Sê quem és
"Desconcerte-se e se arranje quando puder. De nada vale o esforço sem a graça de rir de seus próprios alvoroços."
Douglas Melo
DESTINO FEBRIL
Engraçada e formosa criança
Sem cultura nem bonança
Esquece-se de sua herança
E o futuro? Traz a cobrança
Ah! Como és infantil
Vê novelas e crimes mil
Apaixonado pelo ardil
Criando um futuro vil
Pobre de cultura e temperança
Rico de falácias e lambança
Vive a vida na lembrança
De que sexta tem festança
Assuma o destino febril
Seja janeiro, seja abril
Transforme o país gentil
No que sonhamos, o Brasil
Alegre-se meu amor, as batidas do seu coração ainda não estão contadas assim como as do meu também não, e se rir é o melhor remédio, quero te fazer estourar de tanto gargalhar. Quero contribuir para você ser risonho o tempo todo, embora você bem saiba o quanto eu sou idiota. Sinta o comprimento dando voltas na sua perna. Veja o tempo te dando “tchauzinho” enquanto a gente troca os pneus. Se cá caísse do céu uma corda, pra lá eu subiria e faria chover na sua cabeça. Choro porque sou feliz e porque você me faz viva. Mesmo que tenham se passado longos dias desde o nosso início, todo dia cabe a mim uma nova alegria e nada abate o que eu sinto e o que eu quero. Eu continuo acreditando, e será necessária uma morte cruelmente lenta para me fazer mudar quanto a isso. Se me perguntas sobre meus suspiros, digo-te que é porque não sei onde me guardar quando o espaço se acaba. Digo-te que às vezes me perco fora de mim, mas me pego de volta quase a não haver mais tempo. Você sabe muito bem como eu funciono, embora surpresas sejam inevitáveis. Só espero ainda te fazer feliz, assim como sempre me fez.
"Se é tão mais legal e emocionante estar apaixonado do que amando, deveríamos amar primeiro e se apaixonar depois. "
Em alguns momentos, quando o brilho da estrela refletir no olhar, lembre-se dos contos de fadas e volte sua atenção para o mar. Apesar de poder ser turbulento, ele também é belo, extenso, e palpável...
Amar e saber que a vida vai , amar-se e compreender deixar-se só onde tudo já não e mais uma dualidade , atravessar ruas , avenidas , caminhos , ser covarde consigo mesmo , o medo nada mais e que vontade de querer coexistir , a gente fecha os olhos , antecede o passo e vai se amando em ser um onde era "dualidade"
Noites sem fim... Se não se-dorme, pensa-se. Enfim, tudo compensa; outro dia iluminado ora vem. AJMusskoff.
Em alguns momentos, você pode até achar que a vida é amarga. Mas lembre-se...no fundo ela é doce.
Basta ter Fé para perceber.
Sábio é aquele que sabe que nada sabe, porque esse sim sabe que não sabe, e aquele que considera-se sábio limita-se a adquirir a sabedoria porque anda pensando que tudo sabe quando nada sabe.
O amor por meu próprio ser liga-se inseparavelmente ao amor por qualquer outro ser, por isso amar sempre deu certo.
A Cantora
Aquele momento ficou registrado nas fotografias
As luzes dos flashes refletiam-se nos olhares felizes fotografados
Jeitos, trejeitos, gestos. Cada movimento era registrado inúmeras vezes
A emoção estava no ar, olhos rasos d’água tentavam exibir sorrisos
Vozes não se escutavam, apenas aplausos acalorados e assobios
Ouvindo o público pedir mais e mais, quando o show já havia acabado
Ela voltou ao palco, mas não conseguiu mais cantar de tão emocionada que estava
O público compreendeu e a vendo chorar ali no palco, aplaudiu de pé
Era o clímax, o máximo para uma cantora iniciante
Foi a última apresentação dela no festival universitário da canção, realizado em Ouro Preto - MG. Ela havia sido classificada neste festival, e durante o festival foram apenas quatro apresentações, incluindo a final. Ela ficou classificada em terceiro lugar no dia da final. Ganhou um troféu e uma quantia em dinheiro. Os dez melhores classificados participariam da gravação de um disco de vinil daquela edição do festival.
Claudia ia completar dezenove anos, era filha de Dona Edna, que era uma das arrumadeiras da pousada onde eu estava hospedado em Belo Horizonte. Dona Edna era muito amiga minha, ela me acordava de manhã batendo na porta do meu quarto ás seis da manhã, para que eu não perdesse a hora para ir trabalhar. Conversava sempre comigo durante o café da manhã na pousada. Ficamos amigos, e como ela fumava, eu sempre trazia um maço de cigarros extra para ela de presente. Eu dava aulas de informática durante a semana em Belo Horizonte, e nos fins de semana voltava pro Rio de Janeiro onde eu morava. Conheci a moça quando estava saído para trabalhar numa terça feira de manhã. Ela estava sentada num banco no jardim da pousada onde sua mãe trabalhava, tentando aprender os primeiros acordes ao violão.
Ao passar por ela notei que seu violão estava bastante desafinado. Parei e me ofereci para afinar o violão dela, depois de explicar-lhe que o mesmo estava desafinado. Ela aceitou de imediato. Nos três meses seguintes, toda manhã a encontrava no jardim durante a semana. Ela tinha a sede do aprender. Ensinei-lhe os acordes básicos, entonação de voz, um pouco de harmonia e ritmos básicos.
Ela também escrevia canções, mesmo sendo ainda inexperiente na música, tinha uma poesia linda em suas letras. Por isso incentivei-a a inscrever-se no festival de música em Ouro Preto. Festival para iniciantes que acontecia todo ano. Mesmo temerosa ela foi e inscreveu-se no festival.
Escolhemos uma de suas canções, trabalhamos os acordes, melodia e voz. Ela fazia o violão base e voz, eu fazia parte harmônica e solo. Na primeira apresentação do festival, antes de entrar no palco ela estava muito nervosa. Mas ai, tive que agir com astúcia. Levei-a até um bar na entrada do lugar onde acontecia o festival. Tomamos uma dose de conhaque com limão cada um, num um único gole. Ela subiu no palco leve, linda e maravilhosa. Tocou e cantou perfeitamente.
Aquele momento ficou registrado nas fotografias. As luzes dos flashes refletiam-se nos olhares felizes fotografados. Jeitos, trejeitos, gestos. Cada movimento era registrado inúmeras vezes. A emoção estava no ar, olhos rasos d’água tentavam exibir sorrisos. Vozes não se escutavam, apenas aplausos acalorados e assobios Ouvindo o público pedindo mais e mais, quando o show já havia acabado Ela voltou ao palco, mas não conseguiu mais cantar de tão emocionada que estava. O público compreendeu e a vendo chorar ali no palco, aplaudiu de pé Era o clímax, o máximo para uma cantora iniciante
Belo Horizonte, 25-07-1986
Charles Silva
charleshenrysilva@hotmail.com
Charles Silva - Textos
http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=118203
Faça autoanálise!
Lembre-se! Antes de alguém você criticar
Analise a imagem que seu espelho irá revelar!
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