Sentimento Saudade
Poesia é a fala da alma. Poesia é a arte de compor o que o sentimento acolhe. Poesia é vida, é dádiva contida no mais profundo íntimo. Poesia é inspiração, é imaginação, é Deus falando através dos nossos sentimentos, da nossa sensibilidade.
Sentimento é uma mistura de desentendimentos. Não o entendemos, mas o sentimos. Muitas vezes controláveis, noutras não. Tão mais forte que a nossa própria vontade. Tão mais intenso que nossa própria imaginação. Povoa a mente e o pensamento, sem permissão. É uma mistura de loucuras, imaginações, vontades e intensidades.
Várias vezes
Várias vezes desprezei minha vida
Várias vezes desprezei meu sentimento
Várias vezes desprezei meu espírito
Várias vezes tentei desprezar minha alma
Mas ela nunca deixou que meu desprezo
Atingisse seu interior
Apenas limitou-se a observar
Meus movimentos
Minhas loucuras
Meus devaneios
Só assim conseguiu me conter.
Quer desistir de você?Que bom.
Deus não desiste.Talvez seja aí que ele te ache! Esse sentimento de impotência diante das circunstâncias,nos fortalecem em Deus, e quando pensamos que estamos fracas é que ele se potencializa mais ainda em nós . Deus age em nossas fraquezas.
Sempre tive um sentimento profundo de repulsa diante do mal que infecta o mundo, uma maldade muitas vezes natural e inerente ao tecido da natureza. O sentimento de que nenhum deus bondoso permitiria tal estado de coisas, enxergar um sentido oculto em tudo isso é relativizar o mal. É estupidez e obscenidade. Não há um deus bondoso, a natureza grita incessantemente essa verdade, meu sentimento pessoal, instintivo, visceral, sincero — não admite que haja um sentido oculto, e isso basta para desprezar qualquer fé religiosa —. É desumano exigir fé num ser humano dotado de sentimento. Ver um inocente implorar por ajuda, ver a vida de um inocente ser despedaçada, e depois alegar que, no fundo, um deus tem razões suficientes para permitir o mal? Um coração de pedra pode crer nisso, mas eu não posso. Deus não foi feito para mim; esse monstro frio e bárbaro não tem a menor semelhança com os sentimentos que trago dentro de mim. Crer? Só no dia em que eu renunciar a minha humanidade.
