Sê quem és

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Reerguer-se diante da vida é um forma para nos descobrirmos maiores do que éramos há um instante atrás...

Procura-se algum lugar no planeta
Onde a vida seja sempre uma festa
Onde o homem não mate
Nem bicho nem homem
E deixe em paz
As árvores na floresta.

O que era magreza em sua juventude tornou-se transparência, diafaneidade que deixava entrever um anjo. Era mais que uma virgem, era uma alma. Parecia feita de sombras: o mínimo de corpo para que ali houvesse um sexo; um pouco de matéria envolvendo uma luz; grandes olhos sempre modestos; um pretexto, enfim, para que uma alma permanecesse na terra.

E quando a noite cai
O peito pulsa inquieto
Desajeitado
Sentindo-se incompleto
Voam das mãos ao céu
E lá reluzem
Na infinitude da alma
Aquele amor
Eterno, infalível
Que uniu-me
Num afago que acalma.

Chega o homem ao grau definitivo de superioridade quando pode elevar-se acima da sua própria fé.

Aligia-se e irritava-se assim com essas perguntas experimentando também um certo prazer. Aliás, essas perguntas não eram de maneira nenhuma novas, nem repentinas, eram já velhas, dolorosas, antigas. Havia já algum tempo que vinham ferindo-lhe e corroendo-lhe o coração. Muito; havia já muito tempo que se enraizara e crescera nele toda essa tristeza atual; nos últimos tempos se acumularam e reconcentraram, assumindo a forma de uma horrível, bárbara e fantástica interrogação que lhe torturava o coração e a alma, reclamando uma resposta urgente. (...)Era evidente que agora não se tratava de ficar triste, de sofrer passivamente, fazendo apenas apreciações acerca da insolubilidade daqueles problemas, mas de fazer impreterivelmente qualquer coisa, imediatamente, o mais depressa possível. Fosse o que fosse, era preciso tomar uma decisão ou...
"Ou renunciar completamente à vida!", exclamou de repente com raiva. "Aceitar o destino docilmente, tal como é, de uma vez para sempre, e abafar tudo no seu íntimo, renunciando a todo o direito à ação, a viver e a amar!
"Compreende, meu senhor, o senhor compreende o que quer dizer isso de não ter para onde ir?", de repente veio-lhe à memória a pergunta que Marmieládov lhe dirigira na noite anterior. "Porque todo homem precisa de ter algum lugar aonde ir!"

Liberte-se de si mesmo, de suas reservas, de seus medos. Aprenda a apreciar a sua própria companhia, deixe que o ar puro penetre na sua alma, e seja feliz!

Valorize a presença e acostume-se com a ausência.

"Se a atitude de alguém fez mal a você, perdoe. Primeiro porque nada do que você sentir vai atingi-lo, segundo porque a única pessoa que sofrerá com isso será você mesmo."

O lazer do conhecimento encontrar-se em ler livros, o da sabedoria em escrevê-los.

Cerque-se de pessoas positivas que o apoiarão quando chover, não apenas quando brilhar.

Observando uma imensa cidade, percebe-se quão solitária uma pessoa pode ser no meio de uma multidão.

Saudade, Lembrança e orgulho
"Se a Saudade é a lembrança de pessoas ou momentos especias, não deve ser sentida com dor, mas, com orgulho de termos passado por momentos tão únicos ou conhecido pessoas tão extraordinárias, A vida pode limitar a existência humana, mas, jamais o que aprendemos com àqueles que amamos"

Renove-se e purifique sua alma
Conceda a seriedade em teu espírito
Entre em sintonia com o seu eu
E vibre sua existência
Exale alegria
Purifique todos os seus sentimentos ruins
Desapegue de coisas negativas
Dance em teu corpo o contraste de querer
Querer... Transcender a paz e harmonia
E transbordar energia positiva
Descobrindo todo o mundo dentro de ti
Cultivando a sabedoria e conhecimentos
O fruto da felicidade provoca bons pensamentos
Faça de teu sorriso o teu guarda sol
Derramando uma silhueta perfeita
Envolva cumplicidade e amor
E o Deus que habita dentro de ti
Seja feliz e fiel a tua alma
Na intensidade da eterna busca do novo
Se movimenta a luz

⁠Se não houvesse sofrimento, o homem não conheceria o seu limite, não conheceria a si mesmo.

Leon Tolstói
Guerra e paz. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

‘SE VOCÊ ENGOLIR TUDO QUE SENTE, NO FINAL VOCÊ SE AFOGA’ (RUTH BORGES)

Engole o choro. Engole sapo. Não diga, não quero saber. Cala a boca, cala o peito, cale-se! Mas o corpo fala, e como fala. Fala a ponta dos dedos batendo na mesa, fala o dente acirrado, rangendo estridente. Falam os pés inquietos na cama. Falam os olhos caindo tristonhos. Fala dor de cabeça, dor na alma. Fala gastrite, psoríase, fala ansiedade, fala memória perdida. Fala o corpo curvado, fala o nó na garganta atravessado. Fala angústia, fala ruga. Fala insônia, fala sono demasiado. Falador.

É impossível entrar no tatame da vida sem levar uns tapas dela. Mágoa, tristeza, dor, raiva, são sentimentos que nos atravessam sem pedir licença. A verdade é que enquanto estamos sentados na pedra fitando o abismo em dor, mastigamos as emoções, mas nem sempre as digerimos bem. Emoções engolidas e não digeridas corroem feito ácido. É bicho morando no estômago, mordente, cáustico. É soda! Emoções indigestas são como bruxas trancafiadas no corpo. Medonhas, a carregar sensações malditas e mal ditas. Ninguém quer saber de falar de sentimentos mal cheirosos. Então a gente engole, e esse mal entendido vira coisa que entra no estômago, percorre a garganta, o peito, e se deixarmos, calará nossa boca e nossa paz por uma vida inteira.

E aí, cedo ou tarde, todas as dores do mundo hão de querer vomitar, regurgitar o mal resolvido, e nos contorcer novamente as entranhas. É preciso um pouco de coragem para se fazer falar. Emoção amordaçada nos faz refém dela. Dor tapada, cala necessidade. Mágoa não entendida, enfarta a fé nas pessoas. Raiva carregada, pesada, transita ardente pelas costas. Não dá pra engolir tudo e dizer amém! Eu sei. Também não dá pra cometer sincericídios por aí. Mas dá para expressar. O que se sente cabe tradução.

Freud disse certa vez: “a ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como são umas poucas palavras boas”. É isso, tem hora que o sentimento pede pra ser dito, entendido, descodificado, traduzido. Tudo que ele quer é ser exorcizado pela palavra ou pela via que lhe cabe melhor. Expressar tranquiliza-a-dor. Dor não é pra sentir pra sempre. Dor é vírgula.

Então diz! Diz logo o que quer dizer sua bruxa. Coloca a dor no caldeirão e faz sopa de letrinhas. Faz uma carta, um poema, um livro. Faz uma orquestra tocar. Pega as sapatilhas, sapateia. Faz uma aquarela. Faz uma vida. Faz lá, sol, manda a dó se catar. Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigo. Faz corrida no parque. Fala pro seu analista, discute com Deus, se pinta de artista. Conversa sozinho, papeia com seu gato, berra aos céus, mas não se cala. Fala, vai. Pois “se você engolir tudo que sente, no final você se afoga”. É que emoções indigestas e encarceradas mergulham no coração mais tarde para explodi-lo.

E aí, me diz, quem será capaz de nos juntar? Jamais a mágoa e toda a lama que ela carrega será melhor do que a nossa paz.

⁠⁠Se os seus sonhos inacabáveis guiam os seus caminhos, lutem para que eles virem realidade sob a bandeira de seus ideais!

Defender-se da vida é difícil, ela sempre nos bate com força, alguns desistem, outros não aguentam a pressão. Mas logo percebo a cara dela quando levanto e falo: É só isso?

Veja sua estrada.Se nela encontrar flores,regue-as.
Se nela encontrar canções, cante-as
Se chove, banhe-se com a água pura que vem dos céus.
Se na estrada tem pássaros,observe-os voarem.
Se na estrada tem o calor do sol,receba seus raios.
Se na estrada tem crianças,permita que elas se acheguem
E receba a pureza que só a elas pertecem.
Se na estrada encontrar o amor,não o perca de vista,
Deixe-o entrar,aprenda com ele,misture-se a ele,
Ouça sua voz no silêncio da noite e no amanhecer.
Não se perca de seu caminho,não deixe que espinhos
Impeçam-lhe de seguir.Mesmo que encontre raios,
procure um abrigo e continue, jogue sementes de paz por onde
passar,verá que sua estrada ganhará o sabor de
uma vida feliz.

Reconstrua-se
Redescubra-se,
Reinvente-se,
Restaure-se e
Ressignifique-se.

---Olívia Profeta---