Se eu Fosse Algum Rei

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⁠Deus Fez Você Pra Mim Antes De Eu Nascer

⁠O Orgulho Atrapalha: Pedir Perdão, Falar "Eu te Amo", Pedir e Aceitar Ajuda...

⁠Eu Me Alegro Com Tudo Que Alegra Deus.

⁠Mesmo Tímida, Eu Não Me Envergonho de Falar de Deus e Evangelizar em Todos Lugares.

Eu ⁠Não Peço Para Deus Realizar Meus Sonhos Pois Eu Prefiro os Sonhos de Deus.

⁠Se Eu Não Vivesse Pela Fé, Eu Não Queria Viver.

⁠Eu Adoro Sentir a Presença de Deus.

⁠Eu Vejo a Mão de Deus em Tudo na Minha Vida🥰

⁠Eu Amo Tanto Cantar.

⁠Santo Espírito, eu me rendo ao Teu Agir.
Meu Anseio é permanecer em Teu Amor...

Em Tua presença, Senhor...

⁠Eu amo tanto ser cuidada e protegida por Deus.

⁠⁠Filho Amado, Hoje Eu Te Curo, Hoje Eu Te Restauro
Tu és Meu Filho Amado
Te Pego em Meus Braços, Vem Com Teu Pai.

Se querem corromper, corrompam os outros filósofos. Eu não sou intelectual, não sou formado nem empregado. E sou alérgico a bandeiras.

Quando eu olho para a zungueira, vejo apenas a mercadoria que ela zunga ou a vida que ela sustenta?

O Tatu Comedor de Defuntos

Eu tinha uns doze anos quando fui morar com minha irmã e meu cunhado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul.

Era uma fazenda enorme de criação de gado. Tinha uma sede bonita, daquelas que impressionam qualquer menino do interior, mas não havia energia elétrica. Quando a noite chegava, a escuridão tomava conta de tudo.

Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como sabia que eu tinha medo de fantasmas, inventava uma história diferente a cada noite.

Na fazenda havia um cemitério muito antigo. Segundo ele, era da época da Guerra do Paraguai. Sempre que passávamos por perto, surgia uma nova história de assombração.

Apesar disso, eu preferia ficar perto dele do que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto.

Numa noite, resolveu sair para caçar nas proximidades do velho cemitério. Antes de sairmos, contou mais uma de suas histórias.

Disse que naquele cemitério vivia um tatu gigante que havia comido todos os defuntos enterrados ali. Depois de se acostumar com carne humana, passou a procurar gente viva.

— Deu moleza, o tatuzão traça mesmo! — garantiu ele.

Mesmo assustado, escolhi acompanhá-lo. Entre ficar sozinho na sede e sair para caçar, achei que a segunda opção era menos perigosa.

No caminho passamos perto do cemitério. Era possível ver os túmulos no escuro. Dali até o local da caça, rezei todas as orações que conhecia e inventei mais algumas. Proteção nunca é demais.

Chegamos a uma árvore onde ele havia construído um girau, uma espécie de plataforma entre os galhos. Subimos e ficamos esperando algum bicho aparecer.

As horas foram passando. Encostei-me num galho e acabei pegando no sono.

Foi então que aconteceu.

Comecei a ouvir uma voz estranha me chamando. Como ainda estava meio dormindo, parecia vir de muito longe.

Era uma voz chorosa, vindo da direção do cemitério.

Assustado e confuso, procurei meu cunhado ao meu lado.

Nada.

Ele havia desaparecido.

A voz chamou meu nome outra vez. Dessa vez veio acompanhada de grunhidos estranhos, parecidos com os de um animal.

Na mesma hora tive certeza:

Era o tatu comedor de gente.

Como desci daquela árvore eu não sei explicar. Só sei que, em questão de segundos, eu estava dentro do jipe. O veículo havia ficado estacionado bem distante por causa do cheiro da gasolina, que poderia espantar a caça.

Até hoje desconfio que naquela noite eu voei.

Mas o pior ainda estava por vir.

De repente ouvi novamente o grito.

Agora bem ao meu lado.

Quase morri de susto.

Era meu cunhado.

Ele ria tanto que mal conseguia falar.

Na volta para a sede da fazenda, ainda havia várias porteiras de arame pelo caminho. Em cada uma delas eu precisava descer para abrir e fechar a passagem.

E toda vez acontecia a mesma coisa.

Ele me deixava para trás no escuro e saía gritando:

— Corre, que o tatu está vindo!

Eu nunca vi o tal tatu.

Mas tenho certeza de que naquela noite ele correu atrás de mim mais do que qualquer bicho daquela fazenda.

A Onça Parda Campeira

Na fazenda, acho que o único que trabalhava era eu. A propriedade pertencia ao cunhado do meu cunhado, e fiquei com a incumbência de cuidar dos porcos. Coisa simples: dar comida, tratar os que tinham alguma ferida, passar remédio nos recém-castrados, separar os leitões maiores dos menores, ajudar as porcas a parirem e mais uma infinidade de tarefas. Nessas lidas ia a manhã inteira.

O local onde ficavam os porcos distava uns três quilômetros da sede da fazenda. Logo no segundo dia, fui presenteado com uma égua enorme, branca e muito arisca. Mas, como diz o ditado, cavalo dado não se olha os dentes. Agradeci o presente e comecei a colecionar os tombos que ela me proporcionava.

Com o passar do tempo, ficamos parceiros.

Todas as manhãs eu ia até o pasto onde ela ficava, passava uma corda em seu pescoço e procurava algum lugar mais alto para conseguir montá-la. Voltávamos então para onde ficavam os arreios. Primeiro eu a escovava enquanto ela mastigava algumas espigas de milho. Escovar o animal e alimentá-lo faz parte do relacionamento entre cavalo e cavaleiro. Depois eu a arreava, montava usando os estribos e seguíamos viagem.

Eu tinha também outro amigo de quatro patas: um cachorro chamado Dourado, meu companheiro inseparável de aventuras.

No caminho até os chiqueiros havia alguns moradores antigos da fazenda que já nos conheciam. Tinha um tamanduá-bandeira já velhinho, mas que ainda insistia em nos ameaçar. Ficava em pé e abria as garras numa pose de combate impressionante. O Dourado adorava provocá-lo.

Mais adiante vinham as emas com seus filhotes. Já estavam acostumadas com nossa passagem diária, mas nunca deixavam de defender suas crias.

Nossos dias eram cheios de aventuras. Vez ou outra o Dourado encontrava algum outro bicho e lá ia ele infernizar o coitado, principalmente se fosse um tatu, sua maior diversão. Não queria machucá-lo; só brincar. Ficava fuçando o buraco até o tatu desaparecer lá no fundo.

Certa manhã, por volta das oito horas, quando chegamos ao criadouro dos porcos, avistei um animal amarelado próximo aos chiqueiros.

Na noite anterior, durante o jantar iluminado por lampiões e embalado por muita conversa — a maior parte delas mentira — o irmão do meu cunhado comentou que tinha ouvido falar de uma onça-parda que andava pelos lados da taboca, lugar onde ficavam os porcos. Segundo ele, a danada estava de olho em algum leitão.

Pronto.

Na minha cabeça, aquele bicho amarelado só podia ser a famosa onça comedora de porcos.

Virei a égua na mesma hora e fizemos o caminho de volta em metade do tempo habitual.

Cheguei à sede esbaforido:

— A onça está lá no chiqueiro!

Contei que era amarela, enorme e do tamanho de um bezerro.

A reação foi imediata. Pegaram o jeep, colocaram os cachorros caçadores — conhecidos como americanos — na carroceria, apanharam a espingarda cartucheira e partiram para a caçada. O Dourado foi junto, afinal era testemunha ocular do ocorrido.

No dia anterior, uma porca que estava parindo havia me mordido e arrancado um bom pedaço do cano da minha bota. Por isso, naquela manhã eu estava usando chinelos. Achei até melhor, porque não precisaria me aproximar muito da fera.

Ao chegarmos à taboca, meu cunhado e os cachorros, exceto o Dourado, entraram no meio dos bambuzais.

E então começou o espetáculo.

Latidos.

Gritos.

Correria.

Um tiro.

Depois... silêncio.

Alguns instantes mais tarde veio o chamado:

— Pode vir! A onça está morta!

Considerando que eu estava de chinelos e morrendo de medo, avancei devagar, muito devagar.

Foi quando ouvi um grito:

— A onça está viva! Corre!

Ao mesmo tempo, escutei um barulho infernal de bambus quebrando, como se o animal estivesse vindo direto na minha direção.

Eu simplesmente voei.

Perdi os chinelos.

Corri como nunca tinha corrido na vida.

Cheguei em segundo lugar.

O Dourado chegou em primeiro.

Minutos depois apareceu meu cunhado, rindo tanto que mal conseguia falar. Acho que até os cachorros americanos estavam rindo.

Finalmente ele conseguiu explicar:

— Sua onça era um veadinho-campeiro!

O bicho era extremamente comum naquela região do Mato Grosso. Eu mesmo já tinha visto dezenas deles por ali. Mas naquela manhã, por algum motivo, ele havia se transformado numa onça-parda enorme, do tamanho de um bezerro.

No jantar daquela noite ninguém falou de outra coisa.

A famosa onça-parda campeira virou assunto obrigatório da mesa.

E nós rimos muito.

Se há frutos de justiça, é Cristo operando em mim; se há obras da carne, sou eu me afastando da Videira.

Parabéns, meu neto lindo, Gabriel.


A vida nos separou pelas circunstâncias, mas saiba que eu estou sempre pensando em você e te desejando tudo de bom nessa vida.Sempre respeitei o espaço de vocês e nunca forcei aproximações, porque sei muito bem a barra que é ser mãe e entendi que tudo tem um propósito.
Ver você crescendo, sendo bem criado, educado e feliz, mesmo à distância, acalma o meu coração e traz conforto para a saudade dos abraços que não pudemos dar nessas datas queridas. O tempo passou rápido demais! Saiba que o meu amor por você é maduro, livre de cobranças e focado na sua felicidade. Espero que você tenha todo o sucesso do mundo e lembre-se de que, no tempo certo, estarei sempre aqui esperando você vir buscar esse abraço apertado que guardo com tanto carinho.
Te amo muito!
💖 Vovó.

Antes do 'eu preciso', Deus já tem o 'eu preparei'. Nossa necessidade é conhecida pelo Pai antes mesmo de se tornar consciência em nós.

Que eu nunca encolha os sonhos dentro de mim. Eles nasceram para ser semeados, mesmo em terras áridas. Se eu fizer a minha parte com fé e coragem, Deus cuidará do resto e, no tempo certo, fará florescer aquilo que um dia plantei.