Sem Sentido
Sobre a vida e o suposto sentido...
é como uma via marginal que você às vezes erra o caminho, segue a diante procura o retorno para fazer o contorno na esperança de pegar o rumo certo.
Nós criamos alguns nós...
Obrigações para nós que não faz sentido carregar, então,
ficamos ligados carregando
até carregar.
Poesia é passarinho filhote que voa numa corrente de vento e segue, meio sem sentido, inspira no pensamento uma ode, um mote fio a fio tecido.
Na poética a voz cala pra dar sentido à alma quem fala, recita as liras mais ricas, as palavras mais bonitas na mente passarinho.
O Silêncio do Condenado
Eu vi o que não queria ter visto e sente o que não queria ter sentido. Olhei no espelho e vi olhos vazios, escuros e sozinhos Já não existia mais caminho, já não existia mais vida em um lugar na onde já foi um jardim hoje era um deserto frio. Caminhando pelas ruas frias, debaixo das luzes de neon da cidade, sob uma chuva melancólica. O som do silêncio era ensurdecedor! Gritava e ninguém ouvia chorando de agonia a alma sofria todos os dias.
Mas hoje com o passar do tempo o grito foi abafado por noites em claro, só o som do silêncio existia. Barulho ensurdecedor mesmo sem dizer uma palavra “sê intendeu” que ninguém se importava em destrancar aquela cela, uma cela fria e sem paredes. A pior prisão para se viver dentro de si, como um condenado ao próprio corpo e a própria vida, um condenado a sofrer em silêncio, pois tudo que ele ouvia era seu próprio som do silêncio.
O silêncio do condenado.
As palavras geralmente são ricas, convencem e fazem sentido quando são direcionadas a quem as procuram como aliadas em situações desafiadoras.
A fé desperta o sentido positivo da vida, esclarece os porquês inexplicáveis, conforta, resgata, norteia, ilumina e estimula em Deus seus adeptos.
Pensar é transbordar!
E o que seria de nós sem o desprezo da velhice, o sentido da vida realmente possa ser a morte, é onde os sofismos e as cavilações se dissipam diante da comparação irrelevante do ser. Viver, é ousar-se ir alem, é transcender o brilho demasiadamente belo, dado a nós, por talvez sem merecermos. Mas que nesta brevidade, possamos "brilhar" como se num instante a eternidade nos fosse simultânea a morte, e como um super-herói, nosso maior e único super-poder seja apenas a de nos resilirmos diante da vida.
Seja você, o sol que necessita para irradiar a nobreza, a singela nobreza, que nos torna pequenos diante da vida, e que nessa pequenitude, possamos transcender o melhor de nós.
Sempre.....e sempre...
[...] e de repente nos vemos deparados a grande necessidade de um fim épico, que traga sentido e memória a nossa insignificância. O fim então posto que já não justifica mais os meios, da razão ao início, ao começo e a centelha de nossa criação.
Quando a brisa é tão boa que a sensação e o sentido não importam quando o que valeu a pena é a emoção de viver.
Demonstrar de maneira simples e significativa o que é o significado sem sentido é usar o não-sentido do significado para prová-lo.
Somente o olhar pode sustentar toda a direção e inversão de sentido pela percepção sensorial no universo.
