Se eu Fosse Algum Rei
Quem sou eu
❝ ... Sou feliz em cada detalhe
e da vida sou um aprendiz,
vejo o lado bom de tudo.
Amo a vida, amo sorrir,
amo as flores e não me
preocupo em me ferir
nos espinhos. Minhas
dores só Jesus conhece,
e para o mundo eu deixo
minha alegria e o meu
sorriso todos os dias...❞
--------------------- Eliana Angel Wolf
“Notas de saudade”
Chorar eu choro
E quando a chuva cai
Acho que é você chorando daí também.
Dentro da gente
Tem gente
Que já não está mais aqui.
Tem saudade que só pode ser curada
Na prece
Tem lembrança que faz a gente despertar lágrima.
Tem conselho que a gente queria
Só mais uma vez escutar.
Tem coisas que a gente queria
Só para aquela feição confessar
Tem gente que vai,
Mas fica no coração.
Mãe:
Ah, se eu pudesse, você jamais viraria saudade
Nunca conheceria os maus sintomas que carrega a idade.
Eu vi Deus voando
Quando um pássaro pousou na janela
Eu vi uma benção
Quando acordei hoje com o clarear do sol refletido na janela.
Eu vi um milagre
Em cada coração que tive a sorte de encontrar hoje
Eu vi a vida
Refletida nos olhos de muitos (...)
Aqui, só havia eu e minha jangada.
Ao redor, árvores e mais nada.
Queria tê-la para viajarmos às Américas,
ver além das telas.
Remendando-a constantemente, cuidava dela com bom gosto.
Laçando-a a uma quina, procurava mantê-la a salvo.
O tempo muito se passou, já se ia agosto.
O aglomerado de madeiras se soltava frequentemente.
Remendo, remendo, remendo…
A jangada mostrava-se diferente.
Apesar de perto, estava distante.
Talvez por isso eu estava tremendo.
Chovendo, corria para segurá-la.
Trovoando, permanecia para amá-la.
Quando o Sol voltou das cinzas e a alegrou,
ela, da minha mão, desagarrou.
Minha querida jangada, cuido de ti há meses.
Minha querida jangada, tento ir contigo às alturas.
Esforcei-me para estar contigo nas aventuras,
mas afundaste-me umas tantas vezes.
Logo que afundávamos, segurava-te antes de mim.
Puxava-te para a superfície e remendava-te.
Era indescritível o quanto te queria.
Nadaria rios inteiros atrás de ti.
Nenhuma outra me fará experienciar o que, por ti, senti.
Carregaste a esperança de noites melhores.
Cultivaste a criação de sonhos maiores.
A terra de Gonçalves Dias pode ter palmeiras.
As aves, lá, que gorjeiem à vontade.
As estrelas, que brilhem.
Que os bosques vivam lá.
Minha terra tinha mais vida,
onde navega a minha jangada.
O vento, que aqui atravessa os fios de cabelo,
não faz o mesmo lá.
Minha jangada tinha mais vida,
e a minha vida, mais amor.
Oh, querida jangada…
Como ainda te espero para navegarmos,
esperançoso de mais uma vez nos amarmos.
Perdoo-te, minha amada.
Eu odeio a pobreza e a desigualdade social deste Brasil e desprezo pessoas egoístas que não se preocupam com o próximo, que julgam e que desmoralizam a sociedade, pessoas que discriminam seus semelhantes pela cor ou pela sua classe social, pela sua religião, pelos seus ideais partidários, desprezo pessoas falsas, pessoas que brincam com os sentimentos dos outros e que se sentem bem fazendo isso. Este tipo de pessoa está a anos luz da civilização e da evolução e não percebem que um dos maiores mal da sociedade são elas mesmas.
Que eu não me assuste e me fragilize tanto com os meus períodos de adoecimento e que eu tenha sabedoria para enxergar tudo aquilo de bom que acontece nesse tempo em que a vida me pede apenas um pouco mais de calma.
Fuga
Eu queria fugir para bem longe
lugar qualquer onde ninguém
me alcance
Abriria as portas do meu coração,
deixaria entrar a emoção
pintaria de azul o negrume interior
nesse dia então, eu conheceria o amor.
Eu queria fugir para bem longe.
Das coisas insanas do mundo,
do abismo profundo em que
minha alma se perdeu.
Queria fugir do medo que me atormenta
do egoísmo que lamenta a falta do EU
no refletir do espelho
Eu queria fugir para bem longe.
Da violência desesperada que mancha
a paz de sangue
Da Felicidade alucinógena que
as drogas traz
Mas, que alegria é essa
que não traz paz
Eu queria fugir mas não sei para onde.
Se tudo que me atormenta
não está lá fora, está aqui,
dentro de um ser intranquilo
que nada entendeu e se perdeu
nos seus medos profundos
Na encruzilhada do mundo do seu eu
na decrepitude social
Marcos Decliê
Disfarce
Eu rio para não mostrar
a lágrima no coração.
Canto para disfarçar a solidão.
Eu expresso o amor para não mostrar
que o meu amor não existe,
que no meu interior tudo é triste.
Eu falo dos meus sonhos
mas sei que minha realidade é esta
Novamente estou aqui tão só
no fim da festa
Eu me encanto com a vida
para não mostrar que minha vida
é um recanto de ilusão
Eu vejo pessoas se amarem
falando de paixão
mas meu destino é ser tão só,
eu e a solidão
Eu me rendo a beleza de uma flor,
Eu rio para não mostrar
que meu riso chora lágrimas de dor.
Se você me encontrar sorrindo,
Ajude-me
Bicho do mato
Bicho do mato
Criado no meio do mato eu sou
Quase não tenho leitura nenhuma
Pra saber decifrar as farsas da lei
No mato sou tal o rei da selva
Sou de pouca doçura
Quase não tenho leitura
Mas com a etérea natura
Aprendi a me harmonizar
Bicho do mato cansado de tudo,
De ver gente caída no chão
Por causa de gente que não tem coração.
No mato nois é amigo de tudo
No mato nois morre de morte morrida
No mato nois colhe mato
Para cura da ferida
Eu sou assim meio rude
Mas a minha virtude
É saber conviver pacificamente
Com a essência das coisas de Deus
Programado
Eu, Eu... Eu vi...
Eu vi minhas poesias escorrerem
Entre os dedos das mãos
Descobri no meu mundo
A inconstância do ser a vagar na razão
Movimento perdido, espírito adormecido
O desertar de um corpo
Eu, eu...
Eu era a seta
Mas não acertava o alvo
Por não estar plugado
Entre o mim e o EU
Espírito e alma, amor e calma.
Me procurei em mim
Mas eu não estava lá
Dei de cara com o vazio
De minhas angustia
Descobri que ao procurar
Nem sempre a gente
encontra o que busca.
Tudo isso é fruto do medo
Implantado em nós
Somos muitos, mas não podemos
amplificar nossa voz.
Eu, Eu...
Qual robô eu era programado
pra dizer sim ou não
Pra satisfazer você,
Mesmo que ferisse a verdade
do meu coração.
Em vez de Deus, consultamos Freud
Somos mantra do que pode
ou não pode.
Maquiagem a cobri semblantes triste
De atores tristes de um filme triste
Entre a razão e o teu amor
Se eu tivesse o dom
De cantar no mesmo tom
Te cantaria assim:
Como as flores cantam os campos
Como a voz em tom de enconto
Silenciaria o meu pranto
Se eu desafinasse de repente a melodia
Te angústia ria, pois não me aceitas
como eu sou
É como se tua estrutura
Me roubasse a fantasia.
Tua poesia me cala as palavras
E não queres ler o meu silêncio.
Sinto que tua mágica te falha
Pois não aprendeste a fazer truques
Quero que o meu coração
Pulse o teu sangue
Minha voz fala a tua voz.
Eu queria fazer desabrochar
do teu sorriso,
A essência de uma flor
Me perder entre a razão e o teu amor.
"Você me disse que não daria certo, mesmo assim eu quis arriscar, por tanto não se preocupe comigo, eu paguei pra ver como você diz, mas de uma coisa tenho certeza, você nunca mais encontrará um sentimento tão leal e puro quanto foi o meu pra você. LucianaMorais
Senhor, se não é possível me livrar do fardo, então me ajuda a carrega_lo quando eu já não tiver mais força para continuar.
Luciana Morais
Pode me pisotear, aproveita mesmo enquanto estou ao solo, porque quando eu me erguer, será tua vez de permanecer ao chão. A vida vai se encarregar de te dar o que tu merece, e eu estarei só de camarote.
Luciana Morais
