Segundo Minuto Hora dia Semana ano Eternidade
Por que fui agraciado – ou condenado – com a dádiva da vida eterna? Abençoado com a eternidade, assisto aos ciclos incessantes da existência, vejo aqueles que amo partirem enquanto permaneço, imóvel no fluxo do tempo, um espectador sem escolha. Serei eu a testemunha do fim? Mas quem, afinal, foi a testemunha do início?
Pensamentos ressoam em minha mente como ecos distantes, ora complexos, ora vazios, enigmas que carecem de solução. Sou um corpo mortal, frágil, carregando um espírito indestrutível – uma contradição ambulante. Esta imortalidade, seria um privilégio divino, um propósito reservado apenas a mim? Ou seria o mais cruel dos fardos, me obrigando a caminhar por eras sem fim?
Talvez não seja privilégio, nem castigo, mas o eterno retorno: uma dança circular onde tudo se repete, onde respostas escapam e apenas perguntas sobrevivem, renovando-se a cada ciclo. É poesia isso que sinto? Ou apenas um poema inacabado, rasurado pelo tempo?
Não sei dizer se sou um poeta, que canta a melancolia da eternidade, ou um pensador, que tenta desvendar seus mistérios. Entre criar versos ou ideias, entre sentir ou compreender, me pergunto: existe diferença? Ou tudo isso é apenas mais uma busca sem destino, na infinitude da minha jornada?
Dedicado ao meu conhecido colega Rubinho, que nos deixou cedo demais. Que sua memória permaneça viva nos corações daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Que onde quer que esteja, encontre a paz que transcende o tempo.
O instante é a fração de tempo em que a eternidade se revela, deixando sua marca indelével na vastidão do agora. Eu não sou o que se passou há alguns segundos, sou o que emerge neste exato momento.
Escolher sem considerar a eternidade é viver como se esta vida fosse tudo — e isso é um grande erro.
As trevas nunca nos irão sufocar, ainda que a luz da eternidade não se acenda durante a nossa caminhada pela vida.
"Prefiro viver o inferno da Terra e passar a eternidade no Céu do que viver no Céu da Terra e passar a eternidade no inferno."
Até que a Eternidade nos Imortalize
Geralmente quem escreve,
O faz de coração, com toda empatia,
Inspiração, anseios, desejos,
Batimentos e circulação.
Nobre sistema cardiovascular,
Veias, amores, artérias, paixões,
Sístole e diástole atrioventricular.
Inervações e toda vascularização,
Que este órgão frenético pode comportar.
Já Eu, bem, escrevo com meu fígado,
Estômago, pâncreas e todo líquido biliar,
Ácido gástrico e pancreático,
Que seja humanamente possível secretar.
Sendo que Ler é repousar em agitação,
No açucarado ardume picante.
Tão pedante e repetitivo afirmo:
Que tudo possui algo de altivo e findante.
Enquanto escrever, nada mais é que saltitar,
Por entre os fragmentos cortantes
De nosso ser estilhaçado,
Rumo à friagem acolhedora.
Novamente em alto e bom plágio, repito,
Nossa firmeza consiste em deslizes.
Abastecido de excessivo sentido assim sendo será,
Até que a eternidade nos imortalize.
Porque mesmo na morte a vida pulsa .
Pulsa na lembrança de quem fica ,na eternidade de quem vai
no ciclo de renascimento constante de nossas esperanças ..
Ela pulsa ,explode , renasce violentamente....
em uma prova de que ; se matarem um de nos, mais mil se levantam em uma só voz, para dizer que a vitória sempre sera da vida !
Mestra Emília
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