Se quer ser Amado Ame
"A cada dia me convenço de que a falsidade é uma sombra que revela o mau-caráter do ser humano. Assim como o próprio Cristo foi traído por um dos seus, que esperança resta para um mortal como eu? Não é a traição que me surpreende, mas a ingenuidade daqueles que venderam a lealdade. Minha maior sabedoria é ter aprendido a lidar com a falsidade dos outros e encontrar força para manter minha autenticidade diante deles."
"As frases da internet hoje conseguem ser piores que as de boteco: são desalmadas, sem vida e, sobretudo, sem noção."
"Ser escudo para o inocente exige a coragem de ser vidraça para o injusto. É um preço alto que o caráter paga para manter a consciência em paz."
"O problema não é a política ser um jogo sujo, mas o fato de os desonestos mudarem as regras com os jogadores no meio de campo."
"Há uma linha tênue entre ajudar e virar escravo voluntário! Ser parceiro é dar uma força quando alguém precisa de ajuda, mas é algo bem diferente quando nos anulamos querendo carregar o mundo nas costas, deixando que folgados abusem de nossa boa vontade. Dizer "não" para o abuso alheio não nos torna pessoas ruins ou egoístas; nos faz indivíduos com amor-próprio e saúde mental em dia. Quem se acostumou com a nossa escravidão voluntária sempre vai achar ruim quando decidimos nos libertar. Aprender a colocar limites na nossa vida é a verdadeira libertação da caridade abusiva!"
"Só Deus ama perfeitamente e sem limites. Como ser humano, a pessoa escolhe a quem se doar, dedicando o seu porto seguro a quem ela possui profunda consideração. Embora o mundo falhe, e as pessoas esqueçam a consideração merecida, o amor verdadeiro é uma renovação diária. Sem buscar se igualar a Deus, ela apenas decide dar o seu melhor para fazer a vida de quem lhe importa ser mais feliz, enquanto ela estiver por aqui."
"Tente ser discreto, mas permita-se pensar alto. Apesar de o mundo ter mudado, calar-se nunca será a solução."
"Quem discute com um idiota corre sérios riscos: ser equiparado a ele, ser nocauteado por ele. Ele nunca se cansa... nem nas repetições."
Existe uma beleza cruel na decepção.
Ela chega sem ser convidada, quebra os móveis da esperança, rasga os retratos que insistíamos em chamar de futuro e, por alguns dias, nos convence de que nada além da dor permanecerá de pé. Mas a decepção nunca veio para destruir; ela veio para devolver.
Antes dela, chamávamos de amor aquilo que muitas vezes era apego. Não à pessoa, mas à promessa. Não ao que existia, mas ao que imaginávamos existir depois de tempo suficiente.
É curioso como insistimos em regar jardins onde as flores já decidiram morrer. Dizemos que é persistência, maturidade, lealdade. Às vezes é apenas medo. Medo de admitir que o castelo em que depositamos tantas horas nunca passou de um andaime.
Então a decepção faz aquilo que o afeto não teve coragem de fazer: arranca nossas mãos do que já não nos pertence.
Ela nos obriga a olhar para o outro sem o filtro da saudade antecipada, sem a maquiagem das expectativas. Pela primeira vez, enxergamos pessoas como elas são, e não como precisaríamos que fossem para justificar nossa permanência.
Há uma violência quase divina nisso.
Porque dói descobrir que não perdemos alguém; perdemos a fantasia que construímos ao redor dessa pessoa.
E fantasias morrem gritando.
A decepção tem a elegância dos carrascos antigos. Não ergue a voz, não pede licença, não explica seus métodos. Apenas corta, com precisão suficiente para separar quem somos daquilo em que insistíamos em nos prender.
Depois, resta um silêncio.
No início, ele parece abandono.
Mais tarde, entendemos que era liberdade.
A verdade é que nossos maiores cárceres raramente têm grades. São feitos de expectativas, de lembranças editadas, de versões idealizadas de pessoas comuns. Passamos anos chamando isso de destino, quando era apenas apego usando roupas bonitas.
Por isso, hoje desconfio dos finais que chegam sem decepção.
São os desapontamentos que arrancam de nós as últimas ilusões. Eles devolvem a lucidez que o encantamento havia roubado.
Que privilégio descobrir, ainda em vida, que aquilo que julgávamos indispensável era apenas um hábito emocional.
Há perdas que diminuem um homem.
Mas há decepções que o devolvem a si mesmo.
E talvez seja essa a mais silenciosa das libertações: perceber que a dor nunca veio para nos ensinar a viver sem alguém. Ela veio para nos ensinar a viver sem a necessidade de transformar qualquer pessoa no centro da nossa existência.
Como é bela a decepção.
Porque toda corrente, antes de ser rompida, faz barulho.
Depois, resta apenas o som discreto da liberdade.
Eu tenho medo da química que precisa ser fabricada.
Daquelas conexões que chegam com manual de instrução, onde cada palavra é escolhida, cada gesto é calculado, cada demonstração parece uma tentativa desesperada de convencer o coração de que existe algo ali.
Eu odeio esse amor que precisa ser empurrado ladeira acima, como se duas pessoas tivessem que carregar uma montanha nas costas para provar que vale a pena.
Porque o que é verdadeiro não pede tanto esforço para existir.
Não deveria parecer uma apresentação, uma entrevista, uma prova de merecimento. Não deveria ser preciso implorar para que alguém enxergue a beleza daquilo que você entrega.
Existe algo triste em tentar transformar faísca em incêndio usando apenas as próprias mãos. Em soprar uma chama que nunca quis nascer, acreditando que talvez, se você cuidar o bastante, ela finalmente escolha aquecer você.
Mas algumas coisas não são destinadas a queimar.
E talvez a maior crueldade seja perceber que você não estava errado por sentir. Você só estava tentando encontrar profundidade em um lugar onde talvez existisse apenas superfície.
Eu não quero mais a química construída no desespero, a proximidade criada pela insistência, o carinho que aparece porque alguém tem medo de perder e não porque realmente quer ficar.
Eu quero o tipo de encontro que parece uma lembrança antes mesmo de acontecer.
Aquela paz estranha de não precisar convencer ninguém.
De não precisar mostrar mil versões suas para provar que existe algo bonito aí dentro.
Porque o amor que precisa ser forçado pode até parecer intenso, mas no fundo carrega uma pergunta silenciosa:
“Se eu parar de tentar, ainda existe alguma coisa aqui?”
E eu cansei de procurar respostas em lugares onde eu sempre precisei gritar para ser ouvido.
Achar que o amor é algo que não nos faz bem e deixar agente frágil é errado , então prefiro ser muito errada
Não queria ser mãe, mas fui
Não queria casar, mas casei
Não queria estar nessa cidade, mas estou
Não queria viver assim, mas vivo
Não queria nada disso, mas, mas, mas...
Já se questionou hoje?
Eles me ensinaram que nenhum homem poderia se tornar seu líder, a não ser que comesse a mesma comida, vestisse as mesmas roupas, vivesse da mesma forma que eles e, ainda assim, parecesse ser melhor.
Ser policial é muito mais que uma profissão, é uma vocação, um sacerdócio. É viver e conviver um cotidiano de riscos e incertezas, mas é a satisfação do dever cumprido a cada missão.
Eu trato o meu corpo duramente e o obrigo a ser completamente controlado para que, depois de ter chamado outros para entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela.
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