sua defesa.
Mas a aventura daquele sábado ainda guardava outra surpresa. Helena havia comido tantas acerolas durante o passeio que, ao entardecer, começou a vomitá-las. Resultado: mais uma rodada de broncas para o vovô Nino. Naquele dia, ficou difícil saber o que havia sido mais perigoso: a cobra encontrada no galho ou a quantidade de acerolas que a netinha resolveu comer. De qualquer maneira, ficou provado que um simples passeio para colher frutas poderia render uma história para a vida inteira.
Apesar das broncas — e talvez até por causa delas — o vovô Nino nunca deixou de fazer suas brincadeiras com Helena. Afinal, algumas das melhores lembranças da vida não nascem de momentos perfeitamente planejados, mas justamente dessas pequenas aventuras, das situações inesperadas e das trapalhadas que, com o passar dos anos, acabam se transformando nas histórias que mais gostamos de contar.
Esta é uma das muitas histórias que o vovô Nino gosta de contar para Elisa, irmã de Helena, suas duas deusinhas. E Helena, até hoje, adora ouvir a história daquele vovô que, em um belo sábado de setembro, saiu para colher acerolas e acabou apresentando uma cobra à própria neta. Talvez seja por isso que, quando alguém fala em “vigiar o vovô Nino” , ele prefira não perguntar muito sobre o assunto.
Peregrino Nino Carneiro
E chegou SETEMBRO
Entramos num novo mês . É Setembro que chega anunciando um novo colorido de estação . Depois de dias ventosos , muita poeira e clima instável entramos no mês que é tradicionalmente acolhido com alegria e novas expectativas
.
É o Setembro das flores , Setembro da primavera e oxalá tenhamos também dias de clima mais estável e agradável.
Agosto , coroado de expectativas com a espera ansiosa pelas olimpíadas , a conclusão do impeachment da ex presidente Dilma , apoiado por uns e desagradando a outros . De qualquer forma , um clima de insegurança reinava.
A esperança é que agora , empossado o novo presidente , Setembro venha trazendo novas esperanças de um melhor caminhar econômico da nação.
Que todos os sonhos da nação , o desejo de transformação que vem dos homens sejam inspirados por Deus e guiados por sua mão misericordiosa e assim aconteça a mudança que todos esperam.
Que não haja limite para aquilo que é bom e aquilo que constrói . Que as energias negativas tenham se dissipado no ar , as frustrações levadas com o vento e que sopre sobre os homens apenas o vento da fé , que é o que nos impulsiona e nos move.
Brilhe sobre a nação brasileira a luz de Deus .
editelima/ 1º de Setembro de 2016
A VIRADA DE CHAVE
Hoje é dia 10 de setembro, o dia que antecede meu aniversário, mas, desta vez, não será como nos outros anos. Amanhã completarei 18 anos, e você deve estar pensando: essa menina deve estar muito feliz. Muito pelo contrário. Estou atravessando um dia cinzento por aqui. Não diria ruim, mas é um lugar onde está tudo bagunçado. Eu, como uma boa virginiana que sou, odeio bagunça, mas, desta vez, ela tornou-se deveras importante.
No último mês, comecei a descobrir umas coisas malucas sobre mim mesma. Finalmente descobri quem realmente sou, como se uma máscara tivesse caído do meu rosto. Uma onda de emoções recaiu sobre mim, eu não sabia se chorava, se ria ou se comemorava, mas, naquele dia, decidi ser eu mesma de uma vez por todas. A minha vida toda me escondi atrás de uma personalidade que não era minha, por medo da desaprovação dos outros. Mas, afinal, quem são eles para julgar se sou boa ou ruim? Tentar ser quem sou está sendo uma tarefa difícil. Enfrentar medos, inseguranças e vergonhas é angustiante, mas, quando conseguimos ultrapassar tudo isso, o mundo parece ficar mais fácil. Desde então, meu oceano interno tem se acalmado, e a correnteza flui de forma mais uníssona.
Antigamente, eu culpava muito as pessoas à minha volta por se afastarem de mim. Ninguém queria ser meu amigo ou estar ao meu lado. Hoje, já não as culpo tanto assim. Talvez, em alguns pontos, a razão até estivesse com elas. Não tem como gostar de algo que não existe; abraçar a fumaça é impossível. Viver sob uma ótica que não é sua pode até ser confortável, mas, um dia, a bomba explode. Ser o sol do seu próprio sistema estelar não é egoísmo, é amor-próprio, e, quando somos o centro da nossa própria vida, fica muito mais fácil sermos nós mesmos, porque o que realmente importa nesta vida é saber que a nossa validação interna vale muito mais do que qualquer uma que venha de fora.
Nesse novo ciclo que se inicia amanhã, quero me tornar a senhora da minha própria vida. Quero conseguir ser eu mesma, mesmo que ainda aos poucos. Essa mudança já me trouxe pessoas novas, alegrias e momentos que me fizeram sentir completa, momentos que foram vividos sem medo, sem fingir e sem esconder quem sou. Tenho muito a descobrir nesta vida ainda, mas prometo nunca mais me esconder para agradar sabe-se lá quem. Só sei que a única pessoa que sempre estará conosco durante toda essa existência somos nós mesmos, e, por mais desconfortável que essa jornada de descobrimento possa ser, tudo isso está valendo muito a pena.
Boa noite a @todos!
Pelo visto...
O 11 de Setembro de 2001
não ensinou nada aos EUA e aos seus cúmplices .
USAm e abUSAm da força e tirania,
são os verdadeiros terroristas.
Óh! Senhores da hipocrisia!
Será que um dia ...
IRÃo aprender?!...
✍©️@MiriamDaCosta
#USA #EUA #Israel #UE #Irã
Em pleno 2026 o fantasma do 11 Setembro 2001 volta a assombrar o mundo ...
A politica terrorista de (atacar e matar todo líder) de Trump, ditada por Netanyahu,
saiu pela culatra.
Eles pensaram que( atacando o Irã) estavam decapitando um regime.
O Ocidente está celebrando um "sucesso tático" enquanto caminha, sem perceber, para um pesadelo estratégico.
Os EUA, Israel e seus aliados da UE
acabaram de trocar um adversário previsível por uma insurgência global imprevisível de vingança arcaicamente inspirada.
Isto não é o fim de nada!
É o começo de um capítulo muito mais sombrio e ameaçador
para os envolvidos e não.
✍©️@MiriamDaCosta
Bom dia a @todos!
Ode a Setembro
Setembro,
tu chegas descalço,
com cheiro de terra molhada
e promessa de flores.
Não gritas como Janeiro,
não choras como Junho ,
tu sussurras cores e olores.
Trazes a primavera nas carícias do vento
e distribui pelos canteiros
o versejar do meu olhar.
Setembro,
és recomeço sem alarde.
É a coragem de florescer depois do inverno,
é a menina que se fez mulher
e não esqueceu de brincar nos jardins da poesia
são os pés escrevendo versos
na areia da praia
e é o perfume do jasmim na alma.
Que sejas leve, Setembro!
Que venhas bordado de verde esperança,
perfumado de amarelo vigor
e desenhado de laranja alegria.
Fica o quanto quiseres...
as páginas da varanda do meu olhar
já estavam te esperando de linhas abertas.
✍@MiriamDaCosta
Que setembro floresça em bênçãos, realize os sonhos guardados no coração e traga consigo a doce esperança que renova os dias.
E setembro chegou! Com ele também chegam as bênçãos e o amor de Deus. Que seja um mês de paz, esperança e novos começos. Gratidão, Senhor, por nos permitir viver mais um mês! Que Tu ilumines nossos caminhos e nos surpreendas com Teu amor.
Setembro
Em um dia frio e chuvoso, o calendário marcava o início de setembro com várias flores pelo chão, quando o amor florescia com uma imensa paixão.
Uma leve garoa caía, cobrindo o mundo como um véu, mas não ousava apagar a chama daquele sentimento que iria se firmar.
Junto à beira do lago, sob o céu cinzento e vasto, a natureza era cúmplice, silenciosa daquele momento.
Ali, o amor florescia com uma força sem par, de tal magnitude que o tempo não poderia apagar.
Com o coração inundado de uma promessa sincera e calma, ele entregou a ela uma singela rosa, para a sua alma.
E o pedido ali selou, mais forte que a chuva que caía, a promessa de um laço que transcende todo dia.
Ali, naquele lago sob a garoa e o céu de setembro a chorar, o futuro se fez presente, eternamente a celebrar.
Beatriz D’ Aquino
OS GRITOS DA NOITE DE SÃO BARTOLOMEU.
Autor:
Allan Kardec.
REVISTA ESPÍRITA
SETEMBRO DE 1858.
Na sua Histoire de l´ordre du Saint-Esprit, edição de 1778, De Saint-Foy cita a passagem seguinte, tirada de uma coletânea do Marquês Christophe Juvenal dês Ursins, tenente general do governo de Paris, escrita pelos fins do ano de 1572 e impressa em 160l.
“A 31 de agosto de 1572, oito dias após o massacre de São Bartolomeu, eu tinha ceado no Louvre, em casa da senhora de Fiesque. Durante todo dia havia feito muito calor. Fomos sentar-nos sob uma pequena latada, ao lado do riacho, para respirar ar fresco. De repente ouvimos no ar um barulho horrível de vozes tumultuosas e de gemidos misturados a gritos de raiva e de furor; ficamos imóveis, transidos de espanto, olhando-nos de vez em quando, mas sem coragem de falar. Creio que esse barulho durou cerca de meia hora. É certo que o rei Carlos IX o ouviu, ficou apavorado e não dormiu o resto da noite; contudo, não fez comentários no dia seguinte, mas foi notado o seu ar sombrio, pensativo e desvairado.
“Se algum prodígio deve não encontrar incrédulos, este é um, e é atestado por Henrique IV. Em seu livro I, capítulo 6, páginas 561, diz d´Aubigné: Várias vezes aquele príncipe nos contou entre os seus familiares e cortesãos mais íntimos, e tenho várias testemunhas vivas de que jamais no-lo repetiu sem sentir tomado de pavor, que oito dias depois do massacre da Noite de São Bartolomeu, havia visto uma grande quantidade de corvos pousar e crocitar sobre o pavilhão do Louvre; que na mesma noite Carlos IX, duas horas depois de se haver deitado, saltou da cama, fez com que os camareiros se levantassem, e mandou dar busca, pois ouvia no ar um grande barulho de vozes gementes, em tudo semelhantes às que se ouviam na noite do massacre; que todos esses gritos eram tão chocantes, tão marcados e tão distintamente articulados, que Carlos IX pensou fossem os inimigos dos Montmorency e os seus partidários atacando-os de surpresa, pelo que mandou um destacamento de sua guarda para impedir esse novo massacre; que os guardas informaram que Paris estava tranqüila e que todo aquele barulho que se ouvia estava no ar”.
Observação: O fato relatado tem muita analogia com a história do fantasma que aparecia a Mademoiselle Clairon, relatada em nosso numero de fevereiro, com a diferença que neste caso foi um único espírito a manifestar-se durante dois anos e meio, ao passo que depois da Noite de São Bartolomeu parece ter havido uma inumerável quantidade de Espíritos, que fizeram o ar vibrar apenas por alguns instantes. Aliás, ambos os fenômenos têm evidentemente o mesmo princípio que os outros fatos contemporâneos e da mesma natureza, por nós já relatados e deles não diferem senão em detalhes de forma. Interrogados sobre a causa desta manifestação, vários Espíritos responderam que era um castigo de Deus, o que é fácil de compreender.
Nota: São Bartolomeu foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Pregou o Evangelho na Índia e na Armênia, onde foi crucificado no ano 71, por ordem de Astiage. A Noite de São Bartolomeu é o nome dado a uma das maiores chacinas feitas pelos católicos nos protestantes. Em linhas gerais os fatos foram estes: durante os séculos XVI e XVII, o Protestantismo desenvolveu-se na França sob duas seitas: os Calvinistas e os Luteranos; de 1560 a 1598 houve naquele país oito guerras religiosas, desencadeadas pela política católica que visava aniquilar o Protestantismo; a luta uniu ou federou aquelas seitas, cujo nome Huguenotes provavelmente de deriva do vocábulo alemão eidgenossen, isto é, federados, posto alguns suponham provir do da Torre do Rei Hugo, em Tours, onde aqueles se reuniam. Na célebre Noite de São Bartolomeu, a 24 de agosto de 1572, obediente às manobras dos católicos, e da rainha mãe, Catarina de Médicis, Carlos IX, rei da França, ordenou a matança dos Huguenotes, dando ele próprio o sinal do início da carnificina. O fato passou à História com os nomes de Noite de São Bartolomeu e de Matança do Huguenotes, inspirando de várias maneiras os artistas, entre os quais Meyerbeer, que em 1836 escreveu a célebre ópera Os Huguenotes.
Estas lutas religiosas explicam o interesse e esforço francês por uma França Antártica e o aparecimento na História fo Brasil, de nomes como os de Villegaignon, Duguay-Troin e Coligny.
Em verdade, o rei pretendia eliminar um número limitado de líderes huguenotes. O que não havia previsto, segundo os autores do Histoire et Dictionnaire des Guerres de Religion, é que a execução limitada aos chefes daria o sinal de um massacre, que em Paris durou até o 29 de agosto, com um paroxismo de violência durante os primeiros três dias.
Há quem fale de setenta mil a cem mil mortos. Segundo relatos, os cadáveres boiaram nos rios durante meses, de modo que ninguém comia peixe.
Quem deve ter ficado muito feliz com o massacre foi o papa Gregório XIII, que cunhou uma medalha comemorativa da data e encarregou Giorgio Vasari de pintar um mural celebrando o massacre.
*1. A Noite de São Bartolomeu – O Crepúsculo da Tolerância.
Na sombria transição da noite de 23 para 24 de agosto de 1572, os sinos da catedral de Saint-Germain-l’Auxerrois ecoaram sobre Paris, prenunciando o dia consagrado a São Bartolomeu — o apóstolo martirizado que, ironicamente, se tornaria símbolo de um dos mais terríveis massacres da história cristã.
O badalar lúgubre foi o sinal para que multidões armadas, integradas por milícias populares e incitadas pelo fanatismo, se lançassem pelas ruas em desvario homicida. Portas foram arrombadas, janelas despedaçadas, e o ar parisiense se converteu em uma sinfonia de gritos lancinantes. Assim teve início o morticínio conhecido como a Noite de São Bartolomeu.
Em poucas horas, a cidade mergulhou em um abismo de sangue. Somente em Paris, cerca de três mil huguenotes protestantes franceses foram impiedosamente exterminados. As matanças logo se alastraram por todo o território francês, ceifando dezenas de milhares de vidas. O rumor dos sinos tornou-se o eco do ódio religioso, e a capital da França, o palco do martírio coletivo.
Dias antes, o ambiente era de aparente concórdia. Celebrava-se um matrimônio que pretendia selar a paz entre católicos e protestantes: a união de Henrique de Navarra, líder huguenote, com Margarida de Valois, princesa da França e irmã do rei Carlos IX.
Filha de Catarina de Médicis, a rainha-mãe de olhar impenetrável e vontade férrea, Margarida fora escolhida como instrumento político para cimentar uma aliança frágil. Todavia, sob o verniz das festividades palacianas, urdia-se uma armadilha sangrenta.
Os mais ilustres huguenotes do reino a fina flor da nobreza reformista foram convidados a Paris para as celebrações nupciais. A cidade, que se revestira de pompa, preparava-se, na verdade, para um banquete de morte.
O casamento não se deu no interior da catedral de Notre-Dame, pois o noivo protestante não tinha permissão para adentrar o templo nem participar da missa. Um palco improvisado foi erguido diante do portal ocidental, sobre o rio Sena. Quando perguntaram a Margarida se aceitava o enlace, ela não respondeu verbalmente: limitou-se a um aceno frio, sinalizando o “sim” exigido pela política.
A França do século XVI estava subjugada não pelo rei, mas pela Igreja Católica, cujas estruturas eram dominadas pela nobreza conservadora. Qualquer tentativa de reforma religiosa representava o risco de desmantelar o poder feudal e a influência do clero. À frente dessa resistência encontrava-se a poderosa Casa de Guise, inimiga declarada dos protestantes.
Assim, o casamento real, ao invés de selar a paz, reacendeu a desconfiança. Poucos dias após a cerimônia, o almirante Gaspard de Coligny, líder respeitado dos huguenotes e conselheiro do rei, sofreu um atentado nas ruas de Paris. O projétil que o atingiu, embora não o tenha matado, bastou para deflagrar o pânico entre os seus correligionários.
Suspeitou-se imediatamente da rainha-mãe, Catarina de Médicis, e dos Guise conspiradores astutos, empenhados em eliminar a influência protestante junto ao trono.
O crime nunca foi plenamente elucidado. Alguns historiadores, como Arlette Jouanna, apontam Charles de Louvier, senhor de Maurevert, como o executor material, homem já envolvido em outro assassinato político anos antes. Contudo, a autoria intelectual permanece envolta em sombras.
A ferida aberta pelo atentado precipitou a catástrofe. A trégua selada pelo casamento foi rompida; o ódio latente encontrou vazão. Em meio à confusão, o rei Carlos IX, de temperamento instável e olhar febril, foi tomado por fúria desmedida ao saber do ataque contra seu conselheiro. A tensão explodiu em violência generalizada, e os sinos de Saint-Germain anunciaram a sentença de morte dos protestantes.
Naquela madrugada, Paris se transformou em campo de extermínio. O sangue escorreu pelas pedras antigas, misturando-se às águas do Sena. Corpos foram lançados ao rio, casas incendiadas, famílias inteiras dizimadas.
A chamada “Noite de São Bartolomeu” tornou-se o símbolo maior do fanatismo religioso e da intolerância humana um marco sombrio na história da Europa, que demonstrou até onde pode chegar o homem quando cega a razão e se corrompe a fé.
Reflexão.
A tragédia da Noite de São Bartolomeu não foi apenas o massacre de um povo, mas a morte temporária do espírito cristão em sua essência. Ela recorda, ainda hoje, que a fé, quando divorciada da caridade, torna-se instrumento de tirania e destruição.
A Noite de São Bartolomeu.
– O Édito da Tolerância.
A aurora que se seguiu àquela noite de horror amanheceu sobre uma Paris silenciosa e profanada. As águas do Sena, turvas e lentas, arrastavam corpos, e o odor da morte impregnava o ar. As portas das igrejas estavam entreabertas, não para o culto, mas para abrigar os algozes. O massacre, iniciado sob o toque dos sinos, estendeu-se pelos dias seguintes com uma fúria metódica, como se o próprio inferno tivesse descido à terra.
A notícia do extermínio espalhou-se rapidamente pela França. Em cidades como Lyon, Rouen, Bordeaux e Orléans, o mesmo ritual de sangue repetiu-se sob a complacência das autoridades locais. Os huguenotes outrora respeitados pela inteligência e pela sobriedade moral tornaram-se inimigos do Estado e da fé dominante.
Calcula-se que entre trinta e cinquenta mil protestantes tenham sido trucidados em poucas semanas, em um dos capítulos mais sombrios das guerras religiosas europeias.
O rei Carlos IX, sob o domínio psicológico de sua mãe, Catarina de Médicis, oscilava entre o remorso e a insanidade. Historiadores narram que, atormentado pelos gritos que julgava ouvir nas noites que se seguiram ao massacre, exclamava em delírio:
“Sangue! Sangue por toda parte!”
Sua saúde física e mental declinou rapidamente, e, em 1574, morreu aos vinte e quatro anos, deixando o trono ao seu irmão Henrique III monarca de temperamento fraco, que não conseguiria conter a fragmentação política do reino.
Durante duas décadas, a França viveria um cenário de guerras intestinas, conspirações e traições. Entre as sombras da intolerância, o nome de Henrique de Navarra o príncipe huguenote que sobrevivera ao massacre começava a despontar como símbolo de esperança.
Perseguido e exilado, Henrique demonstrou rara habilidade diplomática e uma lucidez que o destacaria como o único capaz de reunificar o país dividido.
Em 1589, após o assassinato de Henrique III, o navarrense ascendeu ao trono como Henrique IV da França, inaugurando a dinastia Bourbon. O novo rei herdava um reino devastado, exaurido pela guerra e pela miséria espiritual.
Compreendendo que a França necessitava mais de paz do que de dogmas, Henrique pronunciou a célebre frase:
“Paris vale bem uma missa.”
Convertendo-se formalmente ao catolicismo gesto político, não de renúncia interior Henrique buscou unificar os corações de seus súditos sob o estandarte da reconciliação.
Em 1598, promulgou o histórico Édito de Nantes, que garantia aos protestantes a liberdade de consciência e de culto, além do direito de exercer cargos públicos e manter guarnições militares em determinadas cidades.
Foi o primeiro documento europeu de larga abrangência a reconhecer, oficialmente, a coexistência entre credos rivais uma vitória tardia da razão sobre o fanatismo.
A França, enfim, respirava. A ferida aberta em 1572 não se fechara totalmente, mas o sangue derramado dos huguenotes fertilizara o solo moral de uma nação que aprenderia, a duras penas, o valor da tolerância.
Henrique IV seria assassinado em 1610, vítima de um fanático católico uma ironia trágica e coerente com o destino da França pós-medieval. Mas seu legado permaneceria. O Édito de Nantes não apenas encerrou décadas de carnificina: ele inaugurou a lenta, porém irreversível, marcha da civilização rumo à liberdade de consciência.
Epílogo.
A Noite de São Bartolomeu permanece, até hoje, como o mais lúgubre epitáfio da intolerância humana.
Foi a vitória efêmera da força sobre o espírito, da imposição sobre o entendimento.
Mas do sangue dos mártires huguenotes emergiu, séculos depois, a aurora dos direitos humanos, a sacralidade da liberdade de crer ou de não crer.
A história, implacável em suas lições, nos recorda que nenhuma fé se engrandece quando oprime, e nenhuma verdade se torna divina quando exige sangue como tributo.
“O fanatismo pode acender fogueiras, mas só a tolerância ilumina o mundo.”
*1: Artigo de: Marcelo Caetano Monteiro.
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