Se Voce quer Entao que Seja assim
Pensamentos coletivos... massa abstrata humana a nos comandar: faça assim, não faça assado... porque todo mundo faz assim - é o argumento sem fundamento - e fim!
Uma simples gelatina incolor, sem cheiro, sem sabor... uma (sub)objetividade fantasmagórica... um atrofiamento da individualidade... uma indefinição... um tomar partido pelo que não faz nenhum sentido... uma reprodução sem reflexão... o pacote inteiro... um pensamento acrítico, descrítico, incrítico... equilíbrio total do coletivo em detrimento do individual.
Quem!? Eu ser do contra? Eu ser o talvez? Não, nunca... never... jamais.
Comigo é sempre sim, sim... não, não... não ando na contramão. Sim... se posso sequer imaginar que você vai odiar meu não. Não... se o não é a sua opinião.
Marasmo total... todo mundo igual. Frases copiadas prontas... tiradas do bolso... amassadinhas...não minhas... de todo o mundo... do mundo todo.
Num mundo de reprodutores, faltam elementos disjuntores... rompedores... reflexores - não no sentido de refletir como um espelho, of course.
Concorda? Discorda? Nunca na corda bamba? Talvez? Ou quem sabe?
Sonhar? Tomo tanto cuidado...
E quando amanhece assim tão devagar?
Sol claro... mas sem brilho.
Um murmurinho de saudade
paira por sobre a cidade.
Os telhados acordam um a um.
Cada amanhecer é assim que acontece.
E depois...
Depois anoitece.
Um dia a dia (a)normal.
Sem brilho.
Sem calor.
Sem amor.
Um dia a dia de sonhos controlados.
O medo de sonhar errado.
Por que te amo?
Por que te amo tanto assim?
porque sim...
Foste feito pra mim...
côncavo, convexo...
prosa e verso...
frente e verso...
meu inverso...
todo o Universo...
começo sem fim..
Amo-te porque te amo...
Não ando pela vida com descuido.
Cuido bem onde coloco meu pé.
Procuro verdade e beleza...
Amo-te, porque em ti encontrei o que procuro.
Amo-te, porque não há pensamentos inquietos...
Amo-te... e fim
Sempre é fim
É sempre assim
Encurta-se o tempo.
Que chegue logo o fim da história.
Afinal, é sempre a mesma história.
Começo. Meio. E fim.
Diz pra mim...
Alguma vez foi diferente?
Há alguma coisa que dure pra sempre?
É o peso dos dias que nos quebra.
Força-nos aos erros.
Não, não me diga que você se importa.
É sempre a mesma história:
alguém abre a porta.
Entra a luz.
De repente... vales obscuros.
Alguém sai e bate a porta.
No teu Porto
Por que me olhas assim?
Não vês? Sou um barco à deriva...
Qual é a tua satisfação
se eu for engolida pela imensidão?
Imensidão do mar...
imensidão das trevas
imensidão da dor
é para tais caminhos que tu me levas...
A quem queres mentir?
Não vês nos meus olhos a agonia
de ir afundando pouco a pouco
um pouco a cada dia?
Por que me roubas dos bolsos o meu pouco de alegria?
Ajude-me a desatar os nós…
todos os nós...
Seja meu Porto seguro
e asseguro... o resultado será bom.
Deixaremos o vento soprar,
a maré nos levar,
a onda balançar,
tudo o que é ruim que está por perto pra bem longe arrastar.
Meu choro
Não choro, não, não choro...
Mas nem sempre fui assim,
houve épocas em que eu morria,
morria de pena de mim.
Eu chorava,
as lágrimas não controlava,
deixava-as correr pelo rosto,
mostrava todo o meu desgosto.
Hoje eu engulo meu choro...
não choro.
Prendo minhas lágrimas
com força dentro de mim...
e sorrio, sorrio sim.
Às vezes, não consigo todas controlar
e uma consegue escapar...
e eu finjo 'é apenas um cisco'
a me machucar...
Sabe o que é trágico?
Meu choro? Não...
Meu fingimento? Não...
O trágico é todo mundo acreditar...
que um cisco está a me maltratar...
Não há sequer um movimento no ar...
Sempre alguém se oferece pra soprar,
do meu olho o cisco tirar...
... assopra, e assopra, e vê o cisco sair (?)
junto com outra lágrima dos olhos cair...
Do começo ao fim
E as coisas vão ficando para trás.
Vão sendo largadas pelo caminho.
Melhor assim…
Melhor caminhar sem pesos.
Mochila levinha.
Não, não perdes nada.
A vida é assim:
Coisas vão pasando.
Coisas novas vão chegando.
Tudo flui.
E assim do começo ao fim
Se o sol não brilhar
Dias assim...
Há dias que são noite o dia inteiro.
O Sol não aparece,
o calor não aquece,
nenhuma palavra conforta...
só uma dor que o coração corta.
Há dias assim...
A chuva não para,
o frio não vai embora,
a felicidade não existe,
o mundo todo é tão triste...
Você, então, quase desiste.
Há dias bem assim...
Mas, mesmo esses dias chegam ao fim...
Da saída você encontra a porta...
O dia passou...
pra trás o passado ficou,
e isso é que no fim importa.
Vá e não volte
Vou até ali na frente e não volto. Na vida, tudo deveria ser assim... vá e não volte.
Não volte, porque se voltar pode se perder outra vez. Todo mundo deveria nascer sabendo disso. Viver é seguir em frente... não ficar dando voltas, andando em círculos...
Lembra como era antes da sua última partida?
Você cansava de mim e partia... eu, por dentro, sorria. Sabia que você voltaria. Só que de tanto você partir e eu sorrir... os sorrisos acabaram... agora, quando você parte, eu choro. Só choro.
E eu não quero gastar o meu choro... eu não quero chorar até não ter mais lágrimas... então, por favor, vá e não volte.
Agora a cada partida sua, atravesso desertos dentro de mim. Você volta... um oásis... até que enfim.
E quando eles tiverem fim?
Então, vá e não volte.
Não quero os desertos, nem os vales de lágrimas...
Se você gosta de mim um pouquinho só... então, vá e não volte.
"Mãe, me entristece te ver assim
o olhar quebrado dos teus olhos azul céu
em silêncio implorando que eu não parta.
Mãe, não sofras se não volto
me encontrarás em cada moça do povo
deste povo, daquele, daquele outro
do mais próximo, do mais longínquo
talvez cruze os mares, as montanhas
os cárceres, os céus
mas, Mãe, eu te asseguro,
que, sim, me encontrarás!
no olhar de uma criança feliz
de um jovem que estuda
de um camponês em sua terra
de um operário em sua fábrica
do traidor na forca
do guerrilheiro em seu posto
sempre, sempre me encontrarás!
Mãe, não fiques triste,
tua filha te quer."
O sol mostra-se radiante após encontrar sua amada, A lua. Assim como os astros, Nós, Seres humanos, Também precisamos de outro ser para encontrar-mo-nos radiantes.
Há pessoas sem alma,
sem calma,
sem vida,
sem volta, sem ida...
Há pessoas assim,
perto de você,
bem perto de mim.
Há pessoas que são anjos,
verdadeiros arcanjos.
Com elas por perto,
todo caminho vira certo.
Só de tê-las por perto,
qualquer alma se acalma.
Pessoas assim fazem a vida valer a pena.
São almas iluminadas...
a escuridão das trevas são por elas apagadas.
Com luz própria vão seguindo,
estão sempre sorrindo...
indo e vindo,
pra elas não há distância,
o nosso bem tem total importância.
Um quebra-cabeças perfeito
assim é que seu tempo por aqui é feito...
cada dia uma peça encaixada...
acertada
ou
errada.
A quantidade já está determinada
nem uma a mais, nem uma a menos,
nem uma mais importante,
nenhuma vale menos.
Nas curvas da vida,
em dias e noites dividida,
a última peça vai (des)aparecer
na hora em que você colocar o pé na saída...
Cartão de crédito
E assim a humanidade segue num mundo alienado de tudo... de todos... cada vez mais.
De olhos bem tapados pra não ser visto. De ouvidos bem tapados pra não ser ouvido. De mãos atadas pra tudo... pra todos... pra ter desculpa pra não fazer nada.
Os óculos bem escuros, o boné que cobre a visão, os fones nos ouvidos.... tudo pre-me-di-ta-do pra não ter que acenar a mão. Ah! e a música bem alta pra alienar a própria emoção.
Que mundo é este que está nos levando a total alienação? Cada um vai carregando sua vidinha muito alienada na própria mochila... num caminho que vai dar em nada... neste mundo que dá voltas e mais voltas... mas parece que está sempre parado.
E a síndrome do Fantástico? Amanhã você vai trabalhar de cara feia, num trampo que não gosta, que não lhe dá o menor prazer... por quê? Porque tem de sobreviver... alienado.
E o salário vai direto pra sua conta, porque pro empregador é melhor não olhar pra sua cara e ter de dar de cara com o que não é de sua conta... A conta é você quem vai pagar... com o cartão de crédito - pra não ter de fazer conta, pois o troco é de sua conta... e o credor pode não saber fazer conta e o troco errado dar.
E o salário dar conta é de sua conta...
So sorry :(
E tu partiste
assim como chegaste...
foi tanto encanto
agora... desencanto.
Foi tanto riso, tanta alegria
bela minha vida
tu fazias...
O que era amor
agora é dor
tristeza e solidão...
Agora aridez do pó
eu tão só...
Bate por quem meu coração?
O mundo em que vivemos...
Ontem assistindo ao NCIS... ouvi algo mais ou menos assim de Leroy Jethro Gibbs: "o mundo já é um lugar bem ruim de se viver,,, você não tem o direito de torná-lo pior".
Tenho uma facilidade muito grande de me afastar de qualquer situação e olhá-la de fora... fiz isso com o próprio mundo... ou melhor, com nosso querido e amado planeta.
Fechei os olhos e me projetei... voei... e no meu voo o que avistei?
Um mundo poluído, caído... pessoas desonestas... procurando se fazer de espertas... o roubo, os enganos, as mentiras, a maldade tomando formas as mais variadas... pessoas desesperadas. A fome, a miséria, o descaso, o pouco caso... o atraso. O medo, a ignorância, a esperteza, a estupidez... a honestidade perder a vez. A imbecilidade, a desigualdade, a imoralidade... independentemente da idade. A opressão, a maldição, o preconceito... a perda dos direitos... um mundo cheio de pessoas sem coração. Maldição!
Um mundo, enfim, cheio de defeitos... um mundo que não toma jeito e não tem mais jeito. Um mundo completa e totalmente imperfeito.
Cansei e de olhos fechados, cansada, desanimada... uma nuvem procurei e lá me instalei.
Adormeci e mais nada vi...
... e o tempo passou...
O sol deu o ar da graça e com ele apagou todas as desgraças... acordei, me espreguicei e lá do alto da nuvem macia pra baixo de novo olhei. Um novo olhar... coisas novas a procurar. Sabe o que vi?
Um mundo florido, do mal despido. Um mundo atraente cheio de gente... gente levinha, branquinha, suave, amorosa, carinhosa, educada, falando mal de nada... Um mundo cheio de gente contente. Um mundo repleto de afeto. Um mundo feliz e sorridente... sorrindo como toda gente. Um mundo de gente olhando pra frente. Um mundo feliz do jeito que eu sempre quis.
Tem razão, Osho quando diz: "O mundo é um lugar que faz eco [...] Odeie, e será odiado; ame; e será amado".
Tudo ficou bem melhor com meu olhar descansado.
Este texto que escrevi é pura ficção... e eu me reservo o direito de concordar com ele ou não.
De dia... a cada dia que surgia
ele a si mesmo se transvestia.
E, assim transvestido, o dia ele seguia...
Perfeito, era assim mesmo que no espelho ele se via...
Lentes azuis invisíveis escondiam a tristeza que sentia.
O sorriso no rosto costurado
já não doía
... estava ele ao implantado tão acostumado.
A voz suave e doce
disfarçava muito bem da vida o agridoce.
Quando a noite chegava
e os traços do dia apagava...
Ele não se assustava
Todo ele ele mesmo fantasiava...
Colocava em sua vida todas as cores que a própria vida lhe tirava...
Mal sabia ele: a verdade, que lhe era tāo cara, em vez de cara a cara... tudo salpicava... rastros deixava por todos os caminhos por onde ele passava.
Ele nunca chorava.
Pó... poeira no ar
Por que segregas?
Por que classificas?
Achas que assim o fazendo
melhor tu ficas?
Não, não és o melhor...
Tampouco o pior.
És tu igual...
a todos os teus iguais...
És simples (?) molécula.
És parte do todo...
e como tu... assim são todos.
O oxigênio que estás a respirar...
é o mesmo que há bilhões de anos
a Terra está a rodear.
És tu só mais um respirante.
Um mero passante...
Solitário caminhante...
Desse velho oxigênio...
só mais um sugante.
E segues altivo...
Num eterno separar, apartar... segregar... isolar...
A inspirar... expirar... inspirar... expirar...
Inutilmente... se pensares bem.
Nem todo o esforço do mundo
Vai evitar... que, como todos os outros,
Tu vires poeira no ar.
Unido a todos os outros a eternidade tu vais passar.
Numa multidão de olhares anônimos o seu
fascinante... estonteante.
Assim é o seu olhar profundo
Nele, reflete o meu mundo.
Assim é o seu olhar
tem o brilho ofuscante
que vale a pena no olhar fixar
tem algo de diferente
finge ser indiferente quando cruza com o meu olhar.
e me fala de coisas difíceis de não acreditar.
Assim é o seu olhar...
difícil nele não acreditar
Identidade: característica própria e exclusiva de uma pessoa.
"Eu nasci assim, eu vivi assim, eu vou ser sempre assim"
Pode falar: Síndrome de Gabriela... eu assumo sim.
Síndrome um estado mórbido caracterizado por um conjunto de sintomas produzido por uma ou mais de uma causa.
Eu vou ser sempre assim... não vou viver de maneira diferente... nem tente.
As coisas são do jeito que são
Sou parte passiva do processo,
escravo de minha identidade.
Mudar? Não,não vejo nenhuma possibilidade...
Nada pode ser alterado, nada vai ser mudado,
sou fatalista... pra mim não tem mais jeito
vivo num mundo imperfeito...
Então eu digo: tá tudo errado.
Entendeu?
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