Se eu Tivesse Asas
*Voar*
Sou um pássaro com destino traçado,
Asas abertas, horizonte almejado.
Mas a vida, sábia e surpreendente,
Ensinou-me lições de forma contundente.
Voar é liberdade, é sentir o vento,
É desafiar limites, viver o momento.
Porém, no voo, há mais a compreender,
Pois a jornada é que ensina a crescer.
Planando sobre campos e mares,
Encontrei belezas, desvios e pesares.
Cada batida de asa, cada desvio,
Revelou-me segredos e o verdadeiro sentido.
Entendi que o voo não é só chegar,
Mas também apreciar o caminho a trilhar.
Entre tempestades e o brilho do luar,
Descobri que viver é muito mais que voar.
Sou um pássaro que aprendeu a lição,
Que no destino há mais que a simples direção.
E que a viagem, com suas nuances e cor,
É um eterno aprendizado, é puro amor.
Admiro as asas que batem suaves ao vento, até emergir na certeza do pouso. E ali contemplo. Na luz que adentra os olhos furtivos, encaro a certeza ainda maior de que não quero esperar tanto para encontrar a beleza que não mora apenas no céu azul, mas também dentro do casulo. Mesmo que na pele ainda vista lagarta.
Nas asas do tempo chegamos até aqui, voando de tão rápido, os dias, os meses e os anos passaram. Será que realmente vivemos ou apenas passamos sem perceber. Pois bem, ainda há tempo e vida, vamos pensar sobre isso.
"Os filhos são como pássaros: criamos asas neles para que voem longe, mas o ninho sempre guardará o calor do amor que os espera de volta."
A imaginação cria muitas asas, mas às vezes são
pesadas demais e nos impedem de voar como pode-
ríamos. As minhas me conduziam para tropeçar nas
minhas próprias ideias.
(Maria Antonieta da serra do Ramalho)
Não há vencedores de asas quebradas
O que há é vencedores com asas amareladas por tê-las quebrado.
Vencedores sofrem menos com as asas quebradas que com a justiça de conserta-las.
Não faça de sua mente sua prisão, ou câmara de tortura. Faça de sua mente suas asas, e fonte de maravilhas!
ASAS DE LIBERDADE
Parti leve como as borboletas.
Deixando memórias pelo ar.
Um sussurro doce, uma despedida.
Que o vento insiste em carregar.
Nos jardins onde a vida floresce.
Entre cores, perfumes e luz.
Minha alma agora repousa.
Onde o tempo não me conduz.
As asas levam sonhos antigos.
Pintados em tons de esperança,
E cada voo traduz o desejo.
De reviver a eterna dança.
Se me buscares, olhe o céu.
Ou sinta o perfume a soprar.
Pois eu danço entre as flores.
Onde a liberdade é meu lar.
ASAS DA NOITE II
Quando a noite chegar e o céu escurecer,
A lua será nosso farol para nos guiar.
No silêncio do mundo, basta somente ficar,
Você ao meu lado, firme, sem hesitar.
Se as montanhas caírem, e o chão desmoronar,
E com forte paixão o mar rugir,
Não haverá lágrima, não haverá temor,
Pois tua presença será meu cobertor.
A leveza do instante, a modernidade de um olhar,
É na simplicidade que se aprende a amar.
Fique comigo, onde quer que seja,
No compasso da vida, no alento do amor
.
E quando o vento soprar, trazendo incertezas,
Saiba que juntos somos fortaleza.
Como a melodia que o tempo não apaga,
Somos harmonia, somos alma que se abraça.
“Fantasia”
É querer ser o que não é.
É querer voar sem ter asas.
É poder ter tudo do nada.
É brincar sem ser criança.
É alcançar o infinito.
É ser forte sem ter forças.
É amar sem ser amado.
É imaginar o imaginável.
É alcançar horas em minutos.
Fantasia e viver tudo que se pode viver.
Imaginar mesmo que a vida não te dê mais.
Esperanças e força para acreditar.
Nas Asas da Noite I
Quando a noite desponta e o céu silencia,
Há uma luz que nasce na pura harmonia.
Não temo os ventos, somente escuro chão,
Pois tua presença é meu coração.
Se as montanhas caírem e o mar se elevar,
Se a vida tremer, sem rumo ficar,
Seguiremos juntos, firmes a caminhar,
Na força do laço que nos faz voar.
A vida fica mais leve quando temos a apoio,
Quando o amor, como chama, perdura.
És o porto, a paz que não se desfaz,
Um eterno abrigo em noites vorazes.
E quando o tempo sussurrar incertezas,
Seremos faróis, vencendo fraquezas.
No infinito tempo, seguimos a sorrir,
Companheiros do agora, prontos a parti.
"Tocar piano para mim é voar sem asas, viajar sem sair do lugar, trocar vibrações, é sentir, transmitir, é entrega, é corpo, coração...é alma!"
"Mergulhar no teu olhar é voar sem asas e pousar nos teus abraços que chamo de lar."
By Amauri Alves
As asas boçais da violência
Um dia em que a boçalidade superou o estado democrático de direito. Ainda bem que o Menino do Mucuri nasceu em 1964, num estado de beligerância, acostumado com rajadas de tiros e toda sorte de arbitrariedades neste período de nuvens negras na história do Brasil.
Em plena época de crise de saúde pública em ordem planetária, agentes públicos, despreparados, autoritários e boçais ainda tentam se valer pelo poder da força, são almas e descendentes da ditadura, abutres roedores da Administração Pública, que vivem feito sanguessugas nas trincheiras e às margens da lei.
Não sabem nem por onde a sirene vem, mas ouvem o barulho da sirene e nem se comovem do sofrimento alheio. Tudo isso é festa, a banda passa, o tempo muda e a história modifica, um dia esses contumazes agressores da norma serão vítimas do próprio sistema.
Não há homens prepotentes, nem chacais sociais. Existe na verdade sociedade covarde, pusilânime, que a tudo aceita e nada acontece com a tirania de bocais que destilam suas peçonhas nos quadrantes do território e se homiziam nos umbrais da Administração Pública. A tirania é antes de tudo uma fraqueza coletiva que aceita uma falsa fortaleza individual. Pobre do cidadão que se ver sufocado pela violência estatal, institucionalizada, em nome da defesa social. E olha que há bons agentes públicos, aliás, é uma regra, mas aqueles cabotinos de plantão que acham que têm um Rei na barriga geralmente conspurcam a Instituição e coloca em risco os interesses da Sociedade.
As alvoradas da liberdade não surgem como um acontecimento natural. As manhãs da liberdade se fazem com a vigília corajosa dos homens que exorcizam com sua fé os fantasmas da tirania.
São precisas duas asas para voar.
