Se foi o Tempo Chegou o Tempo
Eu te dei espaço e tempo para consertar as coisas e você os usou só para voltar como se nada tivesse acontecido. E eu sou taurina. Tudo o que eu te dei eu também me dei a mim. A diferença é que agora, pra mim, também nada aconteceu, mas eu não voltei pra você porque eu me reconstruí no seu silêncio.
Não tive filhos
por dois motivos:
por falta de tempo
ou porque Deus
deve ter escrito
algo diferente
no meu destino.
Não desencorajo
quem quer ter,
porque tudo tem
a sua razão de ser.
Há quem lembre por
esta razão de Uadi,
e comece a comer Pequi
por crer talvez no Divino.
Só me lembro mesmo
é da Ciência por ser
o conjunto de tudo que
fez a gente chegar até aqui.
(É sobre orientação e respeito).
Não custa lembrar
que ainda é Primavera
no Hemisfério Sul,
Estamos em novembro,
é tempo de floração
de Tucaneiro do achado,
dizer que sinto do amor
não ter encontrado.
Não há nenhuma regra
teoria da conspiração
segredo ou que eu esteja
buscando o inatingível;
Quero o quê é simples que
tem a força diária de fazer
o quê for preciso para ser.
Estou buscando por você
que é tão humano quanto,
querendo acertar o passo,
o amoroso sentimento
no afã de um acordo perene
e cúmplice com o tempo.
Observar o tempo
no florescimento
do Murici arbóreo,
Não se esquecer
da própria História,
é usar a sua lógica.
Honrar quem fez
o caminho primeiro,
Não querer fazer
as coisas do seu jeito.
Aceitar o destino,
moldar-se a rota,
partilhar e abraçar
sem receio a multidão
colocando-a no coração.
Floresce e resiste as estações
do tempo na Mata Atlântica,
a Rainha-do-abismo nesta terra
de Santa Catarina romântica.
Inspirando também a acontecer
do amanhecer ao anoitecer.
Manhã de Sol e noite enluarada,
Porque tu és flor enraizada
e filha de cada novo alvorecer
desta Pátria nascida libertada.
Não preciso te dar este poder
porque ele é teu desde nascer.
Está em tempo de aprender
a respeitar e de reconhecer
o legado da ancestralidade
da terra e da que cruzou o mar,
e que até o nosso idioma
por cada qual foi moldado,
sem criar um novo pecado.
Cultivar o olhar não limitado
pela cronologia e que encontra
na mata o Vassourão florido
sob o céu de novembro vestido.
Deixar-se levar pela festa do que é
de fato culturalmente enraizado,
e não mais se permitir seduzir
por aquilo que nos foi empurrado.
Tudo o quê a dança
do tempo faz em mim,
Tem me preparado
todos os dias para nós,
Canta o Bem-te-vi,
o vento sopra a Licuri,
Se dizem que amar
faz mal que nada de ti
e de mim nos afaste,
Que destino nos aproxime
e a gente se segure,
E que a importância alheia
não nos ocupe e nem capture.
Sem nenhuma pretensão
de ser nenhum pouco
diferente do que sou,
não volto atrás no tempo
que por mim passou.
O meu próximo rumo
é sempre em frente,
não disputo os espaços
que não me pertencem,
até as plêiades sabem.
Sob os teus olhos entre
as grumixamas que tingem
os lábios e a imaginação
rendidos para o gamahuche
inaugural para a cavalgação.
A sorte por nós foi lançada,
não é mais um jogo de sedução
que não vai dar em nada,
estamos na mesma conexão
a cada dia mais alinhada.
Perto do tempo da Inuíba
florescer existem razões
imperiosas para te dizer
porque é preciso crescer.
Sempre que deixo alguém
é porque foi dado motivo,
Não caminho junto com
quem faz o outro diminuído.
Longe de ser narcísica
a visão e o autovalor
os mantenho refinados,
para ser sempre preservados.
Diante de ações e palavras
pelas quais não as procurei,
ao lado de quem as elegeu, não fico;
para não abalar a beleza do caminho.
Sem vê-lo pressinto
que se casou por dentro
comigo sem saber,
Dezembro é tempo
de Faveiro florescido
e de viver convicto
o seu amor junto comigo,
por tudo aquilo que
ainda não fomos, somos
e seremos até o infinito.
Na colheita da Guáçatonga
do tempo sentir por detrás
tomando conta avassaladora
o ritmo adorável e implacável
dos teus suspiros devoradores,
E consentir que os teus beijos
totais se tornem senhores.
Cobrindo-me toda com a tua
pele masculina reluzente e solar,
Abrindo o espaço sem pestanejar
ao êxtase opulento me levar
ali mesmo pelos teus apalpos
aos andares da intimidade,
E pelos teus ousados abraços
render-me com gana e liberdade.
Deixar o teu olhar fio sedutor
conduzir a instrução
de cada toque arrebatador,
Com os nossos lábios
impulsionar o desejo imparável
de manter entrelaçados
o amor, a paixão e o inevitável;
Como se fosse a primeira
vez que a gente tivesse namorado.
(Sem receios e sem reservas
das expectativas românticas
transformar dois ímpares em par).
A ventania traz o tempo
para dançar com a gente,
Fazendo o Araçá-grande
gentilmente balançar
as flores a desabrochar.
Ouço Cantar os Reis
vindo se aproximar,
Queiram ou não,
vamos todos sorrir,
se divertir e a paz total
haverá de prosperar.
Os Reis Magos
irão nos abençoar
sob a luz da querida
Estrela de Belém
que irá nos iluminar.
O desamparo fértil
das circunstâncias
da vida fala o tempo
todo nos ouvidos,
Eu quero saber quando
chega a liberdade
dos presos políticos.
Ah! A região sórdida
do inconsciente
que não deixa
a razão descansar
para encontrar
a saída para
se reconciliar
com toda a gente.
Este travesseiro
parece um mar
e a mente um
barco a balançar
lembrando
que o General
está preso injustamente,
uma tropa, paisanos
e um velho tupamaro
em trágica situação igualmente.
Tudo isso é de rasgar
a minh'alma abertamente
que aleatoriamente
segue como a poetisa
destes invisíveis incansavelmente
Confesso abertamente que,
não tenho nenhuma pena deles, porque cada um está escrevendo
com honra clara um capítulo
para mudar o curso da História
e devolver para a Venezuela a glória.
Os heróis jamais serão
dignos da minha pena,
Cada herói merece mesmo
é mais de um poema,
Assim como o Esequibo
merece aparecer em todos
os mapas que estão em equívoco.
Tenho pena mesmo
é dos covardes que insistem
em se abrigar na soberba
se distanciando de viver
a vida com paz, dignidade
e em reconciliação com a verdade.
Alma indomável de Cavalo-lavradeiro
livre, leve solta no seu próprio tempo
de ser menos urgente e mais presente,
Sentindo o perfume da liberdade
ao encontrar a sua própria verdade.
Permitido reger-se pela Via Láctea
sem perder o prumo e o rumo,
E pacto pleno com o imediato
em nome só do que faz sentido
afastada daquilo que é vazio.
Não se permite deixar dominar,
e também dominar porque sabe
os caminhos permitidos que permite
galopar até o seu igual encontrar,
e o seu próprio mundo entregar.
No Hemisfério Austral,
deixar que as fases
do tempo encantem,
Fazer a colheita
da beleza no Maitén,
Beijar e ser beijada
por tudo o que mantém
o coração batendo,
os olhos brilhantes
e a alma em elevação
para sereno e o sublime,
Para do amor não haver
nenhuma distração -
e nos reunir em gamação.
Diante dos teus olhos que
são onde convergem o céu
e monumentos do tempo,
Mesmo que ventos contrários
soprem nas nossas faces,
Convicta ando insistindo
para que o nosso mundo
íntimo não tenha destino
igual ao da Linha Durand.
Pisoteei caleidoscópios,
rasguei todos calendários
e quebrei muitos relógios,
Por recusar viver a vida
toda a mercê do acordo
entre o cavaleiro e o emir,
Está para nascer quem irá
ditar os meus valores a seguir.
Por saber que a história
não começou a partir daí,
As minhas próprias regras
fui eu quem escrevi,
E uma delas é que impérios
sempre as próprias covas
por si mesmos cavarão.
Confio na predição forjada
por lágrimas, sangue e fogo,
e na sublime ambição
que converge na sua direção
levando o teu amor no coração
com a certeza da tua retribuição.
Um pacto romântico
raro para este tempo:
Tornar-me a Rainha
neste Maracatu Rural,
Ser a dama especial,
a tua Lua Brasileira
no céu do sentimento;
E ser o paraíso total
no teu pensamento
a todo o momento,
Porque quero que seja
o meu divino Rei,
o dono do fechamento.
Ascender os patamares
da real conexão requer
o conhecimento da rota,
das passagens do tempo
do canoro íntimo que toca
no auge do florescimento
do Jacarandá bico de pato.
Tatear o etéreo deleite,
descobrir a veleidade
e a provocante leveza
em total liberdade,
paz e com a intensidade
do amor transparente,
que a estação certa haverá
de conceder para a gente.
Sei que não é diferente
do que passa contigo,
ainda em recolhimento
mantenho o momento
em embalador cultivo,
porque reconheço que
não sou deste nosso tempo,
embora no fundo seja
mais simples do que aparento.
29/12
Ninguém precisa
se afirmar o tempo todo,
Fale o necessário,
e deixe o tempo virar o jogo.
29/11
Existem certo confrontos
que fortalecem os inimigos,
Simplesmente não entre
neste circuito e nem conceda
combustível para ele ter nenhum
argumento contra você,
Cuide dos seus objetivos acima
de qualquer tentação
de se desviar do destino.
29/10
Se você foi muito ofendido,
e o ofensor está numa situação ruim,
Não interfira no caminho,
e nem sinta culpa por isso,
Porque se fosse o contrário,
ele sem culpa acabaria com você,
e devido a isso tu não tens o dever
de ser herói com quem na primeira
oportunidade acabaria contigo.
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