Ser Humano
A Ótica da Ética
Por Newton Dias Lourenço
*O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo que o cerca - uma espécie de ilusão de ótica de sua consciência, moldado pela cultura. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e a natureza em sua beleza. Poderá ser que ninguém consiga atingir plenamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior*
Albert Einstein
Ótica [Do gr. optiké, pelo lat. tard. optice] S.f. Parte da Física que investiga os fenômenos de produção, transmissão e detecção de radiação eletromagnética de comprimento de onda compreendido aproximadamente entre 10Å e 1 mm.
Ética [Do lat. ethica < gr. ethiké.] S.f. Filos. Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto. [Cf. bem (1) e moral (1).] .
Ética é uma parte da Filosofia que busca refletir sobre o comportamento humano, sob o ponto de vista das noções do bem e do mal, do justo e injusto. Sob a ótica da ética elaboramos princípios de vida capazes de nos orientar para uma ação moralmente correta. Sob a ótica da ética refletimos sobre os sistemas morais elaborados pelos homens.
O que devo fazer para ser justo? Quais os valores que devo escolher para guiar minha vida? Há uma hierarquia de valores que deve ser seguida? Que tipo de ser humano devo ser nas minhas relações comigo mesmo, com meus semelhantes e com a natureza? Que tipo de atitude devo praticar como pessoa e como cidadão?
O emprego das definições etimológicas e nossos questionamentos depreendem demarcar a maneira de como nós conduzimos nossas vidas e de como devemos conduzir nossas vidas.
Temos um começo! O começo pelos Princípios e a nossa permanente lealdade. Aprendemos e ensinamos. É o nosso oficio para fortalecer o caráter e o próprio senso crítico, na interação entre a reflexão interior e a ação exterior, para a fortificação dos valores intrínsecos dos indivíduos.
Revendo os dogmas, arquétipos e hábitos culturais arraigados no nosso dia-a-dia, que não se combinam com a nossa ansiedade por dignidade e moralidade, que nos envolvem - a nossa Sociedade envolvida, poderemos romper com este paradigma e paradoxo em que vivemos, onde se fala de ética e solidariedade de forma tão gratuita e leviana, pois o que assistimos prevalecer ainda é a Lei do mais esperto e da vantagem em tudo. Leve vantagem em tudo, você também! Certo?
Devemos mudar. Podemos mudar. Então comecemos no nosso universo profissional; aprendendo e ensinando; continuemos a mudar no seio de nossas famílias; popularizemos nas nossas rodas de amigos.
Mas com Princípios:
o princípio de melhorar a qualidade de vida do ser humano e a saúde do meio ambiente;
o princípio em considerar todos iguais, de ser solidário com cada um que lhe procure;
o princípio de trabalhar para superar as desigualdades de qualquer natureza seja cultural, social, psicológica ou fisica;
o princípio de ser ético, competente no que faz - conhecimento, habilidade e atitude;
o princípio do respeito e companheirismo com quem trabalha, parceiro de quem lhe procura;
o princípio da honestidade e do equilíbrio em relação a si próprio e ao seu próximo;
o princípio de que se utilizara o "cientismo" e a tecnologia para o seu próprio bem e para o bem de todos, independente de quaisquer outros valores; e
o princípio do cuidado em tudo o que se faz.
Leiam, releiam, conheçam e exercitem as normas éticas que regem nossas vidas. Reavaliem as suas idéias éticas em relação ao exercício profissional. Deve ser uma constante. Reavaliar é evoluir, é evoluir o ser, é evoluir o saber, é evoluir o fazer.
Não realize ou mantenha desajustes por pura vaidade, gratuitamente, que acarretem dificuldades, frustrações, perdas, dores, medos, desesperanças e que minem o trabalho individual ou coletivo. É descontinuar um profissional, um cidadão, um indivíduo, uma instituição. Há uma grande necessidade de diálogo e entendimento.
*Não temos cuidado; nós somos cuidado. Sem cuidado, deixamos de ser humanos*
*Tudo que existe e vive precisa ser cuidado para continuar a existir e a viver: uma planta, um animal, uma criança, um idoso, o planeta Terra... a essência do ser humano reside no cuidado. O cuidado é mais fundamental do que a razão e a vontade... cuidado com a Terra, com a sociedade sustentável, com o corpo, com o espírito, com a grande travessia da morte...*
Leonardo Boff
*Tenhas cuidado com as tuas palavras quando estiveres com amigos. Tenhas cuidado com o teu gênio quando estiveres com seus familiares. Tenhas cuidado com os teus pensamentos quando estiveres sozinho*.
Supere teus preconceitos. É preciso que se superem a cada momento, a cada ato uma serie de preconceitos históricos e culturais que corrompem a unidade do ser humano. Precisamos superar o punhal lancinante das palavras e a espada decepante dos atos que, juntos corroem a ciência, a tecnologia, a moral, a sociedade e a política. Supere o preconceito que discrimina as mulheres, os negros, os mulatos, os índios, os pobres, os homossexuais, os religiosos.
*Os sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são: riqueza sem trabalho; prazer sem escrúpulos; conhecimento sem sabedoria; comercio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e ciência sem humanismo.*
Mahtma Ghandi
Mantendo a firmeza nos princípios e agarrando-nos aos compromissos com moralidade, perseverança, coragem, autodisciplina,
responsabilidade, atividade e integridade, enfrentamos melhor a adversidade que surge nessa grande aventura que são as nossas vidas.
*Talvez seja melhor ser irresponsável e certo do que ser responsável e errado.*
Winston Churchill
Ao compromisso profissional a solidez nos princípios serve para delinearmos nosso perfil perante o Juramento prestado. Dimensionamos nossos trabalhos para que venham garantir formação sólida e qualificada no mercado de trabalho, nos grandes centros de pesquisa e investigação cientifica da fenomenologia dos seres vivos e em nossas salas de aulas.
*...devem dedicar técnica (cérebro) e trabalho (mãos) ; mas esses terão um desempenho precário se não estiverem impregnados de alma e coração... Eles vão depender fundamentalmente das pessoas - seres humanos... Uma verdade é obvia: ninguém cuida de ninguém se não cuida de si mesmo... tem que se ter o estimulo à auto-estima e fazer as pessoas entenderem que o primeiro e o mais importante elemento de uma atividade humana é o julgamento que cada um faz de sua própria atividade. A felicidade proveniente de um trabalho gratificante vem da capacidade que as pessoas possam ter de entender que o primeiro beneficiário de uma atividade de qualidade deve ser o próprio trabalhador... Essas considerações são dedicadas a você que busca um trabalho com qualidade cada vez melhor e não esquece que o centro de qualquer atividade produtiva deve ser o Ser Humano, origem e destino do nosso trabalho.*
Alexandre Adler
É o nosso aprendizado; é o nosso ensinamento.
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Conselheiro do CRBio-2
Membro das Comissões de Legislação e Normas e de Ética do CRBio-2
Publicado no BioNoticias no. 59 - maio de 2003
Atualizado em 06/05, pelo autor.
Eu tento entender, como que o ser humano é a imagem e semelhança de Deus, sendo que o ser humano ao meu ver foi a pior criação entre todas as criações!
Entre tantas coisas, o ser humano vive a fazer contas.
Conta dinheiro, conta pessoas, conta acréscimos, conta perdas; conta pessoas como se fossem dinheiro. E nessa forma calculista, fria, subtrai anos sem saber o valor humano, apenas a conta do que elas podem acrescentar à expectativa criada. Seleciona-se grupos de X pessoas, com X qualidades, para se ter o que se quer. E o resultado é uma sociedade fria, calculista e a cada dia mais individualista.
O ser humano deveria expôs mais suas feridas e derrotas, pois não são perfeitos, caso fosse seriam seres celestiais.
Estamos abaixo do céu para aprendizado.
Infelizmente esquecemos de que não somos anjos e nem Deus e achamos que temos o direito de julgar o próximo.
Mas falar de si é difícil é mais gostoso falar os defeitos dos outros.
Assim nossa evolução se atrasa.
Por que o ser humano têm sentimentos?
Os sentimentos circulam
por volta da teoria do bem e do mal.
O que cabe ao ser humano é saber qual desses sentimentos deve optar, mesmo que haja mescla, para o crescimento pessoal de forma a não se ferir e ou ao próximo.
Mediante as queimadas
em 2024.
É intitular de ser humano mesmo,
pois qualquer outra criatura vivente,
não tem essa
capacidade de destruição.
Exterminador
é intitular o ser humano, pois qualquer outra criatura vivente, não tem essa capacidade de destruição.
Não se pode falar do ser humano como um todo, quando o assunto é o lixo produzido.
Um olhar especial aos catadores de "lixo", sem respaldo e desdignificado, no que lhes trás a comida. São gerações nessa labuta em busca de um horizonte mais confortável. São poucos os que não são arrebatados pelo sub mundo sombrio imperado pelas drogas e a sórdida prostituição, por estarem sendo postos as margens de uma podre sociedade burguesa e hipócrita, que só pensa no conforto do próprio umbigo.
Nota que nesta balança há dois pesos e uma medida, que a falta de políticas eficientes e eficazes em um âmbito geral, de nada valerá os meios termos.
O ser humano é reconhecido pelo mal que pode causar, e não belo bem que ele pode proporcionar!!!
Observe um agente de trânsito, padre, juiz, médico ou policial que se limitam ao cumprimento rotineiro dos seus horários... Posso lhes garantir que poucos saberão sobre as suas existências e se quer os seus nomes!
Na mesma analogia observe os mesmos acima citados impondo respeito, coibindo infratores, fazendo valer as suas autoridades presentes... Posso lhes garantir que todos saberão das suas existências, bem como seus nomes, e muitos iram se aproximarem na tentativa de um relacionamento de amizade!
Infelizmente o ser humano é reconhecido pelo mal que pode causar, e não belo bem que ele pode proporcionar!!!
O ser humano muitas vezes perde tempo discutindo questões banais ou disputando poder em uma relação, quando na verdade poderia estar investindo esse tempo em um diálogo aberto e sincero. É essencial expressar os sentimentos e expectativas em uma relação, não apenas qualificá-los, mas também comunicar como é a dinâmica ideal da relação e como o outro pode contribuir para uma relação saudável. Como a vida é curta, é importante não desperdiçar tempo com negatividade ou disputas que desgastam o corpo e a mente. Buscando pessoas com valores e crenças semelhantes, ampliamos a probabilidade de crescimento amoroso, profissional e pessoal, tornando nossos dias muito mais agradáveis e levando a uma vida mais satisfatória e plena. Além disso, ter uma comunicação efetiva requer não só falar, mas também ouvir, compreender e apoiar a perspectiva do outro. Isso requer habilidades de empatia e compreensão mútua, que podem ser aprimoradas com a prática e a busca constante por melhorar as relações. Se todos nós lembrássemos disso, teríamos relacionamentos mais saudáveis e positivos, o que poderia levar a uma vida mais feliz e significativa.
Ninguém está livre de cometer injustiças, assim como de ser injustiçado. Todo ser humano é susceptível ora ao erro, ora ao acerto. Devemos nos lembrar, ainda, que todos somos discípulos e mestres uns dos outros. Se pratica o julgamento severo hoje, amanhã com maior severidade será também julgado.
Uma das maiores dores do ser humano é, sem dúvidas, a de dizer adeus a alguém que amamos ou que, por muito tempo, foi o amor da nossa vida.
A nossa alma, embora machucada, ou cansada, ainda está conectada àquela energia, um tanto quanto desgastada e apagada, mas está. Quando decidimos romper o relacionamento, o rompimento se dá em todas as esferas possíveis. O choque é inevitável na área da memória do que foi bom, dos lugares por onde andaram e foram felizes... das comidas que dividiam, do cheiro, das conversas, de tudo o que compartilharam e, que, naquele exato segundo de tempo, fazia muito sentido. Milhares de fotos, vídeos, milhares de lembranças de um tempo bom em que tudo parecia que ia durar para sempre. Parece um desmembramento, um corte profundo, parece que leva um pedaço de você. E, de fato, leva.
Tudo, absolutamente tudo o que foi bom, faz falta. E como faz. O som da voz, o rosto, a velha camiseta em que você deitava a cabeça, e se pegava imaginando como seria o futuro entre ele e você. Embora, no final dos tempos, as imagens na sua cabeça fossem mais duvidosas e incertas, era bom estar naquele conhecido cantinho tão seu, quentinho e confortável.
Mas a vida muda. As pessoas mudam. Você muda. Os planos passam a não ter o encaixe perfeito. As discussões se tornam cansativas. A realidade fica pesada. E você já não acha tanta graça andar naquele jardim bonito de mãos dadas com seu amor... já não tem tantas expectativas sobre o futuro. As incertezas insistem em aparecer quando se olha no olho do outro. Para onde foi aquele casal tão perfeito e cheio de energia e esperanças de um futuro bom? Deu lugar a um casal desanimado, com medo de falar de planos, por medo de ver o quanto discordam e o quanto estão desconectados.
Se você já chegou no rompimento, sabe que, primeiro, teve de aceitar o peso da derrota. Teve de encarar que o futuro que desenhou na cabeça não iria nunca mais acontecer. Nem de verdade, nem em pensamentos. Os sinais já nos foram dados lá atrás, no passado, e agora tudo vem à tona, daquilo que você nunca quis enxergar. Este lugar é sombrio e frio. Você não sabe se sente culpa por não ter enxergado, ou se sente tristeza por não ter conseguido, ou se sente bem por ter, finalmente, percebido. E como é difícil a aceitação de ter que deixar ir. O cérebro nos leva para a lógica do desapego, mas o coração nos leva para o aconchego da ilusão. Será que não poderá, ainda, dar certo? Será que não tem mais chances?
Você pega a última esperança que existe, pega toda a força do ar que entra e sai de um suspiro, pega o que é de mais sagrado nas suas entranhas e profundezas e tenta mais uma vez, tenta consertar o que já tá quebrado, tenta sentir aquilo que sentia antes, tenta resgatar as boas memórias e ressuscitar a imagem errônea que você tinha do outro e do relacionamento. E aí, mais tarde, o choque da realidade é mais bruto do que o anterior. A briga se torna mais feia e mais desconexa, a vida fica sem total sentido. As dores aumentam a cada conversa, a cada palavra trocada. Dói ter que desistir, mas ficar parece que dói eternamente. Parece que doerá mais a cada dia.
Você percebe que chegou a hora de mudar. Aquele ciclo já se encerrou, e você se machuca demais tentando caber nele. Machuca o outro por não soltar. Você imagina os rostos dos parentes e conhecidos, assombrados com seu rompimento. Imagina aquele lado do guarda roupa vazio. E o seu coração mais vazio ainda. Imagina os sonhos daquela viagem junto indo embora, como uma nuvem que se dissipa no céu. Imagina a caminhada sozinha. Imagina ir à padaria sozinha. Imagina passar o final de semana inteiro sozinha. Imagina a sensação de abandono ao ir ao mercado e não ter ninguém para segurar a segunda sacola.
E, depois, você se dá conta de que você sobrevive, afinal, você precisa continuar respirando. Se dá conta de que existem milhares de pessoas se desconectando diariamente e que irão sobreviver também. Você se lembra de ter sobrevivido a isso uma vez, duas vezes ou mais. Se lembra de que ainda dá para ir à academia sozinha e cuidar de você, que dá para achar sentido em fazer o cabelo no salão, em fazer as unhas e colocar aquele vermelhão, que dá para ir ao cinema e gostar da pipoca e do filme. Você continua vivendo, de maneira diferente, mas continua vivendo. Você não entende por que, mas continua em frente.
Até que, lá na frente, com o homem certo, abraçada na chuva recebendo o melhor beijo do mundo, você obtém, finalmente, as respostas, e todas as vezes que você foi desconstruída, fazem total sentido, e o mundo poderia acabar ali. E o melhor de tudo é que ele não acaba.
