Ser Capaz de ser Feliz
"O duro de ser chato não é chatice em si, mas a falta de consciência do tamanho da própria chatice."
"A dor pode ser suportável ou insuportável. O diferencial está na aceitação da dor como realidade e não no inconformismo, capaz de impor a dura realidade, mais dor ainda."
"A vida para ser bela, depende do nosso estado de espírito. Os bem alimentados enxergam tudo mais bonito. Os famintos nem enxergam mais."
“Em um tempo de espíritos vagantes, está o pensamento da existência de um ser supremo que rege a vida. Afinal, só o amor pode transformar o coração, de um mundo sem coração.”
O trabalho pode ser uma terapia, desde que sejamos apaixonados pela nossa atividade. Caso contrário, o trabalho pode ser enfadonho e até capaz de adoecer.
A maioria das nossas dificuldades é impossível de ser superada, porque depositamos menos fé em Deus e mais fé em nós mesmos. Tente inverter, para notar que o impossível passa a ser possível.
Os desejos podem ser ilusórios, pois nos fazem amar aquilo que ainda não temos, acreditar que a conquista nos trará a felicidade definitiva e imaginar que, depois de alcançarmos o que tanto queremos, finalmente estaremos satisfeitos.
Entretanto, muitas vezes, mal conquistamos aquilo que desejávamos, já começamos a desejar algo novo. E, nessa busca incessante pelo que nos falta, corremos o risco de não valorizar aquilo que já faz parte da nossa vida.
Aprenda a apreciar o que você tem, a reconhecer o valor das pessoas que caminham ao seu lado e a encontrar beleza nas coisas simples que, tantas vezes, passam despercebidas.
Isso não significa abandonar seus sonhos ou deixar de buscar novas conquistas, mas compreender que a felicidade não precisa ser adiada até que você consiga tudo o que deseja.
Antes de desejar mais, aprenda a valorizar o que já tem. Talvez a leveza da vida não esteja em conquistar tudo o que queremos, mas em descobrir o quanto já temos para agradecer.
Aprendendo que não se deve guardar fotos e lembranças com feridas, a não ser que as fotos te façam sorrir, as recordações não tenham um peso e as feridas estejam cicatrizadas.
O Destino Era a Universidade, mas a Lição Veio pelo Caminho
Parecia ser apenas mais uma corrida na rotina do motorista de aplicativo, Peregrino Nino Carneiro. Mas, para quem tem o hábito de conversar com os passageiros, cada viagem pode esconder uma história interessante, daquelas que merecem ser registradas em sua coluna literária.
Ao chegar ao local combinado, o motorista recebeu um rapaz que aparentava ter entre vinte e vinte e cinco anos. Depois dos cumprimentos, perguntou:
— O destino é a Universidade Federal?
— Sim, por favor! — respondeu o jovem.
Enquanto iniciava o percurso, o motorista perguntou:
— E qual curso você está fazendo?
— Medicina.
— Uau! — exclamou o Peregrino, demonstrando admiração. Em seguida, aproveitou a oportunidade para conhecer um pouco mais sobre o passageiro.
— De onde você é?
— De Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.
O motorista sorriu e comentou que conhecia um pouco da história daquela cidade. Explicou que o nome Mogi tem origem indígena e está associado à expressão *M'Boiji*, tradicionalmente interpretada como “rio das cobras”. Contou também que a ocupação da região começou no século XVI, com a atuação de desbravadores como Brás Cubas e Gaspar Vaz.
Mas havia outro capítulo importante naquela história: a imigração japonesa. Ao longo do século XX, famílias japonesas contribuíram significativamente para o desenvolvimento agrícola de Mogi das Cruzes, fortalecendo o cultivo de hortaliças, frutas, flores e cogumelos. Com trabalho e perseverança, ajudaram a transformar a região em uma das grandes referências agrícolas do cinturão verde paulista.
O estudante ouvia atentamente. Ao final da explicação, comentou, admirado:
— O senhor me deu uma aula brilhante sobre a minha própria cidade! Enquanto o ouvia, consegui imaginar como deve ter sido a chegada dos meus bisavós a Mogi, em 1935.
Animado, continuou:
— Até hoje, meus pais trabalham na agricultura. Todos os dias, um caminhão sai do sítio da nossa família carregado de verduras e legumes para abastecer a CEAGESP, em São Paulo. Cresci vendo o esforço deles, enfrentando o sol, a chuva e as incertezas de quem depende da terra para viver.
O Peregrino, interessado, fez outra pergunta:
— E por que você não quis seguir a profissão dos seus pais?
O rapaz respondeu:
— Por orientação deles. Meus pais sabem o quanto a agricultura pode ser sofrida e não querem que os filhos enfrentem as mesmas dificuldades. Apesar disso, reconhecem que é um trabalho nobre, essencial para a sociedade e cheio de vida. Por isso, escolhi a Medicina. Minha família também guarda com orgulho uma ligação de parentesco com o médico Sentaro Tacaoca, a quem associa à história da imigração japonesa em Mogi das Cruzes.
O motorista percebeu que aquela escolha representava muito mais do que a busca por uma profissão. Havia o amor dos pais, o desejo de oferecer um futuro melhor aos filhos e a vontade de cuidar de outras pessoas.
— Sabe de uma coisa? — comentou o motorista. — Você pode não ter seguido a profissão dos seus pais, mas certamente levará para a Medicina os valores que aprendeu com eles: disciplina, perseverança, responsabilidade e respeito pela vida.
O jovem sorriu. Talvez nunca tivesse pensado que a experiência vivida no sítio pudesse contribuir tanto para sua futura carreira médica. Naquele instante, percebeu que mudar de caminho não significava abandonar as próprias raízes.
A corrida se aproximava do fim, e o motorista aproveitou para fazer um convite:
— Um dia, ainda conversaremos sobre os lugares de Mogi das Cruzes que homenageiam a imigração japonesa, como o Parque Centenário da Imigração Japonesa, o Casarão do Chá e o Monumento ao Imigrante japonês. São espaços que preservam a memória de pessoas que atravessaram oceanos e ajudaram a construir a história da cidade.
— Será um prazer! — respondeu o estudante. — Depois desta conversa, fiquei com vontade de conhecer ainda melhor a história da minha terra e da minha família.
Ao chegar à universidade, os dois se despediram cordialmente. O estudante seguiu para seus compromissos, levando consigo uma nova perspectiva sobre suas origens. O Peregrino retomou seu trabalho, satisfeito por ter encontrado mais uma história digna de ser contada.
Assim terminou mais uma corrida prazerosa do motorista Peregrino Nino Carneiro. Uma viagem que começou com uma simples pergunta sobre o destino e terminou com reflexões sobre família, trabalho, vocação e conhecimento.
Mais uma vez, o motorista percebeu que a sabedoria não está apenas nos livros ou nas universidades. Ela também vive nas mãos calejadas dos agricultores, nas histórias dos imigrantes, nos ensinamentos dos pais e nas conversas inesperadas que a vida nos proporciona.
Conhecimento é caminhar com os olhos abertos: a cada passo, aprendemos não apenas sobre o caminho, mas também sobre as pessoas e as histórias que dão sentido à vida.
Peregrino Nino Carneiro
NEM TODA PAZ MERECE SER PRESERVADA
“Se para manter a paz eu precisar assistir alguém indefeso ser destruído, então aquilo nunca foi paz. Há momentos em que não agir também é uma escolha — e eu prefiro carregar o peso da justiça do que a vergonha de ter virado o rosto.”
— Artur
Fragmentos de The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P Sodré
@Jonassaul.ofc
CORAGEM NÃO É CHEGAR SEM MEDO
“Eu nunca quis ser lembrado como alguém que não teve medo. Só quero que, quando tudo terminar, possam dizer que o medo não decidiu por mim.”
— Dorian, personagem
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
NEM TODA FLOR PRECISA SER SALVA
"Passei a vida cuidando para que as flores crescessem. Demorei muitos invernos para entender que amar uma flor também é aceitar o dia em que suas pétalas precisam cair."
- O Velho Cultor
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
ÀS VEZES, ADMIRAMOS ALGUÉM PELO QUE ELE DESPERTA EM NÓS
“Jack nunca precisou ser o mais forte para que eu o procurasse com os olhos. Quando ele chegava, alguma coisa em mim simplesmente acreditava que tudo ficaria bem. Talvez ele nunca tenha percebido isso… talvez eu tenha passado tempo demais esperando que percebesse.”
— Mag, personagem
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
SER FORTE NÃO É NÃO CAIR
“Não quero ser o homem que nunca caiu. Quero ser aquele que, mesmo no chão, ainda conseguiu estender a mão para alguém.”
— Vaelen, personagem
Fragmento, The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
O MEU MUNDO
“Eu nunca quis ser forte.
Aprendi a suportar a fome, a humilhação e o medo porque acreditava que cada dor que ficasse comigo seria uma dor a menos sobre minha mãe.
Eu não sonhava com riqueza, poder ou vingança. Queria comprar tempo. Queria uma janela por onde ela pudesse sentir o céu. Queria voltar para casa e ainda encontrá-la sorrindo.
Quando pedi que a dor terminasse, fiz o único pedido que uma criança cansada sabia fazer.
O mundo levou quase tudo o que tentei proteger. Mas não conseguiu apagar a lembrança daquele sorriso.
Ela não precisava enxergar meu rosto para encontrar quem eu era.
Algumas pessoas passam a vida tentando salvar o mundo.
Eu só queria salvar o meu.”
— DOMINIQUE
Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
O médico que anda com médicos aprende a ser melhor médico; o advogado que anda com advogados torna-se melhor advogado. O mesmo acontece com engenheiros, empresários e estudantes.
Andamos com quem influencia aquilo em que nos tornamos. Até o ganso que insiste em andar com patos pode acabar por se tornar o patinho feio, esquecendo-se de que nasceu para voar.
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