Se eu Fosse Algum Rei

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Gotas de lágrimas

Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.

Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.


Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.

Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.

Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.

E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.

Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.

E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.

Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.

Não se confunda. Eu só entro no seu jogo para te ensinar a jogar.

Ó mestre, eu permito que tu me persigas.
“Jesus, ó meu Mestre, meu Guia, minha dor amada… eu permito que Tu me persigas, se for na direção da Tua luz.”

Há corações que já não pedem consolo, pedem apenas sentido. E nesse instante sagrado, quando o Espírito se ajoelha diante do invisível, nasce a verdadeira prece aquela que não suplica por alívio, mas por permanência na Vontade Divina.

Há dores que não ferem, purificam. Há lágrimas que não denunciam fraqueza, mas lavam o que ainda é humano demais dentro de nós. Quando a alma pronuncia esse “eu permito”, ela não se entrega à fatalidade, mas à consciência daquilo que a move: o Amor que corrige, que chama, que transforma.

Não é a perseguição do castigo, é a perseguição da graça. O Mestre não vem para punir, vem para fazer de cada ferida um altar, de cada queda uma oportunidade de renascer. A perseguição de Jesus é o toque suave da Verdade que não desiste de nós, mesmo quando fugimos do espelho da própria consciência.

Quem assim se entrega já não busca milagres, busca entendimento. Já não deseja o conforto do corpo, mas o repouso da alma em Sua presença. É o instante em que o “eu” se dissolve e resta apenas o silêncio luminoso de quem ama sem pedir, de quem serve sem pesar, de quem sofre sem revolta.

E nessa entrega sem nome, sem forma e sem recompensa, a alma descobre que a dor, quando amada, deixa de ser dor. Torna-se caminho. Torna-se luz.

Não existe passado. Se eu penso no passado, na verdade, estou pensando agora.

Não existe futuro. Se eu penso no futuro, estou, de fato, pensando agora.

O que eu penso agora, é o que realmente existe neste exato momento.

O que foi ontem, se ontem também foi hoje?
O que é amanhã, se amanhã se tornará hoje?
E o que é hoje, senão apenas agora?

“Enquanto todos viam apenas minhas falhas, meus filhos jamais souberam quantas dores eu enterrava para lhes oferecer um pouco de paz.”

ESPELHO QUE SUSSURRA O AMANHÃ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Do Meu Eu.

O pronunciamento na frase: " Exatamente! Bom seria se ao olharmos no espelho e o reflexo nos dissesse te vejo ainda amanhã. " invocamos um desejo antigo como a própria consciência o de que a alma encontre permanência dentro do próprio corpo. O espelho torna_se então uma fronteira silenciosa entre o que somos e o que tememos deixar de ser. Diante dele o rosto não é apenas rosto é memória condensada é promessa que tenta sobreviver ao esquecimento.

Há instantes em que o reflexo parece perguntar:
_ Quem és tu? Quando ninguém te observa e em outros murmura quase como confidência: _ Vejo-te cansado mas não vencido. Porém o que verdadeiramente nos comoveria seria ouvi-lo afirmar com ternura: _ Te vejo ainda amanhã como se reconhecesse em nós uma centelha que resiste apesar das sombras que recolhem nossos passos.

Amanhã é palavra que se curva ao tempo mas aqui assume outro significado torna se permanência íntima fidelidade a nós mesmos. O reflexo que promete reencontro não fala da matéria mas da lucidez do caráter da chama que não deseja se apagar. E assim contemplamos o vidro como quem se inclina diante de um oráculo discreto buscando nele não a vaidade mas a continuidade do espírito.

O espelho nos é sempre este guardião que nos recorda que não estamos fragmentados, que o nosso melhor não se perdeu na noite e que o nosso amanhã ainda nos espera com a dignidade de quem confia em nossa própria luz renovada. Pois quando a alma reconhece a si mesma nada lhe rouba o brilho da sua permanência sutil e inexaurível.

Eu amo poesia… por isso eu te amo.


A poesia me ensinou uma verdade que poucos entendem:
nem todo verso bonito nasceu da felicidade.


Dizem que todo poeta é um sofredor, porque no silêncio da noite, ele carrega uma fragmento de dor. Cicatrizes invisíveis que os olhos do mundo não conseguem enxergar, é dessa gaveta guardada na alma, que sai as mais belas palavras capazes de tocar um coração de amor.


E o amor é exatamente assim.
Não é apenas sobre frases bonitas escritas em páginas de um livro
Não é sobre promessas perfeitas ditas em noites de carinho, amar é renúnciar a própria vida.


É enfrentar os capítulos difíceis sem rasgar a história.
É suportar os dias em que faltam palavras, mas ainda sobra sentimento.
É conhecer as imperfeições, as cicatrizes e os medos… e mesmo assim escolher permanecer.


Porque qualquer um consegue amar uma versão idealizada de alguém.
Mas amar a pessoa real, com suas tempestades e contradições, é uma arte que poucos dominam.


A verdadeira poesia não está nas palavras que encantam os olhos…
está nas atitudes que convencem o coração.


E talvez seja por isso que eu te amo:
porque você não é apenas um verso bonito que eu li.
Você é a história que eu escolhi viver junto de ti.

O olhar a boca e o sorriso você, e tudo que eu quero ver de novo⁠.
E tudo que eu quero amar em você é você.

"Eu pertenço a grupos, mas não deixo que eles me definam."

De Mim Gostar


Eu poderia dar uma de louca
Sair por aquela porta
Fugir pra bem longe
Beijar qualquer boca


Só pra fingir que sou como as outras
Mas eu sou meio tosca
Prefiro um amor pra vida toda
Pra não me ferir


Mas a quem eu quero enganar?
Esse amor nunca vai chegar
Loucura mesmo é acreditar
Que na vida alguém, ainda vai,
De mim


Gostar


- Luna☆

"Enquanto muitos brigam nesse
mundo por poder, eu luto pra está
em paz, que Jesus Cristo seja
meu poder, o Espírito Santo minha virtude, e Deus o meu carácter"

⁠Lentalmente sendo forçada a fechar um capítulo que eu nunca quis terminar

⁠Eu não consigo
Eu não conseguí
Tentei, e como tentei
Estou tão cansada
Meu coração implora por socorro, mas a minha mente só o maltrata com lembranças
Imagens do que já foi
Suposições do que pode ter acontecido.
Eu não quero mais sentir, eu não quero mais pensar
Me deixa dormir e descansar
Talvez amanhã eu sorria
Talvez amanhã eu esqueça a dor por um minuto .
Me deixa, por favor me deixa
Eu não aguento mais chorar.

⁠Ah saudades
Como eu queria voltar no tempo
No dia em que te conheci.
Nossos olhares se encontraram
Senti um frio na barriga e meu coração errou as batidas.
De jaqueta preta você estava,
E daí conseguiu meu número e me mandava "bom dia "todos os dias
Percebemos coisas em comum
Conversar com você era meu escape
Então nasceu um amor!
Oramos a Deus para confirmar aquilo que sentíamos
Mas éramos tão imaturos e isso nos afastou
Faz tanto tempo e ainda acho que te amo
Você já está casado e formou uma nova família
Te excluí de tudo para não pensar mais em você
Mas vira e mexe seu rosto me vêm a memória e o sentimento continua.
Talvez eu só ame as lembranças que tenho.
Você seguiu seu caminho
Mas era para ser comigo.
Isso é errado! Eu preciso te esquecer
Na verdade, acho impossível apagar da memória o primeiro amor.
Me arrependo, não de ter te conhecido, mas de ter te amado errado

Carrego no peito um silêncio pesado,
um nó que não se desfaz.
A confiança que eu guardava com tanto cuidado
escorregou pelos meus dedos e se desfez em pedaços.


Olho no espelho e não me encontro,
vejo sombras onde antes havia luz.
A insegurança me abraça,
e a traição do silêncio me fere mais que mil palavras.


Sonhos que plantei com ternura
agora estão deitados no chão, partidos.
E eu me pergunto:
como recolher o que se perdeu em nós,
se até o chão me falta?


Há em mim amor e raiva,
esperança e medo,
um turbilhão que me arrasta.
E nesse vendaval só desejo
reencontrar a mim mesma,
inteira, forte, capaz de florescer outra vez.

E SE EU NUNCA CONSEGUIR SER MÃE?


É a pergunta que o silêncio faz
quando o calendário muda,
quando a esperança cresce
e, mais uma vez, escorre em lágrimas.


Há um quarto que ainda não existe,
mas já mora em meu coração.
Há um nome que ainda já foi escolhido,
E é chamado em minhas orações.


Cada atraso desperta um sonho.
Cada sonho veste um sorriso.
E, quando a realidade chega,
leva consigo um pedacinho de mim.


Não choro apenas pelo sangue que desce.
Choro pelo abraço que ainda não dei,
pela canção de ninar que ainda não cantei,
pelos pequenos passos que ainda não ouvi.


E se eu nunca conseguir ser mãe?
Então Deus conhece esse medo
que nem sempre consigo colocar em palavras.


Mas, enquanto a resposta não vem,
escolho acreditar
que os sonhos também amadurecem no tempo.
Que algumas promessas florescem devagar.
E que a esperança, mesmo ferida,
ainda encontra forças para amanhecer.


Porque, no fundo, o meu coração continua sussurrando:


"Talvez ainda não seja a hora...
mas quem sabe um dia eu escute a palavra
que mais desejo ouvir:
mamãe."

Eu sou um girassol.


Não porque nunca enfrento tempestades...


Mas porque aprendi que a luz continua existindo, mesmo quando as nuvens a escondem...


Eu escolho voltar meu coração para aquilo que ilumina...


Não ignoro a dor...


Eu a transformo...


Não nego as lágrimas...


Eu as honro...


Não fujo da vida...


Eu caminho por ela...


E, quando o amanhecer chega, descubro que a luz nunca deixou de me procurar...


Porque, antes mesmo de encontrá-la...


Eu já havia escolhido permanecer voltada para ela.


Autora: Patrícia Couceiro (Perfil no Pensador)


© Patty Couceiro
Instagram: @couceiropatty


Todos os direitos reservados.


A reprodução total ou parcial deste texto é permitida somente com a citação da autora e a manutenção integral dos créditos.

A Escolha Que Fiz


Se eu vivesse pelo que os outros dizem,
eu nunca teria conhecido quem eu sou.
Teria deixado minha história ser escrita
pelas mãos de quem nunca sentiu a minha dor.


São tantas vozes contra,
tantas opiniões pelo caminho…
Mas ninguém deitou no chão comigo
quando eu não tinha nada,
quando o silêncio era meu único abrigo.


É fácil apontar erros de longe,
é fácil julgar uma estrada que não caminhou.
Porque quando a moeda cai no chão,
muitos só enxergam um lado,
mas ninguém conhece o peso que ela carregou.


Eu já falhei, eu já errei,
já precisei juntar meus próprios pedaços.
Mas foi nos meus erros que aprendi
que até a imperfeição pode ser o começo
de algo extraordinário.


Por isso eu não solto a sua mão.
Mesmo conhecendo seus defeitos,
eu enxergo o seu coração.
Eu sei que você está comigo,
e isso vale mais que qualquer opinião.


A vida não é sobre encontrar alguém perfeito,
é sobre encontrar alguém verdadeiro.
Às vezes precisamos moldar a nós mesmos,
deixar de carregar a balança do mundo
e aprender a amar primeiro.


Porque quem ama não pesa os erros,
não conta as quedas, não procura condenação.
Quem ama segura firme a mão do outro
e diz:
“Eu escolho você, mesmo quando o mundo diz não.”


E se um dia eu me casar,
quero que seja com alguém que saiba:
eu não escolhi pelo que falaram de nós,
eu escolhi pelo que vivemos juntos.

Eu tenho e demonstro ciúmes. Mas ao invés de me aproximar, o meu ciúme é um fator determinante para meu afastamento nas relações. Não admiro quem o faz, não me admiro quando o sinto. E o único resultado possível dessa equação é: se eu não me admirar, eu não consigo me perdoar.

Eu sinto que carrego uma fúria antiga dentro de mim, algo que nasceu há muito tempo e que ninguém percebeu. Começou pequeno, como uma farpa, mas cresceu comigo, torto, pesado, como se tivesse se encaixado no meu peito sem pedir licença. E toda vez que eu falho, essa raiva acorda. É quente, inquieta, lateja na pele e me pergunta, com uma brutalidade que só eu conheço: por que você não foi o bastante? Por que você nunca é?
Eu não tenho resposta. Só sinto o impacto um golpe seco bem no meio do peito, desmontando tudo que eu ainda tentava manter firme.
Às vezes eu queria arrancar essa parte de mim, expulsar essa voz que me mastiga viva cada vez que eu não atinjo o que espero. Eu queria jogar fora essa exigência que me cobra até quando eu tô de joelhos. Mas logo depois da raiva vem a tristeza. Ela chega devagar, quase com carinho, e me abraça um pouco apertado demais. Ela sussurra que sabe, que entende, que tudo que eu queria era ser suficiente. Só isso.
E é nessa hora que eu encolho. Que eu me sinto pequena de novo. Não pequena como uma criança inocente, mas como alguém que aprendeu a diminuir sua própria existência pra não incomodar ninguém com suas falhas. Como se meu erro ocupasse mais espaço do que eu mesma.
Tem uma parte de mim que queria gritar, quebrar tudo, arrancar meu nome das expectativas que eu mesma escrevi. Queria fugir de mim. Mas existe outra parte tão frágil, tão quietinha que só queria um colo em que eu pudesse me largar sem precisar justificar nada. Só queria poder dizer: “eu tô cansada, eu tô machucada, eu não aguento ser forte hoje.”
Eu vivo num território estranho entre a minha raiva e a minha tristeza. A raiva me acusa, a tristeza me acolhe, e eu fico ali no meio, sem saber de qual das duas fugir primeiro. É como se eu estivesse sempre lidando com a dor de não chegar onde eu achei que deveria chegar, e com o luto por não ser a versão de mim que eu imaginava.
E mesmo assim… eu sigo. Eu continuo. Não porque eu me sinto forte, mas porque tem uma parte de mim, pequena, quase imperceptível, mas viva que acredita que existir já deveria ser suficiente. Que talvez um dia eu consiga me olhar com um pouco mais de gentileza. E que, quando esse dia chegar, talvez eu finalmente consiga me perdoar por ser humana.