Sentimento
Existem pessoas sinceras, que são toda coração.
Tem sentimento cheio de um amor transparente.
Essas pessoas ouvem o coração, acreditam na vida.
Sabem que ser sincero não é defeito
Apesar de todo o risco que isso possa significar
Apesar de toda a decepção que possa passar.
Houve um tempo em que eu estava plenamente consciente e experimentava dentro de mim um sentimento poderoso, intenso e indescritível. Parecia prestes a explodir; não tinha nome, forma física ou rosto. Era apenas um profundo sentimento e uma energia contagiante. Com o passar do tempo, atitudes, amadurecimento e sentimentos se revelando, esse intangível se transformou em um ser humano, aquele que um dia chamei de “meu amor”. Vidas foram geradas, e sou grato ao ser supremo por esse presente.
"Meu sentimento tornou-se como o vento, um impulso encarcerado em gestos imperfeitos. É um sentimento que se desfaz em pó... Havia tanto para ser vivido, mas em um faz-de-conta persistente que não encontra sobrevivência; que começa, mas nunca alcança o fim! Como podemos viver algo que se desfaz a cada palavra impensada, a cada silêncio profundo, a cada fuga de si mesmo? E como se pode extinguir o que é tão vivo por dentro e se transforma em apenas poeira por fora? Nessa busca incessante e inerte, continuo ensaiando sonhos para não te recordar, treinando fantasias para te esquecer... Saudades!"
Emoções são mais perigosas do que um sentimento. Emoção é de momento e a mesma quer ir depressa, já sentimentos aguarda seu tempo para fazer estrago.
JUMENTO
Dorothy tinha um jumento...
Não um jumento jumento,
um jumento com sentimento e pressentimento,
mas era um tormento
imaginar o que as pessoas pensam
quando te olham bem dentro,
afinal era um jumento...
e era meio engraçado
o jumento no serrado
contemplando o eco sistema
e tentando poemas...
mas era um jumento,
um jumento que se apaixonava...
e se apaixonou por brida, a cabrita
e imaginou uma família,
e como seria ? sua filha berrando...
seu filho meio bode meio asno zurrando,
não daria certo, pensaou em bria,
filha da vaca estrela,
vinda de lannys no cinturão de orion,
imaginou jumentinhos e vaquinhas
intergaláticos galopando no universo...
imaginou-se astronauta
povoando os planetas
até que soava o rebenque
mostrando sua realidade quadrúpede,
dois cestos de cipó, dois centos de rapaduras
e a clientela da vilazinha a ver seu sofrimento...
Nada mais que eu diga
mudará nossos destinos
nada mais que eu faça
mudará o sentimento
meu melhor momento
é me sentir bem pequenino
tua ausência é o meu maior tormento
Já fui feliz um dia
ou pensei que era
mundo de fantasia,
mundo de quimeras
agora sigo aflito nessa ansiedade
só o instante da tua presença traz felicidade
Eu sei que o sofrimento molda a alma
A mágoa deságua o sentimento
E as lágrimas aliviam a dor
O amor suporta todo sofrimento
Perdoa sem guardar ressentimentos
Ressente sem guardar rancor...
Um papo com a lua
O amor, um sentimento capaz de fazer você ir de 0 100 numa velocidade absurdamente rápida.
Te ludibria, fazendo aquele homem frio imaginar sua amada o enchendo de carinho, faz o coitado ter memórias de algo que nunca viveu. Faz você se sentir idiota, porque você é idiota, porque você amou, eu odeio amar.
Não é o fato de amar que faz você idiota, é o fato de você amar quem não devia, quem não fez questão do seu "amar".
Pessoas que amam demais sempre se machucam, são incapazes de machucar alguém, eu sou a machucada.
Pode parecer um discurso de ódio, mas juro que não é, não é ódio que sinto a escrever o que penso do amor, é pena, pena do que eu poderia ter evitado de sentir, pena de lágrimas que eu poderia ter poupado, se não tivesse amado demais, quem deveria ser amado de menos.
Por sentimento, muitas vezes, nos recusamos a ouvir o silêncio do outro. Silêncio ensurdecedor, mas que fazemos dos ouvidos de mercador, até que o tempo implacável traduza e escreva na pedra a palavra.......
Sua visão do mundo; sua sensibilidade; seu sentimento é o que importa. Escreva! Não se preocupe com a gramática, que são bobagens, com audiência, likes e compartilhamentos . Escreva! É terápico e um legado. Sua escrita de hoje poderá ajudar alguém no futuro e se existe a possibilidade, valeu!!!
O poema real não tem poesia,
sentimento esvazia em nossos tanques;
haverá sempre um novo amor eterno...
PELA ÓTICA DA ÉTICA
Na maioria das vezes, ética é a lei da consciência. É aquele sentimento que nos faz classificar o certo e o errado, sem qualquer influência das leis formais ou escritas. Quem tem ética sabe, por exemplo, que pelas leis formais poderia colher as frutas do quintal vizinho, que estejam em galhos pendentes para o seu quintal. Porém não as colhe, porque apesar das leis, as frutas não são suas. Para ele seria roubo. Legal, mas roubo.
A outra face da ética é a lei do bom senso. Raramente alguém tem. Ela se manifesta, entre outros casos, quando esse mesmo indivíduo que não colhe as frutas do vizinho, mesmo amparado por lei, também não exige que o vizinho corte o galho. Nem o corta ele próprio, e não é por medo, mas porque o galho não o prejudica e não vale a pena estremecer a convivência - ou a não convivência - por um detalhe sem relevância, em nome do mero exercício do direito.
Lei da consciência ou do bom senso, a ética sempre aponta o dedo para o indivíduo que a tem. Cabem a ele os cuidados com o outro, para que a vida em todos os setores da sociedade seja saudável. Nestes tempos em que a ética é artigo de luxo, quem a pratica faz contorcionismo para não se aviltar, pois exige muito esforço e caráter. Ainda assim vale a pena, pelo quanto a virtude o engrandece, apesar das injustiças e do muito que cede aos invasores, maledicentes, folgados e desonestos.
No dia em que não a ética, mas a sua falta for exceção, a justiça é que será regra. Tanto quanto será regra sermos felizes, porque viveremos no tal mundo igualitário, fraterno, bem melhor... Ou sustentável, como temos que nominar por força e lei da mídia, para que os textos e discursos contemporâneos mereçam espaços e acessos.
SENTIMENTO CANINO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nosso amor pelo semelhante bem que podia se assemelhar ao amor dos cães por seus donos, que não são semelhantes. O amor dos cães pelo ser humano é incondicional. Eles não admiram nossa esperteza ou inteligência. Não nos idolatram pelo talento, a beleza, muito menos pela posição que ocupamos. Tão apenas nos amam, e não importa se estamos na penúria, para nos seguirem até o fim do mundo e dos nossos dias.
Amor de cão é desses que duram até que a morte ou a nossa crueldade nos separe, pois ele jamais nos deixará, e sempre há de ser grato ao menor carinho. Ao mais breve afago em seus pelos. Ao mais leve roçar de nariz e fuça. Nossos olhos de afeto e o falsete na voz... cães adoram nossos falsetes, pois mostram que estamos bem e de bem com eles. É a nossa expressão explícita, inequívoca e timbrada de chamego.
É neste contexto que sempre deplorei o amor humano... sonho constantemente que, num futuro talvez distante, alcançaremos a graça de realmente viver em um mundo cão... desfrutar de uma vida cadela.
SENTIMENTO PREMIADO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sempre fui mais feliz do que você, justamente pela ilusão da qual vivi. Tive na inocência o poder de acreditar em mentiras e dissimulações que abracei como verdades incontestáveis. Ainda hoje sou mais feliz, porque posso cultivar as saudades que só eu tenho do que só existiu em meus sentimentos. Quando quero, revisito emoções guardadas em um lugar inacessível para você.
Jamais tive que achar entre mil expressões, maquiagens ou traços de felicidade. Não precisei usar máscaras tecidas por trejeitos, palavras e ações. Efeitos especiais para mostrar, sabe-se lá por que razão, inexistentes desejos; prazeres; vontades. Fui o que sou com quem foi o que não é. Foi tão somente para mim. Nunca para si própria, porque temia o fim do que sequer começou em seu coração.
Meu amor a punia por ser fingida e me premiava pela transparência. Enchia minh´alma de sorriso e vida, com sua conivência equivocada. Foram muitas as flores que lhe dei... que se tornaram espinhos em seus recantos obscuros. Tentei fazê-la feliz, e fui usado... usado e feliz, porque me deixei fluir livremente no folhetim escrito por sua infelicidade natural.
