Se eu Tivesse Asas

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Tenho traumas que nem eu mesma compreendo. É um pavor que consome minha alma e não me permite seguir em frente.

Amor invisível


Eu amo alguém sem rosto, sem corpo e sem nome. Amo como se o próprio amor me abraçasse. É um sentimento que não sei explicar, mas sinto, com certeza, que ele existe. Está em algum lugar deste mundo ou talvez além dele. É como se nossas almas se reconhecessem nessa travessia silenciosa, ainda sem encontro, mas já entrelaçadas no invisível.


Não é como o amor carnal. É encontro de essência, de espírito, onde não há distância nem tempo. Ali, nos reconhecemos, nos entregamos, e nos alimentamos desse laço sutil.


Assim como o corpo precisa do alimento físico, a alma também busca o seu sustento. E é nesse amor invisível que ela se fortalece, se nutre e continua a existir.

Que eu envelheça apenas exteriormente. Que minha idade interna continue viva e plena, para cultivar apenas o que a vida tem de melhor, o amor.

Se eu pudesse decidir, enterraria muitas coisas. Inclusive pessoas que de uma forma ou de outra acabam interferindo para que as coisas não aconteçam.

Eu não me encaixo mais neste contexto. É como um piscar de olhos. No momento em que os fecho, me transporto e no momento em que os abro, me liberto.

Talvez eu lamente, talvez não. Talvez eu vá embora, talvez não. Talvez eu more aqui, talvez não. Talvez eu sinta tua falta, talvez não. Talvez...

Há um amor

Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer

As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.

Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.

A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.

Eu não busquei o livro, nos encontramos no meio do caminho.

REFLEXO DA VIDA

O que importa o que sou? Importa quem eu sou imaterialmente. O que fiz, faço e o que ainda posso fazer para com as pessoas. É o que mais faz sentido hoje. Doar-se.

O que importa é como eu trato as pessoas e como convivo com quem amo. Como luto pelo bem-estar das pessoas. É como um espelho que reflete. Se elas estão felizes também estou. É o meu ideal de vida. Batalhar para as coisas darem certo, para as pessoas terem o direito a algo que já pertencem a elas.

Lutei contra muitos, me magoei na maioria das vezes. Chorei até secarem todas as lágrimas que tinha dentro de mim. Nadei contra a maré muitas vezes sem me cansar. Mas, nunca desisti de lutar. Nunca. Sempre me defrontei com muitos obstáculos, mesmo assim venci todos. Conquistei muitas coisas e outras ficaram para trás por motivos que não consigo descrever aqui.

Terminei sendo alguém que por ações pouco consegui avançar, porém, que profundamente procura expor o que sente através das palavras. As palavras escritas e publicadas jamais serão destruídas ou mesmo vencidas.

Elas serão imortais e exprimem sentimentos que brotam das profundezas ocultas do meu íntimo.

Eu confio no universo e nas suas intenções.

Não sei de que lugar eu pertenço. Em que área eu me localizo, de onde venho ou quem sou. Vivo na incógnita da vida. Nos profundos e intensos mistérios que ela me reservou. Apenas me refaço a cada segundo e sobrevivo intensamente a cada momento. Rita Padoin

Eu me faço e me refaço até chegar no caroço. Renasço a partir daí, como se o mundo estivesse me levando em seus braços.

A comunicação não-violenta tem que se tornar um exercício constante na Internet. Eu me esforço aqui e no mundo real, porque sei da importância do peso das palavras.

Parece que tudo o que eu disse parecia não ter importância, por isso rasguei aquela carta. Eu prefiro acreditar que não deu mínima para o que estava escrito lá.

Eu chorei diversas vezes por tudo ter acabado. Tudo o que vivemos foi de verdade. Nossa história permanece, não foi apagada. Precisei de um tempo para compreender tudo o que aconteceu. Você foi minha melhor amiga e eu sempre amarei você.

Eu acredito muito em um amor que vai além do formato do relacionamento. Para mim, o verdadeiro amor deve ser incondicional e livre de dependência, muito parecido com o carinho puro que sentimos por um filho. Mesmo que uma relação mude ou chegue ao fim, o que importa é guardar o respeito, o perdão e a gratidão por tudo o que foi vivido. Amar assim exige muita evolução e fé em Deus, pois significa escolher olhar para o outro sempre com carinho, independentemente dos erros ou do destino de cada um.

Alguns anos se passaram, mas nunca esqueço de você. Saiba disso. Eu ainda lembro dos seus beijos e abraços, e dos seus "eu te amo". Naquele dia, eu estava aflita e senti que precisava ir ao... Quando vi as borboletas, fiquei tão feliz e toda a angústia se foi embora. Eu só queria me conectar com você . Eu senti que lá era o lugar que eu precisava estar. Foi um momento único, inesquecível, quando fechei meus olhos e pedi e desejei. Quando vi as borboletas, chamei o seu nome. Fiquei toda arrepiada. Eu senti uma paz interior. Eu fico feliz toda vez que vejo você nos meus sonhos.

Eu sempre usei as cartas para expressar meus sentimentos, mas nunca havia me permitido viver a verdade de uma oração sincera. Quando decidi silenciar o papel e falar diretamente com o Pai Jeová, tudo mudou. Encontrei uma paz interior que nunca tinha sentido antes. Hoje, nossa amizade é forte, minha fé é real e eu tenho a certeza mais bonita de todas: o que é de Deus traz paz, e eu finalmente encontrei o meu caminho.

Eu finalmente consegui colocar em palavras algo que estava escondido: eu descobri que carregava um trauma profunda. Durante muito tempo, a prova disso eram os meus sonhos com uma pessoa específica, sempre marcados por cenas violentas e sangrentas. Eu sentia um medo paralisante porque tudo aquilo parecia real aos meus olhos e ouvidos. A intenção dessa pessoa não era me magoar, e ela provavelmente nem imagina o impacto das suas ações, mas o fato é que ela me causou medo. Na verdade, foram as atitudes das pessoas ao meu redor que me traumatizaram, e eu simplesmente não sabia como lidar com aquele peso.Era uma rotina adoecedora. Todas as manhãs, eu já acordava tomada por uma aflição terrível, revivendo exatamente o mesmo pavor do passado. Eu não passei por isso apenas uma vez; eu vi a história se repetir em dois ciclos idênticos. Fiquei completamente indignada por me ver presa na mesma situação e, no limite das minhas forças, cheguei a desejar a morte, acreditando que não seria capaz de suportar tanta dor.Em um momento de desespero, clamei a Deus para que tirasse aqueles pesadelos e sentimentos de mim. Algum tempo depois, essa pessoa faleceu. Pela primeira vez após a partida dela, eu consegui sonhar com ela de forma serena. Foi ali que senti que aquele ciclo destrutivo finalmente se encerrou. O peso sumiu, a paz se instalou e, hoje, eu sinto que tenho o direito e a liberdade de seguir em frente com a minha vida

A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Pertencer.

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