Se me Amas de Verdade
Tudo que olhos veem, é uma mentira interpretada por nossos filtros internos, que constroem uma verdade não real.
Muitas coisas na vida podem ser ajustadas. Mas a desonestidade não, dificilmente se ajusta. Quando a desonestidade é aflorada para que alguém pise no outro, o caminho é sem volta. A natureza da alma nesse campo prevalece junto a consciência de espírito. A mentira bem aplicada torna irreversível qualquer tentativa de remodelagem temporal. Ela assusta e deixa marcas que nem o tempo será capaz de apagar. Erros cicatrizam. Já a desonestidade que se pauta pela maldade sempre permanecerá fazendo dos arranhões diários feridas expostas e abertas. Até o extremo carece de limites. E qual é o limite que levamos para nossa vida? Diariamente somos testados. Somos testados pela vida numa prova sacrificante, mas necessária. É o senso de avaliação evolutiva que nos aplica provas diariamente. Isso vai definindo o estágio da nossa alma, e nos fazendo receber da vida aquilo que somos capazes de segurar. Benções ou lições. Bônus ou ônus. Castigo ou recompensas. E a avaliação que a vida faz sobre quem somos sempre nos acompanhará, porque dar está diretamente ligado com receber, seja pra qual lugar a gente for. Independe, inclusive, do tamanho da distância que iremos percorrer. Ela nos acompanha e não há mudança que tire de nós o que a alma carrega. Não há esquecimento para erros imperdoáveis. Quando fazemos da inocência do outro a impressão de uma culpa que não existe, rompemos o limite da corda. E esse rompimento faz da nossa corda algo eternamente frágil. Nunca mais conseguiremos amarrar nossa corda em nenhum lugar. É impossível dar nó em cordas pautadas em nossa consciência frágil. Não conseguimos amarrar nossa corda em nenhum lugar para nos segurarmos de uma ventania, fingindo que ela está forte quando na verdade não está. O primeiro vento vai mostrar que será infrutífera qualquer tentativa. Consciência carregada de culpa não se amarra, não se esconde, não carece nem é passível de remendos, não se esquece. A honestidade deve ser construída como os fiapos da nossa corda da vida. Ela deve ser o limite do que temos de mais forte e sustentável em nossa consciência. Porque ela será sentida apenas dentro de nós. Nada passa batido pela nossa consciência. Ela está sempre ali. Sentida e não falada. Individual e não coletiva. Dentro de nós e não exteriorizada como gostaríamos de ver. A desonestidade faz adoecer até a consciência mais forte, porque a consequência rasga a alma e não as aparências. E mais difícil do que pedir perdão para aqueles que outrora foram vítimas das nossas desonestidades, será perdoarmos a nós mesmos pelo mal e injustiças que fizemos ao próximo. Não é a culpa que vai carregar a gente para diferentes lugares. Somos nós que carregamos a culpa para onde a gente for. É um movimento implacável carregado de consequências amargas, porque só existimos na lembrança do próximo. Não existimos pelo que pensamos. Existimos pelo que pensam de nós. Penso, logo existo. Mas quando o outro pensa de forma sincera sobre quem somos, é quando existimos ainda mais. Por isso não estamos sozinhos no universo. Porque precisamos ser lembrados para que possamos existir. E de tudo que deixaremos quando partirmos, estarão apenas as lembranças dos outros sobre a forma como existimos aqui. Daí a importância da honestidade. Ela será o termômetro, será a forma como seremos lembrados. Será o pensamento vivo do que fomos em vida, ou na vida das pessoas em determinado espaço e tempo. E é impossível fugir da nossa existência. Nunca esqueça que a sua existência está diretamente ligada a lembrança que o próximo tem de você. Não se vive para nós mesmos. Vivemos em comunhão com o outro. Seremos sempre aquilo que fazemos para o outro. Por isso Jesus nos ensinou a amar o próximo como a nós mesmos, e também a não fazer com o próximo o que não gostaríamos que fizessem conosco. A honestidade é construída na infância. Ela define a nossa existência no futuro. Daí a necessidade de uma reflexão sincera sobre a honestidade que habita dentro de nós. A nossa honestidade com os outros e para a gente mesmo, sabendo que é impossível desassociar uma da outra.
Renunciar... é sufocar com os olhos rasos d´água um sofrimento atroz, e a tanta mágoa, poder dar as nuances da ventura; é conseguir introverter o pranto e transformá-lo em mavioso canto, dando à lágrima a forma da ternura. Renunciar... é calcar toda angústia dentro da alma, aparentar tranquilidade e calma, desditoso, fazer feliz alguém; é transbordar, ingenuamente, a vida num sorriso e dar de si tudo o que for preciso dessa alegria que não mais se tem. Renunciar... é ir vibrando num desejo louco de ganhar um pouquinho, ainda que pouco, quase nada e de tudo o que se quis. É trancar os soluços na garganta, e a si próprio dizer: "gargalha, canta, para que o mundo pense que és feliz". Renunciar... é resistir, sereno e sem queixume a uma ausência que o tédio, é dor, voz da saudade, família, cachorros, vozes da saudade que uivam solidão. É percorrer tão ásperos caminhos, transformando em mil rosas e espinhos, abrindo a toda gente o coração. Renunciar... é pressentir uma canção dolente, das que chegam à alma, de repente, e extasiado, não pode falar. É sentir nessa doce linha a tristeza mesclar-se com alegria, num amargo prazer de recordar. Renunciar... É colorir, de inúmeras matizes os sorrisos que escondem as cicatrizes, no mais fundo recôndito do ser. É agradecer, a cada instante, a inabalável fé, a fé constante, que nos dá tanta força para viver... Renunciar...
A exposição do corpo em algumas situações é necessária, em outras aceitável culturalmente, em certos momentos tolerável e em outros inaceitável ou até um crime! Mas como a Bíblia a classifica em cada uma dessas situações é o que realmente interessa...
A maioria das pessoas inteligentes e intelectuais não consegue alcançar o conhecimento da verdade do evangelho, mesmo sendo cristãs, pois a soberba as domina e acreditam que podem desvendar os mistérios de Deus por meio de sua sabedoria. As exceções são aquelas que não confiam em seu próprio intelecto, mas são humildes o suficiente para reconhecer suas limitações diante do que é maior que elas.
Se não houvesse uma verdade absoluta como referência, isso implicaria que estaríamos sujeitos à incerteza, e cada indivíduo formaria sua própria visão da verdade, influenciada por suas experiências e perspectivas pessoais. Nessa situação, cada pessoa teria a liberdade de seguir suas próprias convicções e enfrentar as consequências de suas decisões, sem qualquer orientação ou padrão de comparação, semelhante a um aluno em uma escola sem professor e sem nenhum material pedagógico. Não foi
Quando você se sentir verdadeiramente deslumbrado por Jesus, suas palavras ao falar sobre ele serão apaixonantes, e as pessoas serão atraídas a conhecê-lo pelo entusiasmo genuíno que perceberão em você.
Cada palavra proferida a partir de um púlpito de uma igreja carrega uma responsabilidade significativa e deve ser expressa com verdade e sinceridade.
Em cada ensinamento de Jesus, é frequente encontrarmos a expressão "Em verdade vos digo". Isso nos transmite a mensagem de que tudo o que Jesus falou foi com sinceridade e autenticidade, e é dessa forma que seu evangelho deve ser compartilhado e propagado.
Quando Jesus enfatizava que falava a verdade, não estava usando uma "afirmação de honestidade" comum em mentirosos para conquistar confiança. Ele queria mostrar que não tinha a intenção de enganar, ao contrário de outros, e suas palavras estavam totalmente alinhadas com suas ações, o que reforçava sua autenticidade. Sua conduta exemplar corroborava suas palavras, tornando-o uma fonte confiável de ensinamentos.
As filosofias, as ideologias, as religiões e a ciência são distintas formas de compreender o mundo e a existência humana. No entanto, quando comparadas à mente projetora de todas as coisas, elas se tornam pequenas e limitadas.
Muitas vezes, os questionamentos e dúvidas não surgem apenas de uma busca genuína pela verdade e conhecimento, mas também podem ser reflexo de uma soberba oculta que a pessoa pode não estar ciente de possuir.
