Se Fosse Só Sentir Saudade
Diz-se que um cão só fecha os olhos para morder alguém muito feio. Fui mordido, e ele estava de olhos arregalados. Ele me machucou em uma parte desprotegida: a sacola de carne que seria meu almoço
Tem gente que passa pela vida da gente ...
Que só encanta
Nos ilumina
Nos clareia
Nos liberta
Gente simples , que está sempre pertinho ,
mesmo distante
Gente que até mesmo em silêncio
nos deixa contente
Gente que chega sem intenção de nada ... Nada
Apenas de se doar com a pureza do coração.
Gente que não inveja e nem cobiça o que
é dos outros
Mas apenas se doa sem nada em troca .
Gente que já veio desenhado de ouro
Que tem cheirinho de Deus e do Amor
Gente feito flor sabe ?...
Que desabrocha e perfuma seu jardim
sem pensar se todos irão colher ou entender
o seu florir.
Gente que veio ao mundo para o bem
plantar , sem pensar em quem
e por que se deve
amar .
E é com essa Gente que anseio
caminhar !
Enquanto as pessoas ligarem só para melodia, em vez da letra de uma música, haverá discriminação musical ...
Dance na leveza da vida
Solte-se
E permita-se flutuar...
Nas asas curtas do tempo!
Viva!
Só não se entregue aos desânimos
Pois enquanto existir esperanças e fé o ballet
Dos dias tornam-se
Belos
Serenos
E adoráveis nos seus limites de apresentações
Mais com aplausos demorados
No palco que é só nosso!
O mundo já acabou tantas vezes para mim, e eu o reinventei, que se acabar hoje também, só vou ter o trabalho de reconstruí-lo mais uma vez!
E quer saber?
Isso fica mais fácil a cada reconstrução.
Façamos dos nossos desejos e anseios,
doces momentos de total entrega.
Com uma cumplicidade que só almas
gêmeas podem desfrutar.
FIM DA VOLTA (soneto)
E pelo cerrado eu fui, prosseguia
No coração só saudades e medo
No olhar lembranças em segredo
O vento pálido em prece reluzia
Longínquo o horizonte, romaria
Espesso e truncado o arvoredo
Rasteiro, estava mudo e quedo
Nenhum pio ao derredor ouvia
Parca aragem, alma em degredo
Ferindo-me no silêncio aí eu ia
No peito a dor velava o enredo
Fim da volta, para ti eu partia
As mãos tomando-me um aedo
Tive que aprender nova alegria...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
Tem coisas que só consegui revelar hoje. Não porque antes não era capaz. Na verdade, atrasaram-me muito, a oportunidade, conquistada com muita luta, de mostrar meu valor, veio somente agora
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