Separação de Amigos
A vida escapa às fórmulas perfeitas: nela, união e separação não seguem regras fixas, mas dançam conforme a imprevisibilidade do tempo, lembrando-nos de que o sentido das coisas raramente se revela na lógica, e quase sempre no mistério.
“A separação é, por vezes, o destino mais digno de uma relação quando a confiança se perde, o respeito se quebra e o amor deixa de encontrar motivos para permanecer.”
Daniel Perato Furucuto
A mesa é comunhão, não separação.
Na ceia, diferentes discípulos se sentaram juntos (Pedro, João, Tomé, Judas).
“Pois todos nós participamos de um único pão.”
(1 Coríntios 10:17)
A mesa nos nivela: diante dela não há maior ou menor, mas filhos amados.
Talvez eu até consiga ajudá-los a Romantizar a Separação, quando eu não tiver mais que lutar para normalizar o Direito das Mulheres continuarem Vivas depois dela.
É curioso como a sociedade adora transformar dor em poesia quando ela não lhe pertence.
Falam sobre términos como quem fala sobre crescimento pessoal, liberdade, reencontros consigo mesmo.
Publicam frases bonitas e bem embaladas sobre recomeços, maturidade emocional e finais necessários.
Tudo muito elegante — desde que a separação não tenha o rosto de uma mulher ameaçada, perseguida, humilhada ou morta por não aceitar permanecer onde já não existia amor, respeito ou segurança.
Romantizar a separação é um privilégio que muitas mulheres ainda não possuem…
Porque, para elas, terminar não significa apenas reorganizar a vida emocional.
Significa calcular riscos.
Medir palavras.
Avisar amigas.
Compartilhar localização em tempo real.
Trocar fechaduras.
Pedir medida protetiva — ou que finge ser.
Significa descobrir que o momento de maior perigo em uma relação abusiva não é durante o relacionamento, mas justamente quando ela decide partir.
E há algo profundamente cruel em uma cultura que ainda pergunta “mas o que ela fez?” antes de perguntar “por que ele acreditou ter o direito de destruir?”.
Como se a decisão de ir embora ainda precisasse ser justificada.
Como se a Liberdade Feminina fosse uma concessão masculina e não um direito inegociável.
A sociedade ensina homens a lidar com a conquista, mas raramente os ensina a lidar com a rejeição.
Ensina posse disfarçada de amor.
Controle disfarçado de cuidado.
Ciúme tratado como intensidade emocional.
E depois se surpreende quando alguns transformam frustração em violência.
Enquanto isso, mulheres seguem aprendendo estratégias de sobrevivência para exercer um direito básico: o de mudar de ideia, partir, recomeçar.
Talvez um dia seja possível falar sobre separação apenas como um rito humano — triste às vezes, libertador em outras, mas natural.
Talvez um dia os textos sobre términos possam ser apenas sobre cura, autoconhecimento e novos caminhos.
Mas, até lá, ainda existe uma urgência muito maior que a poesia: garantir que Mulheres sobrevivam ao simples ato de dizer “não quero mais”.
Onde parece mais fácil culpar a vítima, quase sempre se romantiza a separação, mas nunca se normaliza o direito da mulher viver depois dela.
Há uma curiosa habilidade social em transformar rupturas em narrativas poéticas quando elas não nos ameaçam.
Fala-se da separação como um recomeço bonito, como um gesto de coragem, como um capítulo necessário da vida.
Mas essa romantização costuma durar apenas até o momento em que a mulher decide, de fato, viver depois dela.
Viver com autonomia, viver sem pedir licença, sem aceitar voltar para o lugar onde a violência, o controle ou o desprezo estavam naturalizados.
Nesse ponto, a poesia desaparece e começa o tribunal informal das culpabilidades.
Perguntam o que ela fez, o que deixou de fazer, o que provocou…
O que poderia ter suportado mais um pouco.
A mesma sociedade que aplaude discursos sobre liberdade, passa a exigir dela uma espécie de penitência silenciosa por ter rompido.
Porque, no fundo, há uma conveniência histórica em romantizar a separação — desde que ela não desorganize as estruturas em que sempre esperaram que as mulheres permanecessem.
Romantizar a separação é confortável.
Normalizar que uma mulher tenha o direito de continuar viva, inteira e livre depois dela é profundamente desconfortável para quem sempre precisou que ela permanecesse dependente, culpada ou quebrada.
Por isso, em muitos casos, não se discute a violência que antecedeu a ruptura, mas o comportamento da mulher que decidiu não morrer — nem física, espiritual ou emocionalmente.
E talvez seja justamente aí que esteja o verdadeiro problema: ainda há quem tolere a ideia da separação, mas não suporte a ideia da sobrevivência feminina que vem depois dela.
Porque uma mulher que continua viva, consciente e livre depois de sair de uma relação, deixa de ser personagem de tragédia… e passa a ser autora da própria história.
”Um das causas mais fortes para separação de casais? A Rotina! Ainda não percebeu? Pois também isso pode ser atribuído à Rotina!"
Frase Minha 0160, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
0160 ”Meus estudos revelam: Motivo forte para separação de casais é a Rotina! E há casais que ainda não perceberam... Justamente por causa da Rotina!
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
Todos os que estão no inferno escolheram a separação de Deus em vida, iludindo-se com a falsa esperança de que se arrependeriam no futuro — esquecendo-se de que, após a morte, cessa o tempo da misericórdia divina.
É muito ruim a separação,dói demais no coração a pessoa que você ama sair por aquela porta e não voltar mais.E você
pensa,por que meu Deus aconteceu isso comigo.Pense você
mesmo,e reflita depois.Mais cedo ou mais tarde tu vai descobrir se o destino quis assim.
Separação
Se vai aos prantos
Prantos de sangue
Sangue de arrependimento
De mentiras em vao
Sem paz
Com amor garrado em rancor
Se arrepende de um dia ter sentido amor
Em falencia, triste vai sozinho
entra em sua casa
sente teu perfume
e tem lembranças do carinho
e do corpo nu na cama vazia
como sua falta me faz
me faz encher de odio
e diminuir minha paz
por favor, amor se vai
Vai!
nao volta
para casa, nao retorna
não volta nao ama
mas ainda assim te amo minha lua...
Um pai desesperado com a separação, promete, com mentiras para sua filha, dizendo que comprou um club, um vestido da sinderela, uma camisola, igual a da mamãe.
“- Ainda não entendi o por quê da sua separação.
- Excesso. Excesso de amor, de ciúmes, de pavor de perder. Excesso dela em mim. Senti minha falta. É engraçado, sou apaixonado pelo que ela acha que não vejo. Quando ela tira o cabelo do rosto pra escrever, faz aquela bagunça deixando pedaços seus pela casa. Passei a acreditar em Deus quando comecei a agradecer por ela amanhecer ao meu lado.”
Quando existe uma separação no nosso caminho, essa separação se deu por nossa escolha ou não, mas, já que ela foi finalizada, precisamos continuar sem mais nos lembrar do que passou, muirto menos falando, sem parar, sobre esse assunto, principalmente para os filhos. Todos temos momentos difíceis em que precisamos fazer uma esolha. Essas escolhas são os testes pelos quais precisamos passar para que possamos aprender sempre mais. Tanto vc como seu ex têm suas próprias estradas para percorrer. Tente percorrer a sua estrada em paz, sem mágoa e sem rancor. com o tempo, vai descobrir que foi a melhor coisa que vc fez. Muita luz e fique em paz para poder caminhar.
Enquanto a religião for motivo de separação e não de união, a cor da pele será motivo de discriminação, as diferenças etnicas de guerra e tudo isso um motivo para se amar menos. o amor é um sentimento humano. Se nem ele conseguimos entender, quem dirá a vivência no que as palavras e sentimentos humanos não podem definir, no que podemos apenas chamar de Deus.
A beleza das coisas está na separação das mesmas. Eu sei que todos precisam de todos; mas eu sou eu, você é você, e aquilo lá... ah!, e aquilo ali... aquilo ali é um copo.
