Se foi o Tempo Chegou o Tempo
Desencontros
Onde foi que nossos olhos se perderam
Onde foi que nossos corações
se desviaram?
Para onde foram os sentimentos
Que em mim se engasgaram
Para onde foram as borboletas
Que aqui habitaram um dia
Para onde foi todo o nosso amor?
Estou em abstinência
Esse amor que tanto me vicia
Que me leva a loucura
Para onde foram, todas as flores?
Meu bem.
Você me disse que ser como eu é estranho, mas, para mim, você é a pessoa que não foi capaz de encontrar uma única coisa preciosa dentro daquela enorme pilha de lixo.
(Bam)
Tudo foi sempre por causa do egoísmo. A vida toda.
Só temos que entender que as coisas pertencem as coisas,
nunca foi pra nos pertencer pois tudo tem a si mesmo como tutor ainda que temporário.
the dream is always the same
pelo olhar sensível de gael, anita foi registrada
ao sorver seu remédio urbano, uma panaceia
de talos nutridos em gosma atmosférica
da dedigrisa pauliceia desvairada
simulacro bem efeito e postado
ante o brilho de coreografado reboliço
de dedos glissantes e stacattos
o par ex-sedento caiu na trombada
no que a chôcha vontade degringolava
e se quase cantava batalha gorada
gael cuidava de martelar o pino
na prenda rosa-médio cada vez mais baça
anita lhe dizia, sem fogo nas bilas vagas
que uma diezira tremenda lhe acometia
ao superlotar-se a polpa sanga
de estandartes fincados em várzea
gael, já morto no banhado
– o coco esbagaçado –
queixou-se de cafubira baita
e baliu: não sei de nada!!!
Decaimento
O amor que era grande
aos poucos, foi diminuindo.
Também foi diminuindo
Minha vontade de viver
Pra que viver se não vou ter você?
Sozinho eu fui ficando
Até que, em meio às trevas,
Fui me afogando
Eu lhe procurava, mas não lhe encontrava...
Até que um dia
Cheguei na escuridão sem fim
A morte me levou
Pra nunca mais viver assim.
bom é acordar sabendo que a carência que um dia nos afligiu foi embora habitar no espaço.
Não importa o que aconteça na guerra da vida; com facilidade ou dificuldade
SOMOS nós mesmos
os responsáveis pela nossa felicidade !
não desisto de meus objetivos e sonhos.
Com a força do alto vou vencendo os obstáculos e sei que Pra Deus somos todos raridade
E foi na solidão que encontrou o prato cheio que saciou a sua fome de entender as injustiças do mundo!
O poder foi dado a nós para escolhermos o caminho a qual devemos seguir, diante do equívoco não inventemos desculpas e nem busquemos a quem culpar, assumamos nossos erros e insistamos em consertar. É melhor chegarmos feridos do que ficarmos ilesos perdidos pelo caminho.
OVERDOSE DE AMOR “
Rauzi de Carvalho Pereira.
Nosso amor foi tão sublime,
tanto o teu quanto o meu,
mataria até de inveja,
Julieta e Romeu.
Me dopava com teus beijos,
me embriagava de abraços,
viajava nas carícias,
perdia até o compasso.
Quando na cama eu te tinha,
era como se nada existisse,
a gente se entrelaçava,
mesmo que o mundo caísse.
Parecia que até,
nossas almas, nos deixavam,
e voltavam envergonhadas,
quando tudo terminava.
Era tanta entregação,
era tanto amor fiel,
acredito até que os anjos,
aplaudiam lá do céu.
Era a sede de um camelo,
era a fome de um leão,
às vezes faltava ar,
dava até palpitação.
Nosso amor era na sala,
na cozinha e até na mesa,
quando você apagava,
eu te mantinha acesa.
Às vezes me derrotava,
às vezes eu enfraquecia,
mas o que você inventava
era até covardia.
Nosso amor era de dia,
de noite ou madrugada,
você sempre motivava,
se mostrando apaixonada.
Se arrumava para mim,
parecia uma rainha,
eu dizia que era teu,
tu dizias que era minha.
Te amei e fui tão amado,
que isto me assustou,
tive medo de morrer
de overdose de amor.
luzes.
você era a luz que iluminava meu quarto e minha alma
e quando você se foi
eu fiquei no escuro
sedenta por luz.
esconde-esconde
me escondi atrás de um poema
mas não era largo
o suficiente
o pior foi me esconder
displicente
atrás de uma vida tão...
transparente.
Então foi isso que eu ouvi quando fechei os olhos: o silêncio.
O silêncio de tudo que me era desfavorável, desnecessário. De tudo que me era contrário, oposto, adverso, vulnerável. O silêncio de um coração, que mesmo pulsando fortemente pelo abismo, não me traziam sons, apenas sensação de medo e fraqueza. O silêncio que me acalmava por dentro, cicatrizando feridas de abalos imagináveis causando pelo velho eu.
O silêncio permeava como voltas sem fim.
O silêncio nada mais era que a minha aflição agoniante de está perdido no que fui um dia e que no fundo continua existindo dentro de mim.
Verão de 1994
Lembro bem, pós copa do mundo, verão de 1994.
Foi quando me despendi da bolinha de gude, das barrinhas e peões, do esconde, esconde.
Das aventuras de cada lugar e onde.
Oh verão.
Peguei o trem, atravessei o oceano e estava eu a beijar um sonho.
Vaguei suspirando, com medo e preocupado, porém a saudade na mudança das estações.
E foi dada a largada, logo, logo se despedindo da adolescência e como penitência a flor.
Sim, passei pelo jardim e senti o sabor.
Foi dado a largada, rumo ao sonho, rumo ao engano, a ilusão, a real situação no semblante juvenil.
Enquanto isso, mau comecei sonhar, aquele sonho crucificado de modo medonho, a cicatriz é viva, grita e dói, as vezes corrói o passado turbulento.
Não sei nem explicar esse enredo que ainda não teve fim, inverno que se faz inferno, também a primavera a florir.
A mais bela e perversa canção, uma vida contemplada pelo extremo, continuo a jornada, titubeante pela paixão, aquela consideração pela amada.
E o sonho, deixa pairar e existir, no outono talvez me encontrei aqui a oportunidade de chorar e sorrir.
Vivo na contradição, meu coração com as sequelas das frustrações, a mente fragilizada e um brio vivo pela esperança de um novo verão.
Giovane Silva Santos
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