Seja como for o que Penses
"Certa vez, disseram-me:
você gosta de mim?
Acredito que essa seja uma pergunta um tanto complexa.
Nunca consegui gostar 100% de uma pessoa, sempre gostei e não gostei na mesma intensidade.
É o natural.
Pois, as pessoas tem muitos defeitos, opiniões e valores diferentes.
Se você quiser gostar 100% de alguém, é bem provável que se decepcione e suas expectativas acabem sendo frustadas.
Algumas vezes, irão falar ou fazer algo que não seja de acordo com os seus padrões de pensamentos e dessa forma, o sentimento irá se modificar, indo de amor para ódio ou ressentimento.
Infelizmente é assim que a vida é e a única coisa que podemos fazer é aceitar e tentar nos afetar o mínimo possível."
Seja aquele que semeia olhando só para a frente, enquanto deixa para trás as flores como testemunhas de que não foi apenas mais um a passar.
Que a sensibilidade que invade os corações no dia dos namorados seja constantemente alimentada, e que perdure ao longo de toda caminhada.
Que a sua fantasia seja construída pelo brilho do sorriso nos olhos, amor no coração e caráter na alma.
Que a distância que impede o abraço entre os Imigrantes e os seus, seja insignificante para apagar as chamas do desejo do reencontro.
25 de junho, Dia do Imigrante.
Às vezes a sacada do século seja fazer marketing com humor. Negociar com os tristes nunca foi uma boa ideia, às vezes nem eles se toleram.
Bendita seja a nossa Vontade diária em nos tornar Melhores do que Ontem, e não melhores do que os outros.
Por mais incômodo que seja, o barulho da lata vazia jamais roubará a Paz daqueles que sobreviveram ao barulho da própria lata cheia.
Às vezes a tempestade num copo d'água seja a soma da explosão do excesso de Passado com o excesso de Futuro dos que já não Suportam o excesso de Presente.
Talvez o preço mais alto pelo analfabetismo digital seja a dificuldade de perceber que o acesso às notícias frescas deixou de ser direito universal, para se tornar privilégio dos que investigam.
Talvez uma gargalhada num velório seja mais honesta que um choro numa pregação religiosa.
A emoção verdadeira não obedece a protocolos, nem respeita o “ambiente adequado”.
Às vezes, a lembrança engraçada do falecido invade a mente, e rir é inevitável — e profundamente humano.
Não é desrespeito, é sinceridade.
Por outro lado, há lágrimas que escorrem, não pelo peso da fé ou do arrependimento, mas pelo constrangimento social de parecer frio.
Chora-se porque os outros choram, porque a expectativa exige um rosto molhado.
A verdade é que autenticidade não se mede pelo cenário: pode haver mais vida em uma risada fora de hora do que em mil prantos ensaiados.
O coração não conhece etiquetas — e, quando tenta segui-las, quase sempre mente.
Talvez o destino mais distante que a Oração Sem Ação alcance seja os ouvidos dos tolos que a fazem.
Talvez a gentileza que tanto incomoda — quando vem dos homens — seja o pé na bunda da nojenta grosseria “masculina” que se vê por aí.
