Segredo e Mentira
Tudo que é mentira começa pequeno, quase imperceptível — uma simples palavra fora do lugar, uma desculpa leve, um silêncio conveniente. Mas, como uma gota que cai num tanque, ela vai se acumulando, enchendo o espaço até transbordar.
As mentiras são como a água: quando começam a escapar, não há como contê-las. Elas se infiltram em cada canto, molham o que era seco, apagam o que era verdadeiro. E quando damos por nós, o relacionamento — que antes era firme — já está afundado em desconfianças e mágoas.
No fim, toda mentira cobra o seu preço. Ela destrói o que levou tempo, amor e confiança para construir. E quando chega o último suspiro, percebemos que nada se perdeu de repente — tudo começou com aquela pequena mentira que achamos inofensiva.
Do coração vem a coragem e.a verdade!
Da mente...a ilusão e a mentira!
Meditem sobre isto e abandonem o ego e a vaidade!
Sejamos humildes...
As pernas perguntaram para a mentira:
— Por que dizem que eu sou curta?
A mentira respondeu, vaidosa:
— Porque eu não deixo você ir longe.
Mas a tecnologia entrou na conversa:
— Errado. A mentira não tem pernas curtas.
A mentira sorriu, aliviada:
— Finalmente alguém me defende!
A tecnologia se aproximou e sussurrou:
— Mentira, você não tem pernas.
Eu cortei todas elas.
E comigo…
você não vai a lugar nenhum.
Fazer o certo até sozinho ou parar pensamentos ruins, é sempre mais barato.
Quando a mentira bate na porta de surpresa, automaticamente é a verdade quem atende.
O ser humano sente olhares firmados.
O prêmio da mentira e da hipocrisia, da falsa devoção, é o fruto amargo que têm os seguidores desse tempo escuro e infeliz.
Defender o errado pode até parecer vantagem, mas revela a ausência de caráter. A mentira facilita o caminho por um tempo, porém destrói tudo que toca. Valores verdadeiros não mudam conforme a situação
Quando a mentira vira rotina, o errado passa a parecer normal. É aí que o caráter se revela: quem mantém valores não negocia a verdade, mesmo quando perde vantagens.
A verdade e a mentira andam juntas. Entram em cena alternadamente, dependendo dos objetivos, das circunstâncias e do público. Nesse contexto, as narrativas surgem como um meio-termo perigoso: são ferramentas indispensáveis, anestésicas e até hipnóticas, mas que representam a metástase da verdade.
