Separação
O divórcio é um ato em que um dos cônjuges alimenta um outro de seu estado de separação conjugal para viver no estado deprimente da alma e do espírito.
Triste vida é a separação
enterrei pai, mãe ,amigos e irmão
enterrei sonhos e desejos
na cova da ilusão
como caveiras primitivas
querendo ganhar formas, relevo
sombras, contrastes na tela da vida
procurando uma resposta nesta obra
onde somos personagens de uma historia que não tem fim...
Capítulo — Depois do ato de coragem, vem o silêncio
Depois da separação, não houve aplausos.
Não houve sensação de vitória.
Houve silêncio.
Voltei para a casa dos meus pais porque não havia outro lugar para ir. Eu e minha filha cabíamos apenas ali — num quarto antigo, carregado de memórias que eu acreditava ter superado. Voltar não era regressar no tempo, mas doía como se fosse. Cada parede me lembrava quem eu tinha sido e quem eu me recusava a voltar a ser.
Eu havia escolhido a liberdade, mas a liberdade, no começo, pesa.
Ela não vem com garantias, não oferece conforto, não entrega atalhos. Vem crua. Vem exigindo fé.
Foi então que a espiritualidade me acolheu. Não como um milagre grandioso, mas como esses gestos invisíveis que sustentam quem está à beira do colapso. Dois dias depois da separação, consegui um emprego. Dois dias. Como se o universo tivesse entendido que eu precisava de chão antes que o medo me engolisse inteira.
O trabalho era longe. O caminho, cansativo. O corpo já acordava exausto. Mas havia algo diferente: eu estava inteira. Cada passo naquela distância era meu. Cada manhã era uma confirmação silenciosa de que eu tinha escolhido continuar.
Minha mãe se dispôs a ficar com minha filha. E ali, entre culpa e gratidão, aprendi uma nova forma de humildade. Aceitar ajuda também é coragem. Confiar o que se ama, acreditando que é por um bem maior, também é um ato de fé.
Havia solidão.
Uma solidão funda, que não grita — sussurra.
A solidão de quem rompe o ciclo e, de repente, precisa inventar outra maneira de existir.
Ainda assim, algo novo nascia. Uma mulher mais atenta, menos romântica, mais real. Uma mulher que já não confundia amor com abandono, nem presença com dependência. Eu ainda não sabia exatamente quem estava me tornando, mas sentia: aquela versão antiga já não cabia mais em mim.
Eu estava reconstruindo tudo — sem mapa, sem promessas, sem garantias.
Mas, pela primeira vez, reconstruía a partir de mim.
E isso era suficiente para continuar.
Entrei como auxiliar. Um cargo pequeno, um começo modesto, mas honesto. Eu aceitava tudo com gratidão, porque ali não havia humilhação — havia recomeço.
No mês seguinte, aluguei uma casa de dois quartos. Nada de luxo, nada novo. Tudo de segunda mão: cama usada, sofá cansado, mesa marcada por histórias que não eram minhas. Ainda assim, aquela casa era inteira. Era nossa. E, dentro dela, nada faltou para minha filha.
O leite estava lá.
O Danone.
O pão.
Cada compra, cada escolha, cada cansaço era feito pensando nela. Eu media o mundo pelo tamanho da segurança que conseguia oferecer à minha filha. Meus finais de semana não eram meus — eram nossos. Exclusivos. Inteiros. Eu fazia questão de estar presente, de brincar, de rir, de criar memórias, tentando, em silêncio, que ela não sentisse a ausência do pai.
Com três meses de trabalho, veio a promoção. O salário aumentou. Não como milagre, mas como consequência de não ter desistido. Minha filha estudava em escola particular, tinha plano de saúde, tinha rotina, tinha cuidado. Eu fazia tudo por ela. Tudo.
Eu era mãe.
Era casa.
Era sustento.
Era colo.
Era abrigo.
Eu era tudo para ela.
Só não podia ser o pai.
Por mais que eu tentasse preencher cada espaço vazio, havia um lugar que não me pertencia. O pai era uma ausência que eu não conseguia ocupar, por mais amor que eu derramasse. E foi ali que aprendi uma das dores mais silenciosas da maternidade solo: o limite do amor.
Ainda assim, eu seguia.
Cansada. Inteira. De pé.
Porque, mesmo não sendo tudo, eu era suficiente.
E, todos os dias, eu escolhia continuar.
Um ano havia se passado. Minha filha já estava mais acostumada com aquele novo mundo que construímos juntas. Aos poucos, voltei a sair. Retomei a vida da mulher — porque, durante aquele ano inteiro, eu tinha sido apenas mãe e provedora.
Minhas amigas foram um apoio indispensável. Minha comadre não me soltou a mão em nenhum momento. E, mesmo sendo mãe, mesmo sendo sustento, voltei a viver. Voltei a ser eu. Voltei a cuidar da minha espiritualidade, do meu corpo, da minha alma.
Eu não estava apenas sobrevivendo.
Eu tinha voltado a viver.
Entre tantas coisas
numa separação
é também uma língua
que se extingue
O fardo da separação
Amei, amo e seria todo seu sempre que quisesse. Mesmo que você fosse o céu e eu o mar, e nos distanciássemos no apogeu da separação divina, ainda lutaria para te abraçar mais uma única vez e ficaria eternamente grato por poder te olhar todas as noites. Meu fardo unicamente se baseia em esperar o momento do reencontro, uma vã esperança de um retorno que há de chegar, segundo meus pensamentos mais inconsequentes e iludidos, se não ilusão, o que há de ser o amor terreno? Amei como nenhuma outra sequer receberia de carinho, não por falta de amor, mas por você ser a primeira com quem orei e chorei aos céus pela sua vinda. Assim seja feito a vontade do grande Criador, que a fez para ser feliz, só não comigo.
A mesa é comunhão, não separação.
Na ceia, diferentes discípulos se sentaram juntos (Pedro, João, Tomé, Judas).
“Pois todos nós participamos de um único pão.”
(1 Coríntios 10:17)
A mesa nos nivela: diante dela não há maior ou menor, mas filhos amados.
Fotos rasgadas
Como poderia explicar a perda, ausência, separação, faltariam palavras, buscaria significados e não conseguiria explanar.
Oportunidades não vividas de uma vida inventada pela pescpectica de uma realidade interrompida.
Jogamos fora a chance de inéditas experiências, abrimos mão de sorrisos futuros, e gargalhadas.
Abrigamos em um quarto escuro do inconsciente boas e más lembranças, e orgulhosamente nos portamos como mais felizes do que ontem.
Em futuro remontado, vivemos novas verdades, novos fatos, novos lances, nada é como era antes.
Se melhor ou para pior, não levo em conta, só pondero que harmonia foi quebrada, e a linha do tempo interrompida, todo afeto acumulado, nada será aproveitado.
Esse texto é sobre quem o lê, nessa escrita olho pra fora, vejo fotos rasgadas, em muitas ocasiões, repito cenas, mas com alguns rostos trocados.
Lamento toda descontinuidade, laços que hoje estariam reforçados, estão quebrados.
Talvez, penso mais nisso do que eles próprios, me entristeço e sinto a dor da mudança de coisas que deveriam ser imutáveis .
”Um das causas mais fortes para separação de casais? A Rotina! Ainda não percebeu? Pois também isso pode ser atribuído à Rotina!"
Frase Minha 0160, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
0160 ”Meus estudos revelam: Motivo forte para separação de casais é a Rotina! E há casais que ainda não perceberam... Justamente por causa da Rotina!
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
Há duas tristezas comuns na sociedade contemporânea.
Uma é a separação dos amantes. A outra, a união dos que não se amam. Penso que a última seja pior que a primeira.
Porque nesse último caso, temos a vitória da conveniência sobre o amor, da carência sobre a esperança, e do medo sobre a fé.
Houve um tempo em que pensei que a dificuldade era o fim, que o peso da separação era uma prova irrefutável de que havíamos falhado irremediavelmente. Porém, a resiliência me ensinou que o que parecia ser uma pena é apenas uma pausa dramática. Com a humildade de quem reconhece o erro, eu me permito o recomeço, um retorno corajoso ao primeiro passo.
A dureza da separação me forçou a parar de ser um cientista e a me tornar um aprendiz da alma. Deixei de analisar o problema para sentir a solução, que reside na entrega simples e desarmada. Se ninguém disse que seria fácil, então a glória está em enfrentar o desafio, voltando para o que realmente importa, a essência.
Quando o caminho se tornou difícil e a separação inevitável, pareceu que o universo conspirava contra a nossa facilidade. Mas na profundidade desse abismo, encontrei a coragem para não mais culpar o destino. Eu paro de correr para lugar nenhum e corro para você, com a única certeza de que o amor verdadeiro é a única bússola que vale a pena seguir.
Onde parece mais fácil culpar a vítima, quase sempre se romantiza a separação, mas nunca se normaliza o direito da mulher viver depois dela.
Há uma curiosa habilidade social em transformar rupturas em narrativas poéticas quando elas não nos ameaçam.
Fala-se da separação como um recomeço bonito, como um gesto de coragem, como um capítulo necessário da vida.
Mas essa romantização costuma durar apenas até o momento em que a mulher decide, de fato, viver depois dela.
Viver com autonomia, viver sem pedir licença, sem aceitar voltar para o lugar onde a violência, o controle ou o desprezo estavam naturalizados.
Nesse ponto, a poesia desaparece e começa o tribunal informal das culpabilidades.
Perguntam o que ela fez, o que deixou de fazer, o que provocou…
O que poderia ter suportado mais um pouco.
A mesma sociedade que aplaude discursos sobre liberdade, passa a exigir dela uma espécie de penitência silenciosa por ter rompido.
Porque, no fundo, há uma conveniência histórica em romantizar a separação — desde que ela não desorganize as estruturas em que sempre esperaram que as mulheres permanecessem.
Romantizar a separação é confortável.
Normalizar que uma mulher tenha o direito de continuar viva, inteira e livre depois dela é profundamente desconfortável para quem sempre precisou que ela permanecesse dependente, culpada ou quebrada.
Por isso, em muitos casos, não se discute a violência que antecedeu a ruptura, mas o comportamento da mulher que decidiu não morrer — nem física, espiritual ou emocionalmente.
E talvez seja justamente aí que esteja o verdadeiro problema: ainda há quem tolere a ideia da separação, mas não suporte a ideia da sobrevivência feminina que vem depois dela.
Porque uma mulher que continua viva, consciente e livre depois de sair de uma relação, deixa de ser personagem de tragédia… e passa a ser autora da própria história.
É muito ruim a separação,dói demais no coração a pessoa que você ama sair por aquela porta e não voltar mais.E você
pensa,por que meu Deus aconteceu isso comigo.Pense você
mesmo,e reflita depois.Mais cedo ou mais tarde tu vai descobrir se o destino quis assim.
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