Se eu Tivesse Asas
Proteja-me na hora da entrada
Proteja-me na hora da saída
Sei que perante Ti, eu não sou nada
Mas que minha missão seja cumprida.
Se eu continuar no controle de tudo, incluindo de mim mesmo, talvez consiga ficar desperto e aqui, não parcialmente aqui, mas aqui, presente, agora.
O que eu tenho é fé. A lembrança de que as perguntas mudam. Um modo de acreditar que os tiquinhos de sol possam sorrir o suficiente para desarmar a sisudez nublada de alguns céus. E uma vontade bonita, toda minha, de crescer.
Não sou eu quem descrevo. Eu sou a tela
E oculta mão colora alguém em mim.
Pus a alma no nexo de perdê-la
E o meu princípio floresceu em Fim.
Tenho aprendido que, no que diz respeito a construção da minha felicidade, eu mesmo devo cuidar de assentar os tijolos, todos os dias.
Eu
Eu sei que sou romantica,
romantica assumida.
Sou sonhadora e muito iludida com a vida.
Voou longe com mil e um sonho tentando realizar,
pensamentos voam alto e eu não consigo me encontrar.
As vezes eu começo a rir e lembro
de tudo que aconteceu durante o meu dia,
mas as vezes eu choro de tristeza por não ter
feito tudo aquilo que eu queria.
Ainda estou apaixonada por você
Já não sei se eu penso que só penso em você...
Depois de muitas tentativas e nenhuma resposta...
A dúvida e a incerteza tomaram conta de mim...
Mas não consigo dizer que vou te esquecer...
Pois em algum lugar, por mais insignificante que seja, do meu coração...
Há uma esperançazinha bem acesa...
E por mais que as palavras pronunciem o teu esquecimento...
O meu coração se concentra sempre atento...
Pois aquela esperança que se guarda no cantinho...
Feito uma criança sorrateira...
Me move com carinho e certeza...
Ainda seremos dois apaixonados...
Porém, não mais separados.
A luxúria nunca me atraiu, eu gosto de coisas simples, livros, estar sozinha, ou com alguém que me compreende.
Eu te chamava de amor, mas aí eu me dei conta que amor era só uma parte de mim, e você não é uma parte de mim. Você é eu por completo, e foi ai que eu comecei a te chamar de vida.
Que eu nunca perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa. Que eu não perca a vontade de amar, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim. Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno.
Quanto mais tempo eu observo a vida, mais tenho a certeza que a felicidade está nos pequenos goles da bebida chamada sonho.
Embriago-me!
Por que não consigo te esquecer?
Por que eu quero te querer?
Por que preciso de você?
Por que tem que doer?
Por que sofrer?
Por que viver?
Por que amar?
Por que você?
Por que eu?
Por quê?
Desabafo: O medo silencioso de ser vista
Eu sei o que é se sentir refém de uma construção que fizeram de mim. Uma construção que, por muito tempo, me prendeu a um medo constante de ser quem eu sou, de ocupar os espaços ao meu redor. O medo de ser vista, de ser notada, e de como, ao estar em ambientes cheios, os olhares parecem pesados demais para carregar.
Sinto que, em muitos momentos, a insegurança me paralisa. É como se toda minha essência fosse transformada em algo que precisa se esconder. Tento desviar os olhares, encontrar os cantos mais discretos, aqueles onde posso me perder sem ser observada. Onde a pressão de ser vista não me sufoca.
E quem, entre nós, nunca se sentiu assim? Quem, entre nós, nunca se desconfortou com o peso de ser mulher, de ser vista e julgada? O desconforto de estar em um espaço cheio e, mesmo assim, se sentir sozinha, impotente.
Eu sei que esse medo não é só meu. Sei que há outras mulheres que também preferem a invisibilidade, que também buscam lugares silenciosos e discretos, longe dos olhares que nos desconstroem, que nos fazem sentir pequenas. Mas o que me dá esperança é saber que, ao escrever isso, estou falando em voz alta o que tantas de nós guardam. E, ao fazer isso, me permito ser verdadeira, e quem sabe, dar espaço para que outras também possam se permitir.
O que quero agora não é mais me esconder. O que busco é entender esse medo, aceitar que ele existe e, aos poucos, me fortalecer para que ele não me defina mais. E, talvez, juntas, possamos construir um espaço onde todas nós possamos ser vistas sem medo, sem julgamentos, sem a pressão de sermos algo que não somos. O mundo precisa entender que ser mulher, com todas as nossas complexidades e inseguranças, é, sim, uma força.
Vou, mas fico espalhada no vento. Boas memórias contam mais que presenças. Eu habito no amor de cada um e na espera pelo meu melhor.
