Sê quem és
Falibilidade
Senta só este pobre
Ainda sonha, ilude-se
Vive desta crença e melhora
Um coitado aos olhos elitistas
Um forte, um bravo
Vigoroso em seus ideais
O soco contra a covardia
O arroto diante da boa educação
A revolta, a espontaneidade, a graça
Um papel, só um bilhete
Anunciando o próximo encontro
Já não será tão breve
Está de pé, ainda
Inabalado e coerente
O tal quebra-correntes
Corre a todo o tempo
Do tempo que lhe foi imposto
E não desiste
Queimando panos e papéis
Jamais se curva, jamais entoa hinos
E à autoridade oferece seu repúdio
Andarilho livre
Que se nega a aceitar presentes, suborno
E bebe da fonte, não do copo
Vejam, estão limpos
Mas fazem questão em rolar na lama
Gostam de emporcalhar-se
Espíritos asfaltados
Nu e cru, vasto e fértil
Um dia falecerão todos de fome
A ganância de uns
A ambição de outros
E a morte da maioria
Em resposta, a disposição em dizer não
Bater sem as mãos
E ainda assim agredir
Ferir, desagradar e continuar a sorrir
Violar, destruir, destronar
Para distribuir felicidade entre os injustiçados
Bernardo Almeida
O resto
Dias tristes
Seguem-se um após o outro
Noites chuvosas e manhãs secas
No bar, deposito as minhas incertezas amorosas
Atrás de ti, não me reconheço
Ao seu lado sou completo
Mas meus versos não rimam com o seu nome
Sou andarilho, sou permissivo
Vejo seu corpo e cobiço-o
Mesmo que finja não enxergar-me
Em punho, outro poema
Para cantar a desilusão
Os desencontros e as armadilhas
Em princípio, sou o fim
E coloco-me a sua disposição
Sempre alheio aos acontecimentos
Bata em minha face
Derrame sobre mim a mais fria água
E desperte-me deste sonho inoportuno
Bernardo Almeida (Livro Achados e Perdidos)
Como viver com tanto medo,
limitando-se a sentir o que lhe é proposto?
Porque não girar o mundo e provar novos sabores?
Depois diga-me qual é o de melhor gosto.
Somos jovens, e jovens são como diamantes ao sol.
Um coração partido é coisa séria, e deve ser tratado,
ou pode-se envelhecer precocemente, e deixar de acreditar
que os sonhos podem se reallizar.
Eu tinha tudo sob controle, o acaso foi meu amigo muitas vezes.
Mas o seu cheiro foi me guiando; eu só quis provar da sua beleza,
que me cegou sem que eu percebesse.
Agora eu estou perdida, desejando voltar ao ontem,
ao seu cheiro, 'a sua companhia.
Minha paixão me levou a uma série de erros.
Mas isso não me aborrece!
O que me aborrece é saber que talvez você tenha sido indiferente,
quando acreditei que estivesse sendo encantador!
Me aborrece não poder te mandar para o quinto dos infernos,
ou então te declarar o meu amor!
Me aborrece sua falta de interesse em minha vida,
quando tudo nela passou a girar em torno de você!
Me aborrece não poder lhe cobrar o tempo que te ofereci!
Me aborrece não poder nunca mais ver você dormir,
com a sensação de que talvez você estivesse a sonhar comigo!
Me aborrece não saber se alguma vez você sonhou comigo;
ou se tudo realmente não passou de ilusão!
Me aborrece pensar que eu estava no meu melhor tempo,
e eu dediquei toda minha luz à você, acreditando que
talvez você quisesse sempre voltar e se aquecer no meu calor.
Quando na realidade, hoje me parece que você apenas... curtiu!
Eu nunca vou me arrepender, mas até toda a desilusão passar,
vou andar por aí, perdida em meus pensamentos,
conversando com o meu coração.
E tirando sarro do tempo...
Vou andar sem ter onde ir,
vou beber sem sentir o sabor,
vou comer sem ter fome,
vou me aquecer no calor.
Vou suar o meu sofrimento, vou ocupar minha mente com fatos reais.
Aqueles que são dolorosos,
aqueles que me faz questionar a vida.
E se alguém lhe questionar sobre o meu comportamento,
se alguém lhe fofocar dizendo que sou sem jeito...
diga-lhe que assim são os viajantes,
que estão sem dinheiro pra passagem porque gastou tudo o que tinha no ponto turístico da primeira cidade.
Não aconselhe-o a aferecer ajuda,
pois o viajante nunca quer ajuda.
O viajante quer viajar.
Lembre-se que o mar, apesar de todas as torrentes hibernais, e de todas suas águas, jamais encherá sua medida, pois no ciclo da água tudo, tudo mesmo , voltará ao recomeço.
De Viagem
Se eu deixar de aparecer e não souberes de mim,
sê paciente, espera
e não te inquietes a pensar no fim.
Eu hei-de renascer na Primavera
como a folhagem do jardim
e a luz que se derrama na cidade
de Lisboa ao respiro da liberdade.
Escusas, pois, de vir bater-me à porta
ou de deixar mensagem
no telemóvel, que eu fui de viagem
e o resto não importa.
Se queres uma vida tranquila envolva-se com o mínimo de pessoas possível e curta ao máximo esse mínimo que você conseguiu selecionar
Que tanto tentei
Quisera eu ter um sonho
Tornou-se objetivo, obcessão
Quisera eu ter antes visto a realidade
Tornou-se impossivel
Quisera eu ter já visto a realidade
Torna-se ainda sim meu sonho um dia
Quisera eu ter fé
Torna-se ela a esperança e a força da busca de meus ideias.
Se ainda não consegui,
Sei que a fé e a esperança não vou olvidar
Se tentei com ganas
Mas ganas posso alçancar
Ainda olhei no quarto escuro meu sonho que já havia se apagado,
Mas quando abri meus olhos, vi um novo horizonte,
Mesmo sem colinas,
Pois é apenas uma estrutura que ainda vou construir
Me perdi num só sonho,
Talvez tivesse uma bussola,
Que nada!
Perco de novo até objetivar,
Mesmo sem saber qual a rota
Que esta vou encontrar...
Manifeste-se!
Não seja omisso passar por aqui e nada de criticar, polemizar, estabanar, modernizar,
Alias, sei quando passou por aqui, sei a hora , o dia e o momento exato, só não sei quem tú és,
Não sei até quanto seu anonimato,
Não seja um rato ao se esconder, manifeste-se,
Não fique com seus pensamentos estocados, isso é doença!, Freud explica,
Adquira força para lutar, pense no bem , seja positivista,
Mas tenha cabeça no lugar, veja as possibilidades, veja tudo ao seu redor, pare o tempo...
Leia, escreva, critique, manifeste, assim como fez Platão, Aristóteles, Cícero, Maquiavel, Santo Agostinho, Willian Shakespeare, Von Lhering, Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Lock, Hobbles, Nietzche, Kant, Kelsen, Descartes, Sartre,Foucault Seneca, Sun tzu,Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Machado de Asis, Jorge Amado, Drummond de Andrade, Verrisimo, Raquel de Queiroz, Cecilia Meireles, Rubem Fonseca, Nelson Rodrigues, Mario de Andrade, Monteiro Lobato, Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Mario Quintana, Ferreira Gular, Gabriel Garcia Marques...
Ufa!!
Todos estes nomes, fizeram parte de nossa cultura humana , assim como nossa contemporaneidade devemo-nos fazer também, fazer parte dela , mesmo aqueles que tem o dom ou não, alias, é um caso particular, é algo puro ingenuo, mas que deverá ser libertado , não no momento certo, mas sim, no momento , em que deve-se libertar a mente para novos aprendizados, para um novo estilo de vida, "dê valor ao seu tempo, valorize o dia...", como disse Sêneca em Aprendendo a viver, mas pense, não lei somente livros, pense, tenha intervalos, como nos ensina Artur Schopenhauer, "pense por si mesmo".
O tempo existe?
O passado já não é, foi-se;
O futuro ainda não veio a existir;
O presente, o presente também não existe!
O que chamamos de presente é o simples encontro do passado com o futuro.
É uma divisão ínfima, não se pode ver.
O tempo é fictícil.
CULTIVAR AMIGOS É TÃO COMPLICADO QUANTO FAZER UM BOLO,SE TU ERRAS EM ALGO,PODE ACABAR COM TUDO.SENDO MAIS FÁCIL E RÁPIDO CRIAR INIMIGOS,MUITOS SE SUJEITAM À DECEPÇÃO,TRISTEZA,INFELICIDADE E EM MEIO AO MEDO SE PERDEM COM RECEIO DE DEMONSTRAREM SEU MELHOR,
Há uma caverna rodeada de cidades
Nessa caverna escura e cheia de tesouros
Esconde-se maravilhas e maldades
Oque pode se esperar entrando nela é sair sem ouro
Quem depositou sua confiança na razão
Perder a noção, oque nela entra não recebe perdão
Suas facetas fascinam, me faz pensar de quando era criança
Que gostaria a qualquer custo encontrar na caverna esperança
Oque se sabe dela é que tem um poder inimaginável
Estar nela e encontrar um caminho, é pra muitos impossível
Mas que se quiser muito alguém atende, com força inigualável.
Pode ser que você tenha até mesmo que encontrar o mundo invisível
Mas quando a caverna te mostra os tesouros, seja eles qual forem
Você talvez se esqueça de seus medos e terrores
Avida passa a ganhar sentido e cores
E a dor de quem muito andou é sanada com flores.
CADÊNCIA
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TIC… TAC… TIC… TAC…
O tempo desmarca-se
da cadência do relógio…
TAC… TIC… TAC… TIC…
O dia raia
nos ponteiros despontados
dos nossos braços…
TIC… TAC… TIC… TAC…
Somos sol e vento
de pura essência…
TAC… TIC… TAC… TIC…
Somos centro e cerne
doutra cadência!...
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2016
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📜© Pedro Abreu Simões ✍
(y) facebook.com/pedro.abreu.simoes
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