Se eu Fosse Algum Rei
Se todo o resto perecesse, e ele permanecesse, eu deveria continuar a existir; se todo o resto permanecesse, e ele fosse aniquilado, o universo se transformaria em um poderoso estranho.
Quem sou eu?
Eu não sou só aquilo que falo, ou o que falam, o que penso ou o que pensam de mim. Eu sou aquilo que sou por dentro, sou como me sinto sobre mim mesmo. Eu sou, também, o que sinto em respeito as pessoas, e as coisas... Não gosto de ingratidão, não gosto de falsidade, não gosto de gente que faz que bebe, achando que vai ser melhor. Não gosto de gente metida, nem de gente que atua. Não gosto de gente que se acha por seu corpo, por dinheiro, pelo ficante bonitinho... não gosto nem sequer de gente burra. Não gosto de gente que se cala, nem daqueles que não prestam atenção nos outros, ou que se acham o centro do mundo. Não gosto de água com gás, nem de gelatina, de amendoim... Não gosto de soluço, gato, mosca ou formiga de asa. Mas gosto também. Gosto de gente que sabe rir, de quem sente, e sente verdadeiro. Gosto de gente que sabe aproveitar a vida, e sabe ser atenciosa. Gosto de quem tem o coração maior que a cabeça, mas sabe pensar. Gosto quando sussurram no ouvido, gosto quando beijam, quando abraçam. Gosto de pessoas autênticas, pessoas batalhadoras... Gosto até das pessoas que magoam, mas aquelas que magoam por serem sinceras ao me aconselhar. Gosto que briguem comigo quando faço besteira... Sobretudo, gosto mais ainda daqueles que amam, amam no sentido de amor, aqueles que amam verdadeiro, não dos que dizem que amam dois, três ou quatro caras diferentes. Gosto de quem ama mesmo. Porque quem ama aproveitar a vida é autêntico e sabe rir. Quem ama é atencioso, sabe dar carinho, e é verdadeiro, sente de verdade, e está sempre de bem com a vida. Quem ama magoa, também, mas magoa tentando ajudar, porque sabe que é preciso às vezes. Quem ama beija, quem ama abraça, e aquele que ama, batalha. Pela primeira vez, acho que amo.
Eu não quero a rotina desleixada do estresse, dia a dia comum. Quero disciplina, luz, foco, tempo e espaço. O aqui e o agora repetidos em diferentes aquis e agoras.
Traição
Quando eu digo que não a trairei
Não é por respeito ao seu amor
Pois dele talvez, eu desconfie.
Não traio a minha dignidade
Porque ela está em mim
Eu não conseguiria viver enganado.
Teu amor pode só existir aqui,
É triste dizer isso.
Mas foram as coisas da vida
Que escreveram isso aqui.
Foram elas que me tornaram assim.
ALL - TERNO
Tudo muda muito
Mas o que eu sinto pouco muda.
Te amo e te odeio.
Alternadamente.
Com a mesma intensidade.
Eu fiz um passeio paradisíaco através do nosso silêncio
Eu sabia que o momento havia chegado
De matar o passado e voltar à vida
Eu te peço perdão por te amar de repente.
Nota: Trecho de poema de Vinicius de Moraes.
Se voce me paga come diz, eu trabalho como eu digo. Se voce me paga como eu digo, eu trabalho como voce diz.
Eu sei que é injusto. Mas há um modo natural das coisas acontecerem, elas simplesmente tem que acontecer, é uma reação em cadeia, se não acontecer como deve acontecer, há um desequilíbrio.
"Eu sou ateu porque não há evidência para a existência de Deus. Isso deve ser tudo o que se precisa dizer sobre isso: sem evidência, sem crença."
Eu descobri que a solidão é o grande amor da minha vida
A minha companheira fiel
A mãe que sempre me estende o colo
E o consolo sempre almeijado.
Não tenho outro conselheiro
Ela sempre esteve ao meu lado.
Às vezes, eu quero sumir, desaparecer, ir pra bem longe, mas eu lembro para qualquer seja o lugar que eu vá, a dor irá junto comigo.
Canto para Minha Morte
Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...
Eu não parti teu coração...foste tu que o quebraste, e, quebrando-o, quebraste o meu. E tanto pior para mim, que sou forte. tenho eu necessidade de viver? Que vida será a minha quando...Oh! Deus! Terias tu vontade de viver com tua alma metida num túmulo?"
Pudesse Eu
Pudesse eu não ter laços
nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!
Eu fui...
Carinhoso
Amigo
Paciente
Amoroso
Atencioso
Sincero
Eu sou...
Tudo Isso!
Espero ser...
Uma boa lembrança...
