Se eu Tivesse Asas
Soneto : Asas Da Morte
Sigo em ritual fúnebre queimando em brasas
No fogo ardente que me queima vivo
Meu coração sustenta seu lado abrasivo
Enquanto meu corpo mergulha em águas rasas
Afogando-me aos poucos, num rio sangrento
Um mar de ódio que dos meus olhos vaza
Neste mar talvez que minha alma jaza
E segue em seu íntimo sem sentimento
Talvez por um tempo eu mesmo me conforte
Com a dor que enfrento em minha consciência
Ou somente viva crendo na ciência
Que talvez um dia eu possa voar distante
Enquanto meu lamento segue tão constante
Voarei nas asas desta nefasta morte
Já quebrei asas de amor depois voei Já me encantei mas consegui chegar
Peguei carona no trem da saudade.
Borboletas e Casulos
Então,
a Borboleta resolveu sair do casulo.
Pintou as Asas,
vestiu se de alegrias
e foi conhecer novas Flores.
Sorriso da Flor.
Para alegrar a entristecida flor,
pintei as minhas asas,em seu
entorno voei feito beija flor.
O sorriso, da então entristecida Flor,
a todos contagiou.
Quando o legislativo é forte e soberano, o morcego-rei é esvaziado e terá as suas asas cortadas.
Pensamento do Livro “O Pântano” do autor (Editora UICLAP).
Sonhei.
Há como sonhei...Tanto sonhei..
Alto voei nas asas da imaginação.Desejei sentir tudo aquilo que havia para dar o meu coração,viver e dar vida a imaginação.E no fim era tudo ilusão.
Dia mundial da poesia - 21 de março
Ah, me embalo nas asas da poesia
no alvorecer de suas magias
nas horas estreladas
em devaneios
erguer os olhos e ruminar
para arriar na folha a fantasia
suspeita de um coração sonhador
lugar este que o mundo pouco percebe
o espaço ocupado
vivenciado
encantado
do artista poético
@zeni.poeta
Ouça o chamado
permitir-se à loucura é o dar asas onde a razão nos condiciona à um arrastar-se pesado em um chão aparentemente seguro, mas que logo tal peso no arrastar de cada passo fará com que os pés sangrem
neste chão "seguro", o choro evitado, a dor que não chega, a tristeza que se mantém ao longe, são apenas abreviadas
não há viver e sentir no Amor que tenha chego ao nosso conhecimento que não tenha nascido através da loucura de desprendendo-se de toda a razão dar asas a si mesmo quando tudo que se vê é a impossibilidade de voar
e mesmo neste céu imenso contemplando nuvens que não deveriam ali estar, nuvens de chumbo que não caberiam em nosso céu, que se nos chocarmos com elas inevitavelmente cairemos abatidos, no entanto, na loucura a que nos permitimos se nos faz acreditar que o bater de nossas asas a seu tempo afastará para longe tais nuvens de chumbo não permitindo que nos toquem, e por acreditar tão fidedignamente, assim acontece
sentimos, ouvimos nossas asas batendo...
tememos, imaginamos um choque nas nuvens de chumbo...
há um chamado ào céu da liberdade através da loucura do sentir
há um chamado à permanência do chão da segurança através da racionalidade do medo..
