Sera que eu Existo para Alguem

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E seu fosse uma estrada que te indicasse uma direção, um caminho será que assim você me seguiria?
E se você estivesse caída e eu fosse uma mão estranha estendida será que você exitaria em pega-la?
E quem sabe seu eu fosse um bom conselho que saiu da boca de quem todos á julgam mal,será que assim mesmo você confiaria?
E se eu viesse a ti como sempre errante e vesse em meus olhos arrependimento,concederia assim seu valioso perdão?
E se como sempre eu tivesse medo,por acaso me abraçaria e me diria que tudo iria ficar bem?...

Inserida por Adeluz

"Cuidado com os compromissos que assume. Ter o rabo-preso só não será um problema muito grande se você tiver nascido lagartixa"

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia, tudo que é inexplicável
Será finalmente compreendido
E a gente, então, vai descobrir
Que este mundo não era assim
Tão complicado quanto se pensava
Um dia, todo mundo vai poder
Sair às ruas cantando
Canções de rua
Em todas as ruas do Mundo
Um dia, todo mundo vai poder
Se visitar de vez em quando
Sem pressa
Um dia todos terão direito
A uma segunda chance e até
A uma segunda opinião
Um dia, ninguém mais
vai dormir no chão
E ninguém também vai poder
acordar quem tá dormindo
Um dia, vai nascer um dia lindo
Em todos os lugares do Mundo
E será lindo pra todo mundo
E esse dia vem vindo
Vai chegar
Só não sei quando.

Inserida por edsonricardopaiva

Madrugadas de chuva
Por que será que Deus as fez?
Se o bonito da chuva
é ver-lhe o brilho
das gotas que caem
Creio que Deus
Em Sua Infinita Sabedoria
Guarda para nós uma surpresa
Que nem sempre é percebida
Quando nasce o dia
É uma forma de fazer-nos enxergar
Tardiamente
A alegria que muitas vezes
Esteve aqui, bem ao lado da gente
E que não soubemos ou quisemos
Reconhecer-lhe o real valor
Somente quando já tiver passado
Uma vida inteira de ingratidão
É que finalmente vão
Perceber o quanto foram vãs
As reclamações sem sentido
As acusações infundadas
E todas aquelas formas
das quais dispomos e utilizamos
Pra dizer que não mais queremos
Algo que um dia
Desejamos tanto
e que não soubemos dar valor
Enquanto as possuíamos
As coisas que são perdidas
Voluntariamente, no nosso dia-a-dia
E que, somente no fim da vida
é que a gente finalmente percebe
O quanto a gente as queria
E que, bem ou mal
Nos causaram tanta alegria.

Inserida por edsonricardopaiva

Aquilo que ontem se foi
se foi...só se foi
Não é e nem será
Aquilo que hoje é
também não o é
pois o presente
ainda não foi escrito
e pode ser mudado
a qualquer momento
por isso tem este nome
é sempre um nova oportunidade
perecível, volátil
e com prazo de validade
com a qual
Deus contempla os Homens
Aquilo que ainda não chegou
e qualquer esperança
que por mais lhe pareça vã
reside
num lugar chamado amanhã
tudo que deixaste escapar
e tudo do qual não se foge
serão resultado
daquilo que acreditaste
e que, com teu estado de espírito
pessoalmente criaste
e que toda a sua história abrange
estão lá
e resultam
do ontem
e do hoje.

Inserida por edsonricardopaiva

Você ouve o som do silêncio
E de repente você pensa
Em qual será a distância
Que te separa
do som mais próximo
Aquele
Que teus ouvidos não ouvem
Onde será que ele morre?
Você olha a escuridão da noite
E tenta imaginar
A tênue linha que separa
O tempo que se move
do tempo que pára
Nessa rara hora
Você finalmente percebe
O quanto tudo sempre foi um pouco mais
Que as simples percepções
Que a gente recebe e manda embora
E sente no coração
Uma certa decepção
Consigo mesmo
Mesmo assim
Você, de certa forma, ainda sabe
Que ao longo dessa Estrada
A imensa maioria
Viveu...morreu
e não atentou pra nada

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Cuidado ao bater à porta
Sem antes ter certeza
da escolha certa
O futuro é e sempre será
Um lugar muito escuro
Repleto de Estradas desertas
Pra quem sabe viver o presente
Cuidado ao fingir interesse
Com algo que realmente
Muito pouco ou nada te importa
Cuidado ao descer as escadas
Neste mundo ainda não criaram
Nada mais fácil que a descida.
A palavra falada
é igual a uma pedra
jogada no mar tranquilo
Além de não ter volta
Ela movimenta o mar inteiro
sem que você
nem ao menos perceba
Cuidado com aquilo que fala
Cuidado ao viver
Cuidado com a vida
A vida, apesar de ser bela
Continua e sempre será
Singular e intransferível
E é bem complicado vivê-la
Porém, não há nada pior
Que deixá-la passar e não viver
Nesta estrada da vida
Olhe sempre pros dois lados
e a viva
Mas tenha cuidado.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

A parte ininteligível
Que haveremos de deixar
Na história de nossas vidas
Sempre será
Essa imensa capacidade
em desvendar aqueles segredos
Que passaram anos e anos
Reluzindo
Bem em frente aos nossos olhos
Mas todo mundo jurou
Que aquilo era falso
e tudo isso acaba por tornar-se
um irresistível desafio
Que leva cada um de nós
A partir nu e descalço
Em busca, não da verdade
Porém da capacidade
em demonstrar ao outro
Alguma espécie de virtude
Enquanto
a soubermos inexistente
e complicamos a oportunidade
em virtude
da sagrada humanidade
Presente
em cada coração
que houver no mundo
Usamos o argumento
da busca pela verdade
Como uma espécie
de pano de fundo
Que encobre a mania esquisita
a complicar qualquer caminho
e preferimos
e sempre preferiremos
Subir e descer montanhas
Quando a trajetória se apresentar
Como uma simples linha reta
Desprezamos
as tarefas mais prosaicas
Subestimamos atalhos
Queremos
protagonizar atos heroicos
Buscamos sempre caminhos
mais longos e mais difíceis
Atravessamos sem compaixão
A outros corações humanos
Sabendo que ali havia
Um caminho fácil,
e insuportávelmente florido
aguardando pela gente
na sua apaixonada superfície
Pois sempre haveremos
de nos sentir ofendidos
Com aqueles que buscarem
Atrevidamente
Gostar e tentar entrar
Na vida da gente
e quase que invariavelmente
Vivemos a vida seguinte
Sentindo uma imensa saudade

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

O vento
Que leva os pensamentos
Pensava
Que será que apenas os leva
Ou será que as tantas névoas
Cujas quais
Ele atravessa
Mais e mais o faziam
Entregá-los pelo avesso
E desse jeito
Simples pensamentos
de apelo
Lá pelas tantas
Do final do dia
Os havia demovido
Em pretensão
Amores em ódio
Simpatia em repúdio
A dúvida em certeza
E até mesmo
A mansidão adquirida
Lentamente, ao longo do caminho
Em questão mal resolvida
Que o avesso pensamento
Ou trouxe, ou transformou-se
Talvez, como prelúdio
Para o início de uma nova vida
E o vento percebeu
Que por breve momento
Passou por um desconhecido
Cujo nome era medo
Era cor que evapora
Era dor, era fome, era orgulho
Uma senhora sorridente
Mas seus passos não vem atrás
E nem vão à frente
Caminhando sempre ao nosso lado
Embora enevoados e sem fazer nenhum barulho
Quem treinar os olhos
A pode perceber
Mas somente se o quiser
De sorte que lhe falou
Sobre a existência de um lugar
Onde morrem os ventos
Mas que ninguém o sabe
Além de Deus... e da morte, talvez
Pois a hora marcada
Jamais esteve nos ponteiros
E o momento presente
é sempre breve
E a verdade, cada vez mais escondida
Nos segredos que o tempo escreve
Por detrás do denso nevoeiro
Que por ora
O vento atravessa
Sem pressa
e nem demora
A cada coisa o seu tempo
E a todo tempo
A sua hora
Mas que a vida
É um breve momento
Frágil como a neve
E tão leve como o vento
Mas que cada um de nós
Escreve
Em qual direção
Deseja que o vento a leve
Embora não veja
E, talvez, seja por isso
Que a chuva chora.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Desconheço a cor do teu ódio
Meu amor sempre foi e será pra sempre transparente"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠⁠⁠⁠"Cada longe que essa vida inflige
Será sempre igual às asas
Que Deus não permitiu-nos
Que as tivéssemos
Cada estrela que esse imenso céu te mostra
Confinada num quadrante, distante de alicerces
Cuja distância, proporcional
Será sempre igual à sua vontade de alcançá-las
Fincar numa delas teu mastro
Olhar bem nos olhos de Deus
Ser um astro entre as estrelas, infringir
Exercer a elas o mesmo fascínio que elas exercem
Rir de todo aquele que nasceu, sem domínio do voo
Assim como eu
Naquela hora boa em que se percebe
Que, se a gente não recebe asas quando nasce
Isso não foi à toa, o Criador divide a vida em dois
Então a gente nasce antes, as asas vem depois."


Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠"a quantidade de coisas que ignoramos será sempre infinitamente superior às que sabemos. Isso é fato e não há nada que se possa fazer pra mudar essa realidade."
(a menos que você passe num concurso público pra trabalhar numa repartição repleta de marxistas, pois daí você se torna o dono da verdade e sabedor de todas as coisas)


Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Simplesmente.

Tava aqui, pensando
Se será que vale a pena
Esquecer o caminho
A jornada
Alegria adiada...odiada
Alegria por nada
Que eu sentia, sem sê-la
Tava eu aqui, me lembrando
A criança serena que eu era
Sem medo do desconhecido
E o que eu mais queria
Era só poder me aproximar do céu
Nem pedia que tivesse estrelas
Se ele acaso não tivesse
Se, por certo, fosse o céu
Me bastava olhar de perto
Nem que fosse só por breve instante
Mas o tempo tem seu prazo
Mesmo sendo o chão deserto
É preciso sempre um novo passo
Passo a vez, sigo adiante
Tanta dor danada que te dói na vida
Que acontece quando a gente
Já não pode fazer nada
A pressa obsessiva te atravessa
Quando a gente para e olha
Folha em branco era um barco à deriva
Assim se faz os caminhos
Tantas vezes
Passar a vez e seguir
Numa condução qualquer, que te sacode
A caminho de alguma ilusão
Que tem cara de alegria
De balão que explode em coloridos
Mas, se a gente não puder vivê-las
Não terá sequer vivido
Não, não vale jamais a pena se esquecer
De nenhum caminho percorrido
Alguns, simplesmente para não trilhá-los nunca mais
Outros, por saber que te podem levar
Novamente à presença
Da criança sincera e serena
Que sabia como segurar estrelas
Em seu par de mãos pequenas
Que podia estar perto do céu
Porque o céu era ela
Num tempo de pura alegria
Até hoje ela jura
Que o era
Por jamais ter pretendido sê-la
Simplesmente era a vida
Acordava e a vivia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Depressa.

Diga lá
O que será
Que vem detrás
Daquele trem que vem
Que vinha
Passou depressa pela minha vida
O caminho ainda está lá
Eu trilhei outro caminho
Que será que tinha?
A bem da verdade, eu só tinha vontade
Mas a decisão não era minha
Diga lá
Me diz o que é que tem
Atrás daquele muro
Pode ser que ainda seja
Aquela estrada turva, que será que vinha
Que apitava a lógica
De uma época caótica
Será que existe hoje
Alguém que se lembre
Que a veja?
Era um sinal, simplesmente
De que aquela óptica da gente
Era só uma linha distorcida
Que será que ela trazia
O trilho da distância
O que será que tinha
Detrás do trem da vida
Que passou tão depressa por mim?
O caminho que eu trilhei foi diferente
A pressa apressada
O nada flutuante
Uma estrada de sonho
De sonho de sonhar realidade inexistente
Que passou tão depressa por mim
E seguiu adiante
Não deu tempo de olhar
Para a vida de frente.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

De quem será que foi a ideia
de inventar a morte
dividindo assim a vida em dois
Será que pensou antes no "antes"
Para que o suspense, chamado existência
lhe desse a grata satisfação
de fazer a gente aguardar tanto tempo
Pra saber o que existe depois
Será que vai causar decepção?
Então
Quem foi que inventou a vida
E jogou tanta gente no Mundo
Sem ao menos dar preparo
Quem criou o desamparo
o desespero
a espera
o inverno e a primavera
eu já sei
que quem inventou a distância
queria vender saudade
mas achei muita maldade
alguém ter criado a infância
e outro ter feito dela
uma coisa assim, tão curta
a criança inocente e absorta
não percebe que o tempo lhe foge
não vê que perde tanta coisa
enquanto brinca de querer crescer
sem saber que a discrepância
entre o ser e o querer
é uma linha muito tênue
e que ela a embaraça, ingênua
perdendo assim o lado bom
da parte que vale à pena
viver assim, sem perceber
é muita falta de sorte
Quem será que inventou a Morte?

Inserida por edsonricardopaiva

A festa já está acabando
Você fica se perguntando
Que será que ainda dá tempo
de participar da dança
Poema sem asa
Canção sem vitrola ou viola
Menino sem casa ou escola
Será que tudo se perdeu
No tempo em que não tinha tempo
de pensar na vida
Será que você se esqueceu
Que a gente nasce nesta vida
Pra que ela não seja perdida
Ou será que o tempo escondeu
Aquilo tudo que era seu
Pra que você encontrasse
na próxima partida?
Sabendo agora
Que no Céu há algo escrito
Você olha o infinito
Mas o excesso de destreza
Te afastou dessa Maravilha
Na medida
Em que ofusca-te a pureza
Necessária
Para ter tanta certeza
Realmente
Não há como haver grandeza
Quando ser grande
é um desejo consciente
Será que aquela Estrela
Oscila tanto enquanto brilha
Pulsa a Constelação da Ursa
Ou será que seu olhar
vacila?

Inserida por edsonricardopaiva

Até quando há de durar
Quem poderá dizer
Aonde morrem os ventos
Será que é la no lugar
Onde nascem os sonhos?
Os momentos vão passando
A vida corre
Em passos lentos
A vida passa
Esquecemos impulsos contidos
Doutros tempos
há muito idos
Novamente se descobre
Não saber
O que se achava que sabia
Aonde tudo haverá de, finalmente
Dividir-se em dois
Quando é que termina o "antes"
Pra fatalmente vir o "depois"?
Será que estarão presentes
Aqueles sorrisos isentos
Sempre ausentes
Aqueles em que a gente vê
todos os dentes
Invento motivos
Procuro razão
Arranjo uma desculpa
Pra continuar seguindo
O caminho que a vida aponta
Vou contando o tempo
E vivendo além da conta

Inserida por edsonricardopaiva

No Céu o Sol não pára de brilhar
As ondas no Mar se debatendo, enfurecidas
Será que pulam de alegria
comemorando a luz do dia
Ou será que, sentindo-se esquecidas
tentam fugir pra outro lugar
Na segurança da gaiola
um passarinho canta triste
canta sozinho
O cantar mais sofrido que existe
Um cantar para o qual
não pode haver nenhuma dança
As folhas farfalhando ao vento
dançam livres
Folhas mortas em viva alegria
Não parecem, em nenhum momento
Sentir saudade dos galhos
Pode até ser que eu me engane
Talvez aconteça
dos meus jugamentos serem falhos
Não me importa
Mas se eu tivesse que escolher
Ser passarinho na gaiola
Onda viva ou folha morta
minha escolha não levava um momento
Eu iria preferir voar ao vento

Inserida por edsonricardopaiva

Aonde foram parar
Onde será que estão
Será que algum dia existiram
Aquilo que a gente pensou
Que pra sempre existiria
Ou será que desde aquele tempo
A gente estava
tão somente
Se iludindo
A vida foi pura e simplesmente
um rio fluindo
Fluiu para um lugar
Onde a ponte ruiu
A ilusão
Para sempre partiu
Nossos sonhos
pra sempre perecem
No fundo do rio.

Inserida por edsonricardopaiva

O rato perguntou pro gato
Por que será que o Homem
Não suporta conviver comigo
Mas atura a vocês, que nos comem?
O gato responde pro rato:
Por viver meio afastado
Creio que o amigo
anda um tanto desinformado
há homens que também me esconjuram
Mas o problema não é só com a gente
Eles se odeiam mutuamente
O perigo que existe no homem
Se esconde atrás do sorriso
Que eles simulam, sempre que preciso
Sorrisos, que muitas vezes somem
Quando atingem o objetivo
Pois, depois sorriem só pra si
diante do espelho, orgulhosos
da própria astúcia e destreza
escondidas, atrás das mentiras que juram
Imagine você, amigo rato
Que o Homem criou um artefato gigante
Capaz de derrubar um elefante
À muitos metros de distância
E rato compadeceu-se
de tamanha inocência do gato
Pois saiba, amigo gato
Que nas minhas andanças
Pelos buracos mais profundos
Sei que o Homem esconde
Em lugares subterrâneos
Uma bomba maior que um bonde
Capaz de derrubar o Mundo
Em pouco menos de um segundo
É algo de efeito instantâneo
Criado à partir do Urânio
E então o gato responde;
Inocente é o Homem, que te odeia
Se os ratos não desentupissem os encanamentos
Não haveria civilização e nem cidades
As armadilhas que criam pra você
Um dia ainda pode fazer
o Homem se prender à própria teia
Por não perceber que na verdade
Tudo que Deus criou
Possui uma utilidade
Então o rato pergunta pro gato:
E o Homem, serve pra quê?

Inserida por edsonricardopaiva