Se eu Fosse Algum Rei
Eu morro a cada decepção, a cada mentira, a cada pessoa que me abandona. E vou continuar morrendo até levarem a última parte de mim. Porque morrer é assim, um processo longo que merece ser estudado. A gente começar a morrer a partir do momento que nasce, a gente morre quando criança, nossa mãe não nos deixa colocar na boca aquele brinquedo tão interessante. Morremos a espera, morremos de esperança, morremos de amor, morremos de dor. A gente morre quando percebe que a vida não era e nunca vai ser o que pensávamos, a gente morre com a mudança. A gente morre quando cresce, morremos quando se envelhece. Quando estamos jantando à espera de um prato que nunca vem. Morremos quando percebemos que ser apenas você mesmo não é o bastante. A gente morre na calçada enquanto andamos sempre na mesma direção, sabendo que tudo na vida que vira rotina, morre em vão. Morremos toda manhã ao acordar e perceber que quem nos queríamos ao nosso lado não está lá, morremos ao café da manhã, nossos ovos hoje estão podres, morremos ao ver que o do vizinho não. Morremos sem querer, morremos de propósito. Morremos em partes, e repondo essas partes que morremos de novo. Nada voltará a ser o que já foi um dia, morrer querendo ou não te torna mais vivo. Estamos gradativamente morrendo. Se perdendo em partes, vivendo de escassos, caindo aos pedaços. Eu morri uma vez. Hoje nasci de novo, e amanhã voltarei a morrer. E vou continuar morrendo até levarem a última parte de mim.
Eu conversei com Deus
Nos últimos dias de minha vida eu conversei muito com Deus, sim independente,
da religião foi com Deus que falei.
Pedi a ele desculpas por estar tanto tempo afastado da minha fé.
E que nos momentos de lamurias e desespero eu o procurei.
Ainda bem que Ele me ouviu e não me virou as costas.
Disse a ele da minha dor e sofrimento, chorei.
E como eu chorei nesses últimos dias.
Ainda bem que ele nem reclamou das minhas lagrimas.
Disse que estava difícil entender tantas desilusão e decepção
Que eu não conseguia entender o porquê de tantas coisas.
Não entendi como as pessoas eram frias e calculistas, como podia as pessoas não ter sentimentos algum e ainda dizerem que o maior amor do mundo é o amor próprio, se eu não consigo nem respeitar o próximo como respeitar a si mesmo.
Nesse momento um vento frio soprou como se ele dissesse algo, então me lembrei de Judas o homem que era confiável e amigo.
Aquele que se vendeu por nada, por luxurias e riquezas desprezando o amor próprio e fundamental da vida.
Pedi desculpas a Deus e disse que eu daria a outra face e que em momento algum deixaria de estender a minha mão.
Nesse momento eu não resisti e chorei, sim.
Chorei lembrando-se da crueldade dissimulada.
Esses últimos dias de minha vida me fez ser mais grosseiro e frio, desprezando os sentimentos e o que mais prezo que é o amor.
Mas por quê? Talvez Deus tenha me perguntado.
E eu tomei a liberdade de responder:
Por que não entendi como podemos defender a fé dizer que estamos fazendo o bem ao mesmo tempo em que estamos destruindo vidas.
Eu não quero explicação meu Deus, por que acredito que isso seja a grande farça de uma pessoa que se esconde na fé, fingindo-se de boa para esconder o lado perverso.
Eu conversei com Deus e disse que por mais que tenha sofrido chorado e rezado em desespero eu ainda tinha fé
E que nada iria abalar que meus sentimentos que eram de confusão e não de ódio nem raiva.
Eu disse a Deus que antes de mim outra pessoa também tinha sofrido o desprezo e a repugnância e que eu tinha dó só de imaginar o que esse rapaz havia passado.
Eu conversei com Deus e perguntei por que um ser humano que ele deu vida se trona um monstro e dissimulado.
Mas pedi a Deus ao qual eu conversei que ele colocasse as suas mãos na nessa consciência fria para existir o arrependimento e ter felicidade.
Eu conversei com Deus, ele provavelmente me ouvi. Mas lembrei da frase que dizia:
“Deus deu a vida pra cada um cuidar da sua”.
Então meu Deus, desculpe e entendo que ainda tem pessoas que não sabe o entendimento das palavras e sentimentos que a infantilidade faz pensar que a vida é um brinquedo.
Edson Rufo
Marisa Monte - A Alma E A Matéria
Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas de jasmin
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar
Procuro na paisagem cadência
Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler na superfície de mim
Milímetros de prazer, quilômetros de paixão
Vem pra esse mundo, Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver
O carnaval está bem próximo e eu estava ouvindo uma música do engenheiros (como sempre rs) e olha só a coincidência, um trechinho dela:
[b]Quem me vê sempre parado, distante
garante que eu não sei sambar
tou me guardando pra quando o carnaval chegar
eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando
e não posso falar
tou me guardando pra quando o carnaval chegar...
Eng.Hawaii
Para não sofrer eu vou me drogar de outros, eu vou me entupir de elogios, eu vou cheirar outras intenções.
Será que ele sabe...
Será que ele sabe o quanto eu gosto dele?
Será que ele sabe a importância que tem para mim?
Será que ele sabe que é a único homem que mexe realmente comigo?
Será que ele sabe que é uma prioridade na minha vida?
Será que ele sabe que nunca estou ausente para ele?
Será que ele sabe que representa papel principal na minha vida?
Será que ele sabe que se tornou e vai continuar a ser dono do meu coração?
Será que ele sabe que faço tudo para vê-lo feliz?
Será que ele sabe que é uma parvoíce pensar que estou a dispensar-lhe menos atenção do que o habitual?
Será que ele sabe que penso nele 3467895748592576 vezes por dia?
Será que ele sabe que espero dezenas cada segundo pensando que posso ter alguma mensagem, recado ou telefonema dele?
Será que ele sabe que se a saudade fosse quantificavel,a que sinto por ele tenderia para infinito?
Será que ele sabe que nunca estou ocupado para ele?
Será que ele sabe que jamais lhe negarei algo?
Será que ele sabe que o meu coração está repleto de imagens e de recordações suas?
Será que ele sabe que a distância que nos separa não me faz gostar menos dele nem tão pouco esquecê-lo?
Será que ele sabe que é um homem simplesmente lindo e uma pessoa maravilhosa?
Será que ele sabe que por ele qualquer sacrificio ou dificuldade se ultrapassa com prazer?
Será que ele sabe que todos dias peço a Deus que tome bem conta dele e não deixe que nenhum mal lhe aconteça?
Será que ele sabe que amor,carinho e atenção é algo que terá sempre da minha parte?
Será que ele sabe que eu não sou de ferro?
Será que ele sabe que seja qual for a hora do dia eu vou lá estar para o que precisar?
Será que ele sabe que por ele ia até ao fim do mundo?
Será que ele sabe que não desisto?
Será que ele realmente sabe que o amo?
Será?
Cansei de ser aquela menina boazinha, que espera sempre o melhor de todos.
Eu posso ter cara de inocente, mas assim como posso ser inocente eu posso ser muito maliciosa quando quero, aliás, quando merecem.
Portanto, depois de tudo o que me fez, não adianta pedir, implorar para que eu volte a ser como eu era. Agora sou uma nova mulher, e por sinal, uma mulher muito bem decidida e que sabe muito bem o que quer, e nesse caso, não é mais VOCÊ! Só lamento!!!
Sinto-me mal não pelas coisas que vem me acontecendo mas oque eu faço delas. É uma tal incompreensão dos fatos que vivo assim friamente sem sAber qual caminho tomar, vou indo e vindo sem saber onde chegar.
O que eu preciso aprender antes de mover os pés?
Preciso dobrar os joelhos, pois está no céu o mapa dos melhores caminhos da terra.
Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade.
As notícias, arrumadas como perólas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.
Vi-me criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar.
E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes.
Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo.
Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina.
Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância.
Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.
Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso para mim escolhida.
As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante.
Quantas lembranças, mãe querida!
Dos dias da adolescência, do desejar alçar vôos de liberdade antes de ter asas emplumadas.
Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária poderia me oferecer.
Lágrimas de frustração que você enxugou. Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.
Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais: “tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!”
E de outras vezes: “cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar.
A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.”
Lições e lições.
A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção.
Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente.
Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera.
E porque ela falava no meu coração dorido, voei, vencendo a distância.
E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim.
Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você.
Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe.
Não a esqueça. Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo.
Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma.
E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração.
Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.
Não tente me entender,
se nem eu mesma posso
me compreender.
Apenas caminho e tiro
de cada gota de vida
o que preciso para viver.
Eu sou mato seco, cachaça ralé, o lixo do beco de uma rua qualquer; e tudo mais o que for inútil e pegue fogo
Tudo é importante, tudo que eu sempre sonhei,
De repente é nada, se não posso ter você,
Tudo é inconstante, tudo é frágil no viver
mas é integrante,Quando é forte o querer.
"Contrato de Maternidade
Sim, eu aceito
Não dormir. E se dormir, ter a mente sempre ligada.
Ter restinhos de comida, banana, leite, iogurte, baba e ranho na minha roupa, não importa onde eu esteja.
Estar sempre acompanhada, onde quer que eu vá.
Carregar carrinho de bebê no colo em toda escada sem rampa .
Aceito não ser dona da minha mama. E não me importar que você mame sempre que precisar e quiser.
Aceito que minha linda mala se transforme em um trocador de fraldas, cheia de fraldas, lencinhos e brinquedos.
Falar ao telefone correndo, antes que você grite, chore ou me chame.
Aceito que meu assunto principal seja seu cocô, arroto e cólicas, seu dentinho que está nascendo, ou para que escola você vai.
Aceito ter brinquedos espalhados pela casa
Comer os restinhos que ficarem no seu prato
Sorrir para todas suas gracinhas
E inventar musicas para te fazer dormir.
Aceito aprender o nome de milhões de personagens de desenhos animados
Ouvir todas as musicas para criança que estão na internet, muitas em russo porque tem aquela menina loirinha com o urso que você adora, e até ouvir aquela bendita galinha.
Aceito conversar com as mães mais chatas do mundo, só para você brincar com o filho dela.
Aceito trocar qualquer passeio ao cinema, shopping ou teatro, por uma volta ao parquinho da esquina de casa.
Aceito engolir meu orgulho e vergonha, quando você se desesperar por um brinquedo no supermercado
Aceito sorrir quando eu estiver cansada,
Te abraçar quando você cair, ou chorar sem motivo
Te amar mesmo quando eu estiver furiosa
Sim, eu aceito tudo isso.
Eu aceito ser Mãe."
