Sentir a Natureza

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Sentir as necessidades ao meu redor

Mais um sentir. Só sentir...⁠

Sentir minha dor, meu eu, minhas conquistas, meus deveres e meus entender


Sentir a Si Mesmo


O primeiro passo para a evolução da nossa alma é voltar o olhar para dentro e aprender a nos escutar com honestidade. Sentir o próprio eu significa acolher as nossas dores sem julgamento, reconhecer o valor das nossas conquistas com gratidão e encarar os nossos deveres com maturidade. Quando nos permitimos sentir e decifrar o que se passa na nossa intimidade, alcançamos o verdadeiro entender da vida. Não fuja de quem você é. Olhar para o próprio espelho da alma é a única forma de pacificar o coração e encontrar a força necessária para continuar caminhando em direção à nossa luz.

Continuar em sentir. Sentir o que me rodeia, sentir o que está em minha volta.


Sentir o Ambiente


Depois de olharmos para dentro, a vida nos convida a expandir a nossa percepção. Continuar no exercício de sentir é apurar os nossos sentidos para captar o que nos rodeia e o que está à nossa volta. O mundo não é feito apenas de ruídos materiais; ele vibra em energias e sentimentos silenciosos. Perceba o carinho de quem convive com você, sinta a beleza oculta na simplicidade do dia e capte a harmonia que a espiritualidade espalha ao seu redor. Estar presente e consciente do ambiente que nos cerca nos sintoniza com a paz e nos protege das tempestades do mundo exterior.

Sentir a União Eterna


Para fechar essa linda jornada do sentir, o nosso espírito é convidado a alcançar a mais sublime das certezas: a de que o amor é o laço eterno que nos une a todos. Quando sentimos o nosso eu, o ambiente, o próximo e as necessidades do mundo, compreendemos que nenhuma alma caminha isolada. Fazemos parte de uma imensa família universal criada pela mesma Inteligência Suprema. Sentir essa conexão nos traz uma segurança profunda e afasta qualquer solidão. O amor verdadeiro atravessa o tempo, supera as distâncias e permanece vivo em nossa bagagem eterna, mostrando que a nossa grande meta é, no final das contas, nos tornarmos puro sentimento.

Apenas Sentir


Há momentos em que a mente se cansa de tentar explicar tudo, de buscar razões, conceitos e respostas difíceis. Nessas horas, o melhor caminho é apenas sentir. Sentir o milagre da vida pulsar no peito através da respiração, sentir a presença sutil do amparo divino que nunca nos abandona e sentir a gratidão de simplesmente existir. Deixe as cobranças intelectuais de lado. O amor e a paz verdadeira não se explicam em manuais; eles são vivenciados na leveza de um coração que se permite desarmar. Silencie os pensamentos e permita-se apenas sentir o fluxo sagrado da existência guiando os seus passos.

Sentir que o amor nos une a todos eternamente.⁠

"Talvez eu já tenha sentido falta, mas nunca saudade.
Sentir falta é ausência, saudade é um futuro não realizado, com nossa metade.
Eu amo tanto aquela mulher, que até evito pensá-la, pois ao fazê-lo, meu peito arde.
Eu achava que só sentiria falta de você no fim de tarde.
Mas olha eu aqui, pela madrugada, lembrando você, minha beldade.
Já disse que te amo, já disse te quero, já disse que almejo você como mãe dos meus filhos, me chame de tolo a sábio, mas nunca covarde.
Dizem que incomensurável é o amor, então por que o meu para ti nada vale?
Meu coração pertence a ti, o desavergonhado, sarnento, algoz deste que lhe escreve, não bate.
Ele ladra, late.
Jogado na rua, tentando apagar toda memória sua, umas e outras rogando-me pragas, “cafajeste”, “traste”.
Deus, que fase!
É uma miríade de sensações, sinto seu cheiro ao vento, o apertar do abraço, te vejo em cada penumbra que envolve meu eu no fim de tarde.
Te sinto em todo perfume, te vejo em todo rosto, que parecem-me ser um todo de sua face.
Sinto você no frio da chuva, e no Sol do meio-dia, que me assola a fronte, também esta la você, minha beldade.
Eu sinto tanto ao lhe sentir, descrever-lhe, escrever-te, que chega a faltar-me ao âmago serenidade.
Amada minha, sinto tanto sua falta, indago-me: Será saudade?"

Minhas palavras me cortam, mas ainda assim as escrevo para não sentir dor. Então me pergunto: sou apenas eu quem sangra ao ler o que escrevo, ou aqueles que leem sangram mais do que eu?

O desconhecimento da vida reflete, em silêncio, o sentir mais profundo da alma.

Eu queria, ao menos uma vez, conseguir dizer ou sentir pela última vez, alcançando a finitude dos sentir, que tanto se fala..


Mas os finais chegam aos dias.
Aqui dentro, não.


Aqui dentro, tudo continua.
Tudo ecoa.


Sempre me fecho para o mundo, mas aprendi que me fechar não significa curar.
Porque as feridas que carrego não cicatrizam; elas apenas aprendem a permanecer em silêncio.


Eu queria ser a pessoa que superou.
Aquela que transformou a dor em força, a ausência em aprendizado, a queda em caminho.


Talvez seja isso que os outros enxerguem quando olham para mim.


Mas aqui dentro, eu só falho.


Porque ainda sangra.
Porque ainda dói.


E é justamente essa dor que me faz questionar quem eu sou quando ninguém está olhando.
O que eu quero me tornar.
O que, de fato, significa felicidade para mim.


Às vezes me pergunto se estou procurando respostas ou apenas tentando encontrar um sentido para continuar.


Porque existem dores que não vão embora.
Elas apenas mudam de lugar dentro da gente.


E talvez a minha ainda esteja aqui,
ocupando espaços que eu não consigo alcançar, me lembrando todos os dias que algumas despedidas acontecem por fora,
mas nunca terminam por dentro.

andresamedlem

Invisível


Demétrio Sena - Magé


Esta casa saudosa de ser lar
quer sentir os teus pés; tua expressão;
teu olhar conferindo as nossas plantas;
tuas mãos apalpando as almofadas...
Nosso canto em silêncio vira concha
que deseja ecoar a tua voz,
as paredes desbotam nossos quadros
e os nós do vazio são mais cegos...
Nossa cama, imagine como fica;
é um mundo sem chão, recosto e teto;
cria veto ao meu corpo indesejado...
Tudo imerge num nada inconcebível;
sou alguém invisível sem teus olhos
que me fazem sentir especial...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

A alma má e vaidosa é incapaz de sentir e valorizar a humildade alheia, pois a luz de um coração generoso incomoda a escuridão de quem vive de aparências.

Caminhamos sobre os cacos do respeito quebrado, ferindo os próprios pés e fingindo não sentir a dor da nossa própria ruína.

A verdadeira solidão da nossa era é sentir demais em meio a uma multidão que decidiu não sentir mais nada.

A maldade de quem despreza o humilde é uma tentativa vã de se sentir superior, mas a vida sempre lembra que, no final, somos todos iguais.

Aquele que pisa julga-se leve por não sentir a dor do outro, mas constrói sua própria ruína ao plantar um fardo de degradação moral que o tempo se encarregará de cobrar.

“Aninhe-se.
Abrace suas raízes, orvalhe a alma.
Florescer sua essência, é como sentir borboletas voando por dentro.”

⁠" O abraço é um lugar quentinho, restaurador,
que faz a gente se sentir seguro.
Uma vibração de energia boa,
que nos dá confiança e força.
Um ‘Tudo de Bom’ que deixa a gente Feliz!"

Comemorar a Vida
é sentir a magia das horas
feito brisa que sopra no rosto.
Comemorar a Vida
é ver que a beleza do dia
Pode estar no cair da tarde,
No ensejo de um abraço
ou no afago do aroma de alecrim.
É música que invade o Jardim!

Carmen de Eugenio