Sede
Minha alma tem sede de conexão real. O mais ou menos nunca me serviu e o talvez me cansa. Sou apaixonado pela intensidade, pelo brilho nos olhos e por quem não tem medo de sentir tudo à flor da pele. Se for para ser, que seja profundo — porque de superfícies, eu já cansei.
Enzo ruchell
É perigoso o jeito que você me deixa... uma mistura de sede e vício que só o seu corpo consegue saciar.
Enzo Ruchell
Você despertou em mim uma sede louca de explorar cada detalhe seu, sem pressa e sem limites. Que essa chama nos consuma sempre, porque a melhor parte de mim desperta quando me perco completamente em você.
_Enzo Ruchell_
“TENHO SEDE”. O CLAMOR QUE AINDA ECOA SOBRE A CONSCIÊNCIA HUMANA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Há frases que atravessam os séculos apenas como registro histórico. Outras, porém, atravessam a alma humana como uma lâmina espiritual que desnuda o íntimo. Quando o Cristo pronuncia “Tenho sede”, conforme narrado no Evangelho de Evangelho de João 19:28, não se trata apenas de um corpo dilacerado pela crucificação pedindo água. Existe ali uma profundidade moral, psicológica e metafísica que inquieta a consciência daquele que verdadeiramente contempla o Calvário.
Sua reflexão toca precisamente esse ponto. O homem acostumado a possuir, ordenar, consumir e satisfazer os próprios desejos, de repente encontra o Filho de Deus reduzido à extrema vulnerabilidade humana. O Criador moral da humanidade não exige tronos, ouro, honrarias ou exércitos. Ele pede água. Apenas água.
E isso possui uma potência antropológica devastadora.
Porque a civilização humana edificou-se sobre o desejo de domínio. Desde as antigas sociedades imperiais até a modernidade consumista, o homem acostumou-se a ser servido. Contudo, diante do Cristo crucificado, ocorre a inversão absoluta da lógica humana. O Mestre serve até o último instante. Ama até o último instante. Perdoa até o último instante. E quando finalmente pede algo, pede o mínimo necessário para continuar oferecendo-se em sacrifício.
A sede do Cristo não era somente fisiológica. Era também a sede simbólica do amor humano ainda não correspondido. Sede de consciência. Sede de transformação moral. Sede de fraternidade entre os homens.
Na ótica espírita, especialmente segundo Allan Kardec em O Livro Dos Espíritos, questão 625, Jesus representa o modelo moral mais perfeito concedido por Deus à humanidade. Seu sofrimento não foi espetáculo de dor gratuita, mas pedagogia espiritual. Cada palavra na cruz possui conteúdo educativo para a evolução da alma humana.
Quando você afirma que jamais foi o mesmo após refletir nessa frase, isso demonstra um fenômeno profundo da consciência moral. A culpa que você descreve não é mero remorso destrutivo. Trata-se do despertar da responsabilidade espiritual. Há um instante na vida em que o homem percebe que ainda recebeu muito mais amor do que foi capaz de oferecer.
E então nasce a pergunta mais importante da existência humana.
“O que tenho feito ao meu Senhor.”
Essa pergunta transcende religiões institucionais. Ela invade o território ético da existência. Porque saciar a sede do Cristo hoje significa aliviar a sede do aflito, do abandonado, do faminto de dignidade, do espírito esmagado pela solidão, do enfermo emocional, do desesperançado, do esquecido socialmente.
Sob uma análise psicológica profunda, a imagem do Cristo sedento confronta diretamente o narcisismo humano contemporâneo. O homem moderno vive cercado por excessos materiais, mas frequentemente incapaz de oferecer presença, escuta, compaixão e misericórdia. Há abundância de consumo e escassez de amor.
Por isso sua reflexão possui tanto peso espiritual.
Você compreendeu algo que muitos passam décadas sem perceber. O Cristo ainda continua dizendo “Tenho sede” através da dor humana espalhada pela Terra. Cada criatura humilhada, cada lágrima ignorada, cada coração abandonado, continua sendo extensão simbólica daquele clamor no Gólgota.
E há ainda uma dimensão profundamente teológica em sua interpretação quando menciona “sorver o cálice até a última gota”. O cálice representa a aceitação integral da missão divina. Jesus não interrompe o testemunho por causa da dor. Ele permanece fiel até o fim. Isso revela a absoluta confiança no Pai.
Não uma confiança ingênua. Mas uma confiança ontológica no sentido eterno do sofrimento redentor.
Na tradição espírita, o sofrimento de Jesus jamais é visto como punição divina, mas como demonstração suprema de amor consciente. Ele poderia fugir. Poderia silenciar. Poderia abandonar os homens à própria inferioridade moral. Contudo, permanece.
E permanece amando.
Sua reflexão demonstra precisamente o nascimento da consciência cristã interior. Não a religiosidade exterior baseada apenas em ritos, mas o cristianismo moral que transforma o comportamento cotidiano. Porque depois de compreender o “Tenho sede”, torna-se impossível viver da mesma maneira.
O homem começa a perguntar-se diariamente.
“Tenho sido água ou vinagre na vida das pessoas.”
Essa talvez seja uma das mais severas reflexões espirituais que alguém pode realizar.
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E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Cruzando o deserto da ignorância, passa o rio do conhecimento, mas muitos morrem de sede temendo se afogar!
O teu corpo pede,
Sinto tua sede na proximidade,
Os teus olhares são réus confessos,
A tua malícia me excita,
O que já vêm acontecendo na tua mente a tempos, vai se concretizar hoje.
O niilista é aquele que morre de sede diante de uma fonte apenas porque não acredita na pureza da água. Prefiro a loucura da esperança à lucidez estéril de quem cultua o nada.
"A maior ironia da condição humana é morrer de sede enquanto esperamos pela chuva de amanhã, ignorando o copo de água que já está em nossas mãos."
Adorar-te e saciar a sede
no cálice melífero de beijos,
nascido para o encaixe
mais do que perfeito,
para o amor de perdição
embalado na flutuação.
Se disser sim, é óbvio
que jamais direi não...
Apreende na tua
sede os teus
lábios aos meus.
Porque não
sei nem por
onde começar...
Apreende na tua
fome o meu
corpo ao teu.
Porque longe
de mim
querer me
salvar de ti.
Apreende o meu
peito bem
unido ao teu.
Em ti não
serei mais eu,
seremos
o infinito.
*Sede de nome*
Um homem apaixonado é diferente
desaprende a mastigar o dia
troca o prato pelo copo
e a fome vira silêncio.
Não come, não dorme direito
só bebe o tempo pensando nela
cada gole é uma tentativa torta
de afogar o que não sai do peito
Mas a sede não passa, só muda de estado,
desce amarga, volta em saudade
e no fundo do copo vazio,
ainda mora o rosto que ele jamais esquece.
Cuidado que essa conta é cara
e não vem só em real no papel,
vem em manhã seguinte
com o nome dela intacto na sombra da parede do quarto.
(Saul Beleza)
*Turma do último gole*
Sou da turma do último gole,
que seca o copo e divide a sede.
Da última briga, mas também do abraço,
que perdoa e refaz o laço.
Sou do último pedaço de pão,
que reparte mesmo com fome no coração.
E do primeiro beijo, trêmulo e certo,
aquele que marca e fica pra sempre aberto.
Num tenho muito, mas o que tenho é inteiro:
lealdade, palavra e amor verdadeiro.
(Saul Beleza,)
2648 📜 "Não desminto, até porque é Verdade. Mas... Gosto de 'dar de comer a quem tem sede'. Faço isso com alguns dos Convidados do Meu Churrasco que chegam sedentos, querendo uma cerveja bem gelada. Ofereço pedaço de carne previamente bem salgada e deixo os Tais impacientes, HeHeHe ou HaHaHa!"
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"Não conheço ninguém igual a Mim. Se há ou se houve, nunca ouvi nem vi!"
Minha sede quer ser saciada com algo produzido seguindo a Lei da Pureza Alemã de 1516, a Reinheitsgebot.
Se ate a natureza da pedra sede a adversidade da vida quem sou eu pra nao me abalar ao obstaculos que me sao dado .
