Seria Tão Diferente
“Mas, não se preocupe em mudar ou tentar ser diferente. Sua essência não tem prazo de validade. É só continuar sendo essa pessoa maravilhosa que você é!"
—By Coelhinha
O que uma pessoa precisa, pode ser bem diferente de outra, mas aquela deitadinha depois do almoço todas merecem.
Eu achava que seria diferente, sabe?
Que iriam me olhar da mesma que enxergam os outros, que enxergam a opinião dos outros,
Mas eu sempre fui assunto de pautas exageradas, sempre fui um descaso pras pessoas, como se eu fosse um peso, como se meu silêncio fosse desagradável, como se a minha desistência de tudo e de todos incomodasse, às vezes me sinto em uma bolha, não respiro e nem sinto, eu queria ser um tubarão, sabia que tubarões são como humanos ansiosos? Eles parecem ser tão agressivos, mas eles são frágeis, se formos ver...só querem sobreviver no meio de uma imensidão profunda, eu poderia ser um leão, mas mesmo assim eu seria solitário, eu poderia ter tudo que eu quisesse, mas uma hora ou outra eu iria cair como um homem fraco que só pensa em si mesmo em todas as ocasiões, aprendi comigo mesmo que não podemos confiar, mas cada vez eu insistia, eu insisto em tudo...pois acho que é assim que se resolve, insistindo como louco, como um desastrado infame da vida, do desastre ocupacional, odeio quando falam que sempre fui uma criança brincalhona, nunca, eu só queria atenção, eu tentava ter carinho, eu barganhava o afeto, mas acho cômico que poderia ter tido aquilo tudo de qualquer pessoa da rua, que eu poderia cumprimentar qualquer vizinho da rua que iria preencher o vazio que minha própria família não concluiu.
Ao mesmo tempo, sinto que pareço o gato de botas, engraçado não? Tão destemido, insistente na vitória, cego por achar que deveria vencer em tudo, por achar que poderia vencer de qualquer batalha, de qualquer briga, mas no final, é só um gato ansioso...
Me sinto como Napoleão Bonaparte, independência ou morte, mas no meu caso? Eu escolheria a plena morte no resplendor da própria bandeira insignificante que carrego
É tão vazio por dentro que não me encontro, me sinto caindo... é estranho como esqueci do meu passado, não consigo me enxergar e nem me ver como aquela criança, aquele rosto inocente
Seja feliz por ser diferente dos outros e não gostar da mesmas coisas, só quem é diferente tem um futuro próprio.
Não adianta me discriminarem por eu ser diferente. Pelo menos eu tenho orgulho do que faço. Será que quem me discrimina tem orgulho de suas atitudes?
Como deve ser uma noite diferente?
Um encontro sem pressa, sem roteiro, apenas vontade de viver o momento, luz baixa, som suave, toque de que diz mais do que qualquer palavra diria. sentir, descobrir... Sonhar
Nada forçado, nada planejado, só desejo que surge do um olhar a outro, de pele que responde, de tempo para. noite para lembrar do prazer do presente, conectar verdade, carinho, emoção sussurrando com paixão
Quando as luzes se apagaram sozinhas, não a pressa, só um rastro de calor no sofá.. a impressão nítida de que a noite ainda guardada o melhor para quando ninguém estiver olhando..
Onde a realidade se mistura com imaginação 🌹🔥🌶️
O mundo seria diferente se os líderes fossem mais humanistas e se a sua missão fosse, verdadeiramente, transformar a vida das pessoas.
"Num mundo onde todos querem ser tão iguais, seja diferente; - o sucesso se faz entre minorias!"
Haredita Angel
07.08.2009
O mundo seria diferente se os fofoqueiros parassem de falar da vida de Flávio, Maria e José, e começassem a falar de Nietzsche Freud, Marx e Foucault.
Saudade dos bons e velhos tempos em que quase todos queriam — e se atreviam — a ser diferentes uns dos outros.
Havia uma coragem deveras silenciosa em não caber nos moldes.
As pessoas ousavam ter opiniões impopulares, gostos estranhos, sonhos improváveis.
Erravam com a própria assinatura.
Discordavam sem medo e sem culpa — olhando nos olhos.
Não precisavam de plateia para existir, nem de aplausos para sustentar suas convicções.
E muito menos subir o tom para tentar sustentar uma ideia.
Hoje, a pressa por pertencimento parece ter substituído o desejo de identidade.
A originalidade virou risco; a repetição, estratégia.
Ser diferente, que antes era um ato quase instintivo de afirmação, passou a ser cuidadosamente calculado para não desagradar o rebanho — ainda que cada um jure ser pastor de si mesmo.
Talvez o medo de ficar só tenha nos ensinado a falar em coro.
Talvez a avalanche de vitrines e vozes tenha nos convencido de que é mais seguro ecoar do que criar.
Mas há um preço muito alto nessa homogeneização voluntária: quando todos repetem, ninguém realmente diz; quando todos performam, poucos vivem.
Sentir saudade daquele tempo é, no fundo, sentir saudade de uma liberdade mais bruta, menos polida e menos aprovada.
Uma liberdade que permitia ser estranho sem ter que pedir desculpas.
Que entendia que a verdadeira diversidade não nasce de discursos ensaiados, mas da coragem nua e crua de sustentar a própria diferença.
Porque, no fim, não há nada mais semelhante do que pessoas tentando, desesperadamente, parecer iguais.
