Se ele Nao te Ligar no dia Seguinte

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Quando eu te chamo, é porque estou sentindo sua falta. Quando eu não te chamo, é porque estou esperando você sentir a minha

Mulheres

Como as mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido...
E depois não há só as bonitas:
Há também as simpáticas.
E as feias, certas feias em cujos olhos vejo isto:
Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.

Como deve ser bom gostar de uma feia!
O meu amor porém não tem bondade alguma.
É fraco! Fraco!
Meu Deus, eu amo como as criancinhas...

És linda como uma história da carochinha...
E eu preciso de ti como precisava de mamãe e papai
(No tempo em que pensava que os ladrões moravam no morro atrás de casa e tinham cara de pau)

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M., Libertinagem, 1930

O Amor e a Saudade
Não há regras...
não há controle...
apenas acontece!
Você não consegue resistir
por mais que tente fugir,
ele chega para você
este amor que lhe tem de pertencer!

Não há distância que impeça,
não há ausência que afaste,
apenas acontece!
Você não consegue deixar de sentir
por mais que tente impedir,
ela fica em você,
esta saudade que faz sofrer!

E assim...
o amor e a saudade
vão caminhando,
crescendo... se avolumando,
juntamente com a esperança.
Esta esperança que faz acreditar
na realização desse amor.



Um amor que parece
impossível de acontecer,
mas que lhe está destinado
no momento certo você vai viver!
E a saudade??
Já não vai mais existir,
já não vai mais fazer sofrer...

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Há erros que cometemos
Verdades que não conhecemos
Entre erros e verdades
Encontrei VOCE...
Talvez você seja meu
maior erro....
Mais a minha única
verdade é que eu..........
......AMO VOCÊ!!!!!!!!!!
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Diga adeus a quem não merece.
Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento e masoquismo, atrapalha sua vida. Se você tiver um conjuge que não esteja usando, empreste, venda, alugue, doe e deixe espaço livre para um novo amor.

Seja forte! Não como uma onda que tudo destrói, mas como uma rocha que tudo suporta.

"Quem tem telhado de vidro não atira pedras ao do vizinho."

"Uma ovelha má põe o rebanho a perder."

"A fome é o melhor tempero."

"Se queres conhecer o vilão, põe-lhe uma vara na mão."

"A vingança é um prato que se serve frio."

"Quem nunca comeu melado, quando come lambuza-se."

"Assim como vive o Rei, vivem os vassalos."

"Mal de muitos consolo é."

"Bem mal ceia quem come de mão alheia."

"Cachorro mordido de cobra tem medo até de barbante."

"De grão em grão a galinha enche o papo."

"A ociosidade é a mãe de todos os vícios."

"Dois olhos vêem mais do que um só."

"A raposa tanto vai ao ninho, que um dia deixa o focinho."

"Em tempo de guerra, qualquer buraco é trincheira."

"Ferro que não se usa, gasta-o a ferrugem."

"Grandes peixes, pescam-se em grandes rios."

"Mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga."

"Mais vale um gosto do que seis vinténs."

"Águas passadas, não movem moinhos."

"Manda quem pode, obedece quem tem juízo."

"Não se deve despir um santo para vestir outro."

"A presunção é a mãe de todas as asneiras."

"Quando um burro fala, os outros baixam as orelhas."

"Duro com duro não faz bom muro."

"Ninguém é profeta na sua terra."

"Deus me dê paciência e um paninho para a embrulhar."

"O olho do dono é que engorda o cavalo."

"Quem quer vai, quem não quer manda."

"O que não tem solução, solucionado está."

"Para quem sabe ler um pingo é letra."

Meu Deus, afasta de mim os venenos diários de quem não acrescenta, só diminui...

Deixa partir o que não te pertence mais, deixa seguir o que não poderá voltar, deixa morrer o que a vida já despediu... O que foi já não serve... é passado, e o futuro ainda está do outro lado, e o presente é o presente que o tempo quer te entregar.

Padre Fábio de Melo
Perdas Necessárias

Aquele que se estressa e briga por algo que não tem solução é um analfabeto mental

Eu acredito. Acredito no tempo. O tempo é nosso amigo, nosso aliado, não o inimigo que traz as rugas e a morte. O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena, o tempo nos ensina a esperar, o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida.

O amor é sofrer o silêncio da própria dor.
Não há silêncio mais bonito.
Do que o silêncio do amor.

De repente já estou no fim dos 20 e não tenho nada do que as pessoas costumam ter nessa idade. Tenho planos, claro (todo mundo tem). Mas objetivamente estou sem nada aqui à minha frente. O momento futuro é uma incógnita absoluta. Eu não posso pensar ‘não, daqui a um ano eu vou pro campo ou eu caso ou eu me formo ou eu vou à Europa’. Eu não sei. Fico esperando que pinte alguma coisa, naturalmente. E essa falta de ação me esmaga um pouco.

Se não houver recompensa após a morte, então o mundo é apenas uma brincadeira cruel.

Eu tenho saudade do que não vivi. Tenho saudade de lugares onde não fui e de pessoas que não conheci. Tenho saudade de uma época que não vivenciei, lembranças de um tempo que mesmo sem fazer parte do meu passado, marcou presença e deixou legado. Esse tempo, onde a palavra valia mais do que um contrato, onde a decência era reconhecida pelo olhar, onde as pessoas não tinham vergonha da honestidade, onde a justiça cega não se vendia nem esmolava, onde rir não era apenas um direito do rei...

Não sou nenhuma inexperiente e nenhuma garotinha. Mas você me deixa desse jeito, como se tudo fosse a primeira vez.

Você não precisa de amigos que mudem quando você muda,nem que concordem quando você concorda. Pois, sua sombra já faz isso por você.

Não há nada que eu não faria pra que você mantenha esse sorriso.

O direito ao delírio

O novo milênio já está nascendo. Não dá para levar o assunto muito a sério: afinal, é o ano 2001 para os cristãos, ano 1379 para os muçulmanos, 5114 para os maias e 5762 para os judeus. O novo milênio nasce em 1º de janeiro pela obra e graça de um capricho dos senadores do Império Romano, que certo dia decidiram quebrar a tradição que ordenava celebrar o ano novo no início da primavera. E a contagem dos anos da era cristã vem de outro capricho: certo dia, o Papa de Roma decidiu marcar uma data para o nascimento de Jesus, embora ninguém saiba quando Jesus nasceu.

O tempo burla os limites que inventamos para acreditar que ele nos obedece; mas o mundo inteiro celebra e teme essa fronteira.

Um convite ao voo

Milênio vai, milênio vem, a ocasião é propícia para que os oradores de inflamado verbo discursem sobre os destinos da humanidade e para que os porta vozes da ira de Deus anunciem o fim do mundo e o aniquilamento geral, enquanto o tempo, de boca fechada, continua sua caminhada ao longo da eternidade e do mistério.

Verdade seja dita, não há quem resista: numa data assim, por arbitrária que seja, qualquer um sente a tentação de perguntar-se como será o tempo que será. E vá-se lá saber como será. Temos uma única certeza: no século 21, se ainda estivermos aqui, todos nós seremos gente do século passado e , pior ainda, do milênio passado.

Embora não possamos adivinhar o tempo que será, temos, sim, o direito de imaginar o que queremos que seja. Em 1948 e em 1976, as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos, mas a imensa maioria da humanidade só tem o direito de ver, ouvir e calar. Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar? Que tal delirarmos um pouquinho? Vamos fixar o olhar num ponto além da infâmia para adivinhar outro mundo possível:

O ar estará mais limpo de todo o veneno que
Não provenha dos medos humanos e das humanas paixões.

Nas ruas, os carros serão esmagados pelos cães.
As pessoas não serão dirigidas pelos carros
Nem serão programadas pelo computador.
Nem serão compradas pelos supermercados
Nem serão assistidas pela TV,
A TV deixará de ser o membro mais importante da família,
Será tratada como um ferro de passar roupa
Ou uma máquina de lavar.

Será incorporado aos códigos penais
O crime da estupidez para aqueles que a cometem
Por viver só para ter o que ganhar
Ao invés de viver simplesmente
Como canta o pássaro em saber que canta
E como brinca a criança sem saber que brinca.

Em nenhum país serão presos os jovens
Que se recusem ao serviço militar
Senão aqueles que queiram servi-lo.
Ninguém viverá para trabalhar.
Mas todos trabalharemos para viver.

Os economistas não chamarão mais
De nível de vida o nível de consumo
E nem chamarão a qualidade de vida
A quantidade de coisas.

Os cozinheiros não mais acreditarão
que as lagostas gostam de ser fervidas vivas.
Os historiadores não acreditarão que os países adoram ser invadidos.
Os políticos não acreditarão que os pobres
Se encantam em comer promessas.

A solenidade deixará de acreditar que é uma virtude,
E ninguém, ninguém levará a sério alguém que não seja capaz de rir de si mesmo.

A morte e o dinheiro perderão seus mágicos poderes
E nem por falecimento e nem por fortuna
Se tornará o canalha em virtuoso cavalheiro.

A comida não será uma mercadoria
Nem a comunicação um negócio
Porque a comida e a comunicação são direitos humanos.
Ninguém morrerá de fome
Porque ninguém morrerá de indigestão.

As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo
Porque não existirão crianças de rua.
As crianças ricas não serão como se fossem dinheiro
Porque não haverá crianças ricas.

A educação não será privilégio daqueles que podem pagá-la
E a polícia não será a maldição daqueles que podem comprá-la

A justiça e a liberdade, irmãs siamesas
Condenadas a viver separadas
Voltarão a juntar-se, bem agarradinhas,
Costas com costas.

Na Argentina, as loucas da Praça de Mayo
Serão um exemplo de saúde mental
Porque elas se negaram a esquecer
Os tempos da amnésia obrigatória.

A Santa Madre Igreja corrigirá
Algumas erratas das Taboas de Moisés,
E o sexto mandamento mandará festejar o corpo.
A Igreja ditará outro mandamento que Deus havia esquecido:
“Amarás a natureza, da qual fazes parte”

Serão reflorestados os desertos do mundo
E os desertos da alma
Os desesperados serão esperados
E os perdidos serão encontrados
Porque eles são os que se desesperaram por muito esperar
E eles se perderam por tanto buscar.

Seremos compatriotas e contemporâneos
De todos o que tenham
A vontade de beleza e vontade de justiça
Tenham nascido quando tenham nascido
Tenham vivido onde tenham vivido
Sem importarem nem um pouquinho
As fronteiras do mapa e do tempo.

Seremos imperfeitos
Porque a perfeição continuará sendo o aborrecido privilégios dos deuses
Mas neste mundo, trapalhão e fodido,
Seremos capazes
De viver cada dia como se fosse o primeiro
E cada noite como se fosse a última.

A saudade dói no peito, porém não podemos ter saudade daquilo que só em um coração existiu.