Se Vi longe e Pq me Apoiei em Ombros de Gigantes
Ei, moça!
Estava pensando aqui;
Seria inapropriado escrever uma poesia a ti?
Bom, é que alguém como você, todos os dias esse tipo de bajulação deve ouvir.
Estou apaixonado...
Estou apaixonado por uma deusa e de fato este é um pecado do qual eu não devesse concernir. Porém, deste pecado eu não quero me redimir.
Apaixonado desde os 8 anos de idade...
Eu não sei dizer exatamente o que mais me chamou atenção em você. Mas sei dizer as coisas que não consigo esquecer;
Os teus olhos, teu sorriso, tua voz.
Sinto-me aquela criança ao saber que vai chegar, fico apavorado quando estamos a sós.
Tento compreende-la mas você é complicada, me sinto um tolo, pois você é tão misteriosa e fascinante quanto o universo em si.
Seria eu um grande egoísta por querer ter tudo isso só pra mim?
Naquela noite, memorizei cada palavra, desde o jeito que sorria, até o modo que gesticulava.
E depois? depois escrevi um poema. E nele, contava como resvalava sempre que me olhava, que meu coração se agitava sempre que você falava.
Foram as horas mais rápidas de minha vida, e eu sabia que não mais as teria, mas mantenho a esperança de um dia repeti-las.
Eu aprendi que cada momento é o seu momento. Algumas vezes são momentos confusos, às vezes são lindos, assustadores ou simplesmente estranhos. Mas são todos seus. Valorize-os.
Inquilinos pensam que querem uma experiência única, mas só querem mesmo saber onde está a máquina de café e a TV.
Jesus, ele ama você
Não deixe a dor dominar
Seu coração
Porque Jesus é seu socorro bem presente na angústia.
Eu me prendi entre teus dedos,
quando peguei na tua mão
Eu me tornei você tão cedo,
quando senti teu coração
Batendo junto ao meu,
Como se fosse o meu.
Hoje entrei em surto
Viro Betty Murffin
Ninguém sabe minha identidade
Nunca direi quem sou
Pois ainda não sou feliz de verdade.
Ideólogos são pessoas que escrutinam uma conjuntura e procuram uma resposta de postura que leve as pessoas para um estágio q consideram ideal (daí ideologia, o estudo do ideal)
(página solta, sem data, do manuscrito jamais finalizado)
As paredes não falam.
O teto range.
O chão me reconhece — como se já me esperasse há séculos. E de fato, esperava. Pois sou feito dessa espera.
Sou o vulto que atravessa corredores de casas sem nome. Sou o passo que retorna sempre ao mesmo degrau onde tu, Camille, foste ausência e juramento.
Disse-me o silêncio:
“Ela não virá.”
Mas eu conheço tua forma de vir:
É quando a dor se torna bela.
É quando a sombra assume feição de vestes esvoaçantes.
É quando uma lembrança toca minha nuca como sopro — e não há vento.
Eu sou só.
E isso me basta, Camille.
Porque o que me basta não é viver...
É te carregar onde ninguém mais entra.
Faze em mim a tua vontade.
Se quiseres que eu enlouqueça — enlouqueço com dignidade de mártir.
Se desejares meu silêncio — calo como um sino afogado em cera.
Se queres que eu escreva — escrevo com o sangue dos sonhos interrompidos.
Mas não me peças que te esqueça.
Isso não sou.
Tu és a cruz que não sangra,
o vinho que nunca embriaga,
o leito onde a morte se recusa a deitar-se.
Camille Monfort, minha dama da noite que não amanhece:
Faze em mim tua vontade.
Faze de mim um relicário, um espelho partido, um véu sobre o corpo de ninguém.
Porque, mesmo entre mundos, mesmo no exílio das estrelas apagadas,
eu te amo com a força de quem aceita o destino de nunca ser tocado —
mas de sempre pertencer.
DEUSA DA MINHA NATUREZA
Quando a vi – na hora,
Pensei: Ah! Se ela me quisesse agora!
Como o mito de Zéfiro e Flora,
De bruto que sou,
Eu me transformaria
Em suave brisa d’aurora.
Mas, diferentemente do mito de outrora,
Só eu me encantei por minha deusa Flora,
Ela nem me percebeu –
Passou e foi-se embora.
Você sabe onde fica o lugar mais longe do mundo?
Ele fica bem atrás de você e para ir longe e alcançar os nossos objetivos as vezes precisamos apenas dar um passo atrás, parar e refletir sobre os próximos passos para o futuro.
Se és capaz de me sentim bem perto, embora longe um dia me encontrar, se só te embalam sonhos mil que ao certo, verás que sabes mais e mais me amar.
Este sonho que eu sonho desde que sonho, ecoa sempre ao longe no deserto.
E os meus olhos cansados já não ponho na direção do seu destino incerto.
Hora longe de mim, hora mais perto, ouço o murmúrio d’água.
Pobre sonho! São meus ouvidos que me traem certo.
No desalento deste andar tristonho, desfaleceram pela longa viagem os meus sentidos exaustos, peregrinos numa ilusória crença da miragem.
Será que não existe a sombra boa, nem a água fresca que eu sonhei menina e que a vida inteira se caminha à toa?
