Se eu Fosse Algum Rei
Odeio essa puxação de saco, falar que ama todo mundo fazer todos parecer perfeitos. Eu mesmo amo poucos, alias quase nenhum. Amo os mesmo de sempre, que me fazem bem e me são suficientes!
Lamentações
Que tolo sou eu
Mais uma vez sofrendo por um adeus
Como pode tanta alegria se transformar em dor?
Tantos risos, tantos cheiros
Tantas declarações
hoje sei que não passava de ilusões
Desse pobre sofredor
Sonhei que iriamos nos casar
na praia, no sol, na lua
Pois nunca imaginei que iriamos chegar ao fim
Você seguiu seu caminho
Eu vou seguir o meu
Você com suas crenças
Eu quase um Ateu
Quem um dia ousaria em imaginar
Que Deus fizesse nosso amor acabar?
Hora eu queria uma vida normal, outrora notei que com minha anormalidade, o possível era tudo aquilo que para os outros era impossível. E então gostei, fiquei.
hoje eu quero a normalidade de um dia comum
sem atropelos, sem grandes expectativas, quero repetir sabores."
Escrever revela muito. Nas minhas supostas poesias não há espaço para o dadaísmo. Foi o que eu vivi, se não ali, na minha mente, e o que eu vivo nela sempre é melhor. Minha vida vem sendo contada em papéis que hoje estão no lixo, nos guardanapos de bares e restaurantes, nos posts que não foram postados porque a internet caiu e eu esqueci de guardar aquilo no ctrl+c, nas lembranças dos meus amigos, mais nas deles, do que na minha memória, um tanto quanto afetada diga-se de passagem. Eu sei que dos meus erros, nenhum me tira o sono, ainda me dou o direito de me permitir, e meus êxitos não me saem dos sonhos.
Não que eu precise acender a luz, olhar o relógio e a agenda para me encontrar. Estou sempre no seus braços. Me acho facil.
Revolta Particular
E eu que já tenho as mãos encharcadas de sangue,
sinto já exausto de lutar a socos com as pedras
Não quero tampouco cansar minha voz e pensamento
para tentar mudar o que nunca muda, o que a ninguém importa...
A indiferença é uma dor e uma benção! E
dela também se alimentará o rebelde vencido,
o cidadão diligente e quiçá o descrente convicto.
