Seja Direto
O silêncio mata
Não porque seja barulhento.
Não porque seja violento à primeira vista.
Mas porque é limpo demais para incomodar quem prefere se sentir correto.
O silêncio é o álibi dos que sabem.
É o abrigo moral de quem entende exatamente o que está acontecendo, mas escolhe não tocar no assunto.
Não por dúvida.
Por conveniência.
A sociedade não falha por falta de discurso.
Ela falha por excesso de encenação.
Defende valores em público e os abandona no primeiro instante em que eles exigem atitude.
Todo mundo reconhece a injustiça quando ela acontece com os outros.
O problema começa quando reconhecê-la exige posicionamento.
Quando exige perda.
Quando exige coragem.
É nesse momento que o silêncio aparece travestido de maturidade, de equilíbrio, de bom senso.
Mas não é nada disso.
É medo.
É cálculo.
É autopreservação.
O silêncio não é ausência de opinião.
É a decisão consciente de não agir.
É a escolha de proteger a própria imagem enquanto alguém suporta o peso inteiro da violência.
Quem se cala não está fora do problema.
Está dentro dele.
Sustentando.
Normalizando.
Permitindo.
Nenhuma estrutura injusta sobrevive apenas pela força de quem oprime.
Ela sobrevive porque encontra terreno fértil em quem observa e não interfere.
Em quem percebe, mas não confronta.
Em quem prefere não se comprometer.
A verdade desconfortável é esta:
muita gente não se cala porque não sabe o que fazer.
Cala porque sabe exatamente o que deveria fazer
e decide não fazer.
O silêncio é a forma mais educada de traição moral.
Não deixa marcas visíveis.
Não compromete discursos.
Mas cobra um preço alto de quem sofre e um preço invisível de quem se omite.
Uma sociedade que se orgulha do próprio silêncio não é pacífica.
É treinada para evitar responsabilidade.
E todo mundo que lê isso sabe, no fundo,
em que momento escolheu calar.
Em que situação desviou o olhar.
Em que instante preferiu não se envolver.
Não é acusação.
É espelho.
Porque quando o silêncio é confortável demais,
é sinal de que alguém está pagando o custo no lugar de quem se cala.
E isso, cedo ou tarde, exige reflexão.
Talvez amar seja renúncia ...
Talvez amar seja liberdade...
O amor não é e nunca foi egoísta...
Amar é se sentir livre, confortável ...
Ninguém é feliz preso em gaiola ..
Ninguém é feliz sufocado ...
O amor não cobra, não dói, não entristece...
Amar é dar sem esperar receber.. aquele que ama esperando algo em troca não sabe o verdadeiro sentido do amor ...
É cada um com o seu cada qual.
E no final das contas, verdade seja dita, nenhum ser humano, deveria ser considerado plenamente normal.
Declare seu amor a Capoeira!
Participem das rodas, mas não seja mais um(a) vaidoso(a)! Afinal ter humildade é preciso, tanto quanto respirar. E praticando assim: é emanar filosofia, trovas e paz...
**“Talvez uma das formas mais profundas de ingratidão seja devolver o esquecimento àqueles que, um dia, nos ensinaram o valor da presença, da lealdade e da gratidão.”**
UM TRAGO DE POESIA
Mesmo que seja difícil encontrar inspiração nesses dias repletos de agonia, na ausência de gestos de fidalguia, o poeta busca a paz na poesia e nela se refugia.
Há de existir um lugar onde se possa tomar um trago dr poesia, de utopia, de alegria. Há de existir esse lugar.
Valéria R. F. Leão
O Amor Que Não Precisa de Nome
Talvez o amor não seja aquilo que disseram que ele era.
Talvez não seja promessa,
nem posse,
nem certeza,
nem a obrigação de permanecer.
Talvez o amor seja simplesmente
quando duas almas se encontram
e alguma coisa dentro delas reconhece:
“eu conheço você.”
Mesmo sem nunca terem se procurado.
É o carinho que chega sem pedir licença,
a palavra que encontra exatamente
o lugar onde doía,
o silêncio que não constrange,
a presença que não pesa.
É poder olhar para alguém
e desejar que ela fique bem,
mesmo quando a vida não permite
que tudo seja como gostaríamos.
É admirar a existência do outro
sem querer aprisioná-la.
É respeitar sua história,
suas cicatrizes,
seus medos,
suas imperfeições...
e ainda assim enxergar beleza.
Talvez seja isso que chamamos de amor:
não o que diz “você é minha”,
mas o que sussurra:
“eu sou feliz porque você existe.”
Um amor que não precisa cobrar,
não precisa provar,
não precisa possuir.
Um amor que simplesmente sente.
E quando sente,
cuida.
Quando cuida,
liberta.
Quando liberta,
permanece.
Porque há amores que não precisam morar
na mesma casa,
na mesma cidade,
nem sequer no mesmo mundo.
Há amores que encontram
um pequeno universo para existir
e, dentro dele,
duas pessoas conseguem ser
inteiramente verdadeiras.
Sem armaduras.
Sem medo de serem vistas.
Sem precisar explicar
por que aquilo é tão bonito.
Acredito que o nosso seja isso.
Um amor que não chegou fazendo barulho.
Chegou devagar.
Sentou-se entre nossas conversas,
misturou-se às nossas risadas,
entrou nas nossas noites,
nas nossas palavras,
nas nossas descobertas...
e quando percebemos,
já havia criado morada.
Não sei que nome o tempo dará a isso.
E, pela primeira vez,
acho que nem preciso saber.
Porque há sentimentos
que diminuem quando tentamos defini-los.
E este...
eu prefiro sentir.
Puro.
Verdadeiro.
Inteiro.
Sem exigir nada além daquilo
que duas pessoas podem oferecer
quando simplesmente se fazem bem.
Talvez seja esse o amor
em seu sentido mais amplo:
não aquele que prende alguém à nossa vida,
mas aquele que agradece à vida
por ter colocado alguém nela.
Não seja perfeito nem santo e não exija isso dos outros!
Pois gente perfeita é chata e santo não mora na Terra!
O mundo não é perfeito... O rosto é dessimétrico.... O caráter não tem mérito.... Talvez Deus seja imperfeito.
Uma convicção por mais alta que seja sua graduação, terá em si o risco maior de corromper-se, do que o nada. Por ser mais confiante que a mentira, é mais perigosa.
Bom dia! Que nosso dia seja protegido de tudo aquilo que não enxergamos, mas que sentimos como energias densas. Amém!
O Ambiente que Constrói Vencedores
A forma como habitamos o nosso próprio espaço — seja o lugar onde moramos, onde trabalhamos ou onde reunimos as pessoas que amamos — define a nossa postura diante do mundo. Um ambiente caótico e negligenciado mina as nossas forças e alimenta uma mentalidade de derrota. Por outro lado, o zelo, a organização e o capricho nos moldam como vencedores. Não importa se a casa é simples ou luxuosa, o que define o nosso sucesso é o respeito que temos pelo chão que pisamos. Quando colocamos ordem no espaço de vivência, estamos decretando que estamos prontos para vencer na vida, pois quem é fiel e cuidadoso no pouco e no pequeno, está pronto para governar as grandes vitórias.
"Libertário seja o progresso com a divina magia
que empurra a ignorância para essa gente que só quer alegria"
