Se eu Pudesse Amar te
Diante das novas relações emocionais e sexuais de cabeças muito abertas, o amor e as cumplicidades, fogem.
Fujo do meio dos importantes e famosos que já são bem mais que mereciam ser e nada fazem. Fico a vontade com os pequeninos e simples que nada são mas acreditam que tudo será melhor, pelo amor ao diferente, pela alegria de viver e pela abundante e implacável generosidade.
O porto a beira do misterioso Oceano da Vida, é um local mais de partidas e despedidas do que de chegadas.
As celebrações com datas marcadas são meramente comerciais. A celebração do que é importante em nossas vidas, deve ser constante, multidimensional e atemporal.
A verdadeira felicidade exige a tríplice aliança do amor. Amar a vida, amar o próximo e amar a nos mesmos.
Só me parece uma forma de redobrar o tempo de vida e é amar a tudo e a todos, com menos criticas e mais intensidade.
Fazer o bem é crescer, independente como, por que e a quem. Se depender de nossas escolhas e julgamentos, não se vai além.
O mar da tranqüilidade é privativo de quem da valor a tudo na vida e ama a todos com a mesma medida.
Felizes são aqueles que diante do novo se concebem e julgam se incompletos e ainda inacabados, sempre.
Só existe relação afetiva e amorosa promissora e duradoura quando ambas as partes tem o outro como prioridade.
Confesso que amo, converso e educo com mais filhos do mundo, do que eu poderia ter tido por mera e finita hereditariedade. Afinal a paternidade é sempre de quem ama em plenitude e não de quem em um momento compulsivo participou de forma biológica da fecundação. No verdadeiro amor da vida, não cabe o esquecimento ou o não querer saber.
