Sempre Respondo com um Sorriso
Posso estar no deserto,
Mas a sede sempre será sua...
Posso estar na lua,
Mas a solidão sempre será sua...
Posso estar nas estrelas,
Mas o brilho sempre será seu...
Posso estar com medo,
Mas o medo sempre será seu...
Posso estar aqui,
Mas eu sempre serei sua...
Você pode ter certeza:
O que sentes aí dentro
É tão meu quanto seu,
Pois quando estamos
Com alguém
O que é dela
Sempre será nosso,
Seja dor,
Seja flor,
Seja amor,
Seja ódio...
Tudo é nosso em comum, afinal, somos apenas um só ser...
Sempre foi tudo baseado em tentativas, nas minhas tentativas à você, nas tentativas a nós.
Tudo alimentado entre falsas esperanças e decepções nas suas atitudes, nas suas pequenas, grandes e idiotas atitudes. Todas elas nos traziam de novo ao marco zero.
Hoje eu resolvi parar.
E eu páro não pela decepção do "não conseguir", eu não páro pelas derrotas ou se quer pelas vitórias. Hoje, eu páro pelo cansaço.
Pelo cansaço do não reconhecimento.
Páro pelo cansaço da humilhação - Sobretudo eu páro pela auto valorização.
Páro pelas brigas, pelo orgulho, pelas farsas, páro até pelo carácter.
Não páro por você, não páro nós, dessa vez resolvi pensar em mim.
E quando digo "páro"
Eu não pauso para continuar depois. Dou um fim em todas as esperanças, sonhos impossíveis e projetos de felicidade ao seu lado. Não, não veja isso como algo ruim, eu não serei infeliz amor. Apenas construírei sonhos em pessoas maiores e mais capazes.
Tento sempre enxergar o mundo ao meu redor com os olhos da minha imaginação... Pois através dos meus olhos, consigo acreditar que minha imaginação me conduz à boas escolhas. E são as minhas escolhas que vão fazer a diferença na minha vida e na vida das pessoas que estão ao meu redor...
Se for para amar que seja para sempre, se for para ser feliz que seja completamente, se for para sonhar que seja para realizar.
The love you take is equal to the love you make
Andava sempre no mesmo passo apressado, como se isso fosse um jeito de correr para onde queria ir e de parar o tempo, como se existisse alguma maneira disso acontecer. Mesmo com toda essa pressa, ela observava atentamente o que estava ao seu redor, embora as coisas parecessem um pouco borradas, ela sempre reparava em tudo. Apesar de detestar rotina, destino e quaisquer outras coisas que fossem planejadas demais, ela sempre fazia o mesmo caminho na hora do almoço: saía voando do trabalho direto para a sua lanchonete preferida, uma no estilo dos anos 60 onde a qualquer momento tocava Beatles. Toda vez que voltava para o trabalho ela desejava parar o tempo só para poder andar mais devagar, pra não ter que ficar vendo nada borrado e pra poder ouvir o restinho de música que ficara na sua cabeça, mas nunca atendiam o seu pedido e ela acabava indo-se embora quase que correndo mesmo, como quem tem asas nos pés e vendo tudo passar rápido demais. Rotina pra ela era como uma espécie de regra, que existe para limitar as pessoas, e ela detestava ser limitada pelos outros; mas por incrível que pareça, ela não se incomodava nem um pouco com essa rotina de trabalho/lanchonete-que-toca-beatles/trabalho, talvez por ter sido ela a criadora do costume ou só porque sabia que um dia enjoaria de estar fazendo tudo sempre igual. Por hora, ela não se cansava de pegar o mesmo caminho nem de sempre brincar com as listras do chão, talvez se cansasse do trabalho vez ou outra, por estar cansada mesmo ou só por querer chegar a casa e deitar a cabeça no travesseiro pra poder sonhar com o amor que sempre quis ter, mas enquanto não enjoava, ia fazendo igual sem importar com a chegada do dia em que ela cansaria. A vida dela estava assim mesmo, repetitiva, cheia de correria e sonhos deixados de lado e ela mesma sabia que aquilo ia logo mudar, porque o destino é metido demais pra querer deixar alguma coisa acontecer por vontade dos outros.
E não deu outra: cansou-se. Num outro dia acordou cedo, botou Little Joy pra tocar enquanto comia, tomou banho, colocou um vestido simples e quando já estava fechando a porta para ir trabalhar, deu bom dia para o sol. Trabalhou num ritmo tão apressado quanto seu passo e resolveu que só iria almoçar duas horas depois do que estava acostumada. Passou-se o tempo e ela foi para a velha lanchonete-que-toca-beatles por um caminho diferente e andou mais devagar, olhando para as novas coisas que encontrava no caminho de um jeito encantado e calmo. Foi nesse olhar mais calmo e menos borrado que ela percebeu um cara que estava sentado na mesa ao lado da sua, com dois amigos que provavelmente deveriam ser apenas colegas de trabalho. Esse cara parecia estar sozinho, sua mente estava nalgum lugar totalmente distante daquela mesa onde seus colegas conversavam alguma coisa sobre futebol e mulher. De repente, ele começa a se mexer como se estivesse dançando "All my loving". A primeira impressão que se tem é que aquilo era, no mínimo, estranho, afinal, um cara que não está nem aí para nada e olha para o vento não deve ser alguém normal... Ou não deveria. Mas era na cabeça da garota do começo da história. E é aqui que tudo muda, quando ela se atreve a dizer:
- Ei! É impressão minha ou você está dançando essa música que tá tocando? Hahaha.
Ele olha pra ela com uma cara de "mas quem diabos é você para estar falando de mim?", mas, mesmo assim, responde rindo:
- Dançando, dançando, eu não estou, afinal, só estou sentado tentando fazer um balanço. Hahahaha. Mas peraí, não tem como ficar parado numa música dessas! É boa demais... Eles são geniais!
- Ah, eles são indescritíveis! Muito bom mesmo. Mas enfim... Deixa eu começar de novo: Oi, Meu nome é Luísa! E o seu? Hahaha.
- Oi, Luísa! Meu nome é Gabriel. Hahahahaha.
E continuaram conversando até acabar a hora do almoço e cada um ter que voltar para o seu trabalho. Não deu para falarem muito nem para se conhecerem bem demais, mas qualquer um que tivesse visto os olhos deles enquanto falavam de uma afinidade ou outra, veria que dali poderia nascer bem mais do que uma amizade baseada nas coisas em comum. Trocaram telefones e ambos voltaram correndo com o velho passo apressado, mas dessa vez apressados para que o tempo passasse logo e alguém resolvesse ligar.
O primeiro a fazer alguma coisa foi Gabriel. Assim que saiu do trabalho, mandou uma mensagem: " 'Something in the way, she knows... And all I have to do is think of her' - Beatles cai sempre muito bem, né? Vai fazer alguma coisa hoje? A gente bem que podia continuar nossa conversa mais tarde... Beijo." E quase que na mesma hora - talvez só estivesse esperando ou na dúvida se fazia algo ou não -, Luísa respondeu, mais ou menos assim: " 'Something' é uma das minhas músicas preferidas, acertasse em cheio! Hahaha. Gosta de sushi? Tem um aqui na minha rua que é uma delícia! Beijo."
Gabriel nem era muito fã de sushi, mas acabou dizendo que adorava e três horas depois lá estavam eles no tal sushi-que-é-uma-delícia, com ele enrolando ela, conversando mais do que comia e inventando papo até onde não tinha, só para que Luísa não percebesse. Ela fingia que não percebia, mas a essa altura já tinha notado até a cor da meia que ele usava. Conversa vai, conversa vem, acabaram ficando por lá até não ter quase ninguém e eles se darem conta que se não fossem embora, seriam sendo chutados dali.
Ele foi deixar Luísa em casa, afinal, já eram pra lá das 2h30 da manhã e ele não iria deixá-la ir andando para casa. Chegando lá, Luísa convidou-o para entrar e depois de um certo blá-blá-blá sobre incomodar ou não, ele acabou entrando. Conversaram distraidamente por cerca de uma hora e meia, quando ele olhou para o seu relógio e viu que já passavam das 4h da manhã.
- Eita! Já são 4h15, Luísa. Vou nessa. Tá na hora, né? Hahaha.
- Vai não, menino. Fica aí! A gente ainda tem tanta coisa pra conversar, não acha não?
- Acho. Eu não queria ir agora, mas é que tá ficando tarde demais. - E foi aí que ele cantarolou: - "I don't want leave her now..."
E ela acompanhou:
- "...You know I believe and how". Usar essa música é pedir pra ficar! Hahaha. Fica mais, vai?
- Fico.
E ficou não só até amanhecer, mas ficou por muito tempo na vida dela. E fica. E ainda continua lá.
Não importa quantas vezes você caia durante sua jornada, o importante é sempre levantar e nunca desistir de tentar.
Não há imortalidade
A redenção é sempre temporária,
Toda a vaidade será rejeitada
Como forma de dizer-se que nada existe infinitamente.
Essa pretensão que se vê
O riso de escárnio
A soberba
Durará o tempo em que dura uma palavra para ser dita.
Depois o mundo esquece
E depois o esquecido fenece
Irremediavelmente...
Era numa casa grande. O arvoredo que a cercava amanhecia sempre cheio de cantos de pássaros. O mundo não terminava ali no fim daquela rua quieta, que tinha um cego que tocava concertina, um cachorro sem dono que se refestelava ao sol, um português que pelas tardinhas se sentava à frente de sua casa e desejava boa tarde a toda gente. Não. O mundo ia além. Além dos horizontes havia mais terras, e campos, e montanhas, e cidades, e rios e mares sem fim. Dava na gente vontade de correr o mundo.andar nos trens que atravessam as terras, nos vapores que cortam os mares. Andar... Nos olhos do menino havia uma saudade impossível, a saudade de uma terra nunca vista. Um dia - quem sabe? -, um dia um vento bom ou mau passa e leva a gente. Um dia...
(...)Um dia veio um vento - bom ou mau? - e levou para longe o menino que queria viajar. Ficou para trás a cidade pequenina com todas as suas coisas bonitas e queridas."
Eu te via sempre assim:
Anjo que sonhei para mim.
Perto. Sempre por perto, mesmo longe.
Simples e lindamente encantador...
Eu te via assim:
Amigo, parceiro incondicional.
Amigo-Amor e AMOR-Amigo.
O fazedor de graça que mais me tirava sorriso, sem que eu perdesse nada...
Eu te via:
Um abraço apertado daqueles que nem se viu em cinema.
Um estalar na coluna.
Um abraço intenso de almas.
Sem nada a falar.
Eu:
Achava que tivesse encontrado a pessoa mais carinhosa, mais batalhadora, mais perfeita que eu poderia imaginar.
O Guerreiro sem medo, protetor do meu coração.
Meu anjo protetor, Grande admirador.
Mas, eu acho que você não encontrou comigo não.
O melhor poder dos homens não está em ganhar as eleições, é ganhar para sempre o amor de sua mulher.
Mesmo que tu não me ouças, irei gritar que te amo, e que sempre te amarei para o resto do mundo ouvir.
Todo juízo passa a ser individual e intransferível quando você sabe que o quê você sempre verá são como os espelhos das várias emendas que nos compõe, frutos das muitas estações da nossa vida. Tudo é uma questão de flexão, inflexão, inversão e versão do que guia teus olhos! O que te é admirável agora, no futuro já não te agradará. O que te é adequado deste modo não permanecerá. E o cômodo, com certeza vai incomodar em um fechar e abrir de olhos. Aumente tudo que vês e te faz feliz, corrija o que não amas, persiga o que acreditas os teus olhos não enganar.
Sempre sentimos tudo através das palavras... e quando passamos a sentir na pele mesmo, a coisa tomou proporções bem maiores: o vício piorou, a vontade martela bem mais, o desejo implora gritando... e esse amor é foda!
Jota Cê
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