Se Fosse Só Sentir Saudade
Do que adianta esperar sentado
Se o caminho é longo a percorrer?
O encontro só é realmente agrado
Quando se tem algo a se conhecer.
A busca é o que traz sentido
Caminhando é possível encontrar
O que parece estar escondido
Talvez nem tão longe a alcançar.
Mas é preciso ter perseverança
E não desistir no primeiro desafio
A jornada é a grande valentia.
O encontro ganha significância
Quando se busca um novo mundo
O que era raso se faz rico e profundo
Segue o caminho que só tu podes trilhar. As pontes que precisarás construir. E o rio da vida que terás de atravessar. Só tu és capaz de te superar e prosseguir
Não te deixes enganar pelos atalhos fáceis nem pelas falsas promessas dos semideuses, pois a tua essência é única e preciosa, e tua autonomia é o que te faz vitorioso
Segue o caminho que te leva além do rio Pois nele encontrarás a tua verdadeira essência, não importa onde ele leva ou o que nele há
O importante é que só tu podes segui-lo, e ao final da jornada, o teu coração será preenchido, pela satisfação de ter trilhado o teu próprio caminho.
Ele era pobre, estúpido,
um coitado...só tinha dinheiro.
O outro era rico, meigo e educado,
e fazia poema para um amor encantado.
Mas ela, em seu coração dividido,
Não sabia bem como proceder,
Pois o dinheiro do primeiro atraía
Mas o carinho do segundo fazia seu coração pulsar.
O primeiro esbanjava sua riqueza
Mas era fútil e sem paixão,
Enquanto o segundo lhe dava amor
E nunca era movido por ambição.
Assim, decidida a escolher,
Ela optou pelo amor verdadeiro,
E foi feliz ao lado do rapaz educado,
Com quem viveu um amor eterno
Impossível viver só, sem amor ao lado,
A vida, então, seria um engano profano,
Pois o amor, divino sentimento abençoado,
É o doce canto que transforma o ser humano.
Como um vinho que embriaga a alma inquieta,
O amor encanta e envolve com sua magia,
Em seus braços, a solidão se desfaz completa,
E a vida ganha uma nova sinfonia.
No encontro dos corações, nasce a poesia,
Um vínculo eterno, sublime e sagrado,
Do amor, a essência que nos guia e alumia.
Impossível ser feliz, solitário e isolado,
O amor é o elo que entoa a melodia,
Um abraço divino, um encanto enlaçado.
Evan do Carmo
IPANEMA
Ipanema, Ipanema
Sem Vinícius
E Tom Jobim.
Ipanema, ai que pena
Só restou isso pra mim
A leitura de um poema
Ipanema, mar sem fim.
Na imensidão do do céu
Olha o mar um querubim
A lamentar esta cena
Ipanema tão pequena
Sem Vinícius e Tom Jobim.
Ipanema me distraio
Vendo a praia, cai a tarde
E o sol tem pena...
Nada cura esta saudade,
Deste amor que sempre invade Minha alma tão pequena.
Confissão de um artista incompreendido
Eu só sou artista quando escrevo.
Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.
Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.
Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.
É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.
E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.
O Alter Ego e o Labirinto
Na literatura, o alter ego do autor raramente é um só.
Ele se desdobra, se infiltra em múltiplos personagens, e por vezes se oculta no que não é dito, no que se evita.
Em Labirinto Emocional, meu primeiro romance, publicado em 2005, meu alter ego se dividiu em dois homens: Valter e Paulo.
Valter é jornalista, alcoólatra, devastado por uma perda que o tempo não cura — um filho perdido na Europa, tragado pelos rastros da guerra.
Ele carrega o peso da memória e do fracasso, mas também da lucidez crua de quem já viu o mundo pelo avesso.
É um homem que já foi centro, mas hoje gira em torno de um vazio.
Paulo é músico da noite, filho da boemia carioca.
Conhece Valter em Copacabana, num tempo em que os bares tinham alma e a amizade era vício raro.
Paulo vê em Valter um espelho trincado — e, talvez por isso, não foge dele.
Eles criam uma amizade intensa, marcada por silêncios, desconfianças e lealdades tortas.
Enquanto Valter afunda nas suas crises, entre surtos e lapsos, Paulo se aproxima de Rute, a filha única de Valter — a mais bela, a mais viva — e casa-se com ela.
Não há escândalo. Há destino.
Paulo se torna o cuidador de Valter, quase um herdeiro não nomeado.
É ele quem permanece quando o mundo se vai.
Talvez o alter ego não esteja só em Valter. Nem só em Paulo.
Está no abismo entre os dois.
Na fronteira tênue entre decadência e continuidade.
Na pergunta silenciosa: quem somos quando os outros começam a cuidar do que um dia foi nosso?
Labirinto Emocional é isso.
Não é apenas um romance sobre amizade, amor, decadência e lucidez.
É um romance sobre o artista diante do espelho:
partido entre o que viveu e o que ainda insiste em escrever.
FARDO
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você...
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você.
Diz o poeta, com razão:
Que amor demais dá combustão.
Acende o fogo da paixão,
Mas toda chama, um dia, apaga.
E todo amor, meu bem, um dia acaba...
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Uma frase para terminar o mês de setembro, mês do combate ao suicídio: "Você só depende de uma pessoa para ser feliz, você mesmo." Lembre-se. Toda vez que você quiser por um ponto final em sua vida, que ele sempre venha acompanhado de uma vírgula. Temos a vida toda para recomeçar, reconstruir e como uma fênix nós renascernos das cinzas...
"O arrependimento é necessário pra todos, mas só alguns usarão dele, e outros se arrependeram de não te-lo usado quando podiam... Ouça o que o Espírito de Deus diz às Igrejas"
"Não fique feliz com a derrota do seu irmão, amanhã pode ser você, porém em vez de tripudiar sobre a sua dificuldade, dele bons conselhos"
"O tolo acha que engana todo mundo, mas esta enganando só a si mesmo...
Até o diabo sabe seu fim, menos o tolo!"
"Deus sempre foi bom pra mim, até mesmo quando eu so tinha lágrimas nos olhos, Ele me deu seu ombros como consolo, e me estendeu as suas mãos"
O evangelho de Cristo, épara os fracos!
Só os fracos precisam de Deus!
Os "fortes" se perdem na ignorância da sua força.
"Jesus chorou, porque entendeu, que o só o amor era capaz de curar as feridas da alma e do mundo, e salva-los da morte eterna"
"Você só sentirá o gosto de
uma derrota se aceita-la.
Enquanto estiver em pé
haverá luta, enquanto houver luta, a esperança da vitória estará ao seu alcance"
- Relacionados
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de saudade para dizer tudo o que o coração sente
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Textos de Saudade
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
- Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
- Saudade Pablo Neruda
