Segredos
Guardados até que ponto?
Guardado no arquivo secreto dos pensamentos,
Sentimentos ganham propósitos em segredo,
Privado de uma demonstração repentina, o coração bate descompassadamente as escuras,
Os olhos revelam e preenchem o estranho requisito de se manterem neutros,
O vazio da alma está superficialmente tampado, mas como a camada fina e protetora de uma placenta, insiste em explodir a qualquer momento gritando e traindo o tempo.
Defina-se
Verdades e mentiras;
Afirmações e explicações;
Mimos e desconfianças;
Desejos e segredos;
Lealdade ou soberba;
Amor ou separação.
Fazia planos, desenhava corações, segredos vindos do mar. Seus olhos brilhando, querendo enxergar que esse dia pudesse chegar...
Segredos? Tenho muitos, alguns nem tão secretos assim, mas outros que se fossem revelados, com certeza não deixaria certas pessoas felizes.
E se tudo der errado
É um final mal acabado e o silêncio toma conta de você
Seus segredos mais secretos, seus romances mais singelos
O que sobra entre o ódio e o coração?
Não deixe que isso entre no seu peito e arranque
O que de bom você tem
Em um segundo tudo isso vai desmoronar
Eu vou agora
Eu vou com ou sem você
Eu vou embora
Não quero mais andar em círculos
Por que fugir para o mesmo lugar
Se nesse lugar tudo só está caindo, caindo
Não quero mais te dizer quem eu sou
Mas com você do meu lado estou caindo, caindo
Não deixe que isso entre no seu peito e arranque
O que de bom você tem
Em um segundo tudo isso vai desmoronar
Eu vou agora
Eu vou com ou sem você
Eu vou embora
Não quero mais andar em círculos
Malícia do pecado
Em ânforas de rubro encanto entrelaçado,
O vinho sussurra segredos de pecado.
Nas taças, intenções, malícia a espreitar,
Em cada gole, desejos a despertar.
Entre uvas que fermentam em tentação,
Os pecados se entrelaçam na fermentação.
Na dança das rolhas, segredos se soltam,
E a malícia, como vinho, em nós revolta.
Taças erguidas, olhares cúmplices se cruzam,
No vinho, pecados e malícia seduzem.
Em cada borbulhar, um ato proibido,
No cálice, segredos são compartilhados.
Assim, na taça da noite, o vinho e pecado,
Num brinde à malícia, segredos revelados.
Que a indulgência se misture ao fermentar,
Em cada gole, os pecados a se desvelar.
