Se ele Nao te Ligar no dia Seguinte
Parece que tudo o que eu disse parecia não ter importância, por isso rasguei aquela carta. Eu prefiro acreditar que não deu mínima para o que estava escrito lá.
Olá, querido Deus, saudades! Eu sei que estou distante e não tenho cumprido meus propósitos. Nunca mais te escrevi, mas algo me afasta do meu caminho. Às vezes penso que não faz tanto sentido estar aqui, mas sei que tudo tem um motivo. Às vezes sinto saudades de mim e às vezes sinto saudades de você.
25/10/2025
A gente tem medo: medo da vida, medo de nada dar certo, medo do que nos espera, medo de não ser suficiente para nós, medo de não nos encontrar. Em alguns momentos da vida, enfrentamos diversos tipos de medo.
A vida é uma desonestidade magnífica.
Eu amo a natureza e tudo o que existe, mas não ignoro que a existência é hostil, perigosa e, muitas vezes, triste. O erro do sistema é tentar 'resolver' esse contraste. Eu descobri que não há saída para esse paradigma, porque um lado potencializa o outro. Sem o perigo, a beleza é invisível; sem a tristeza, a alegria não tem sentido. Eu não busco a paz dos alienados, eu busco a vibração de quem aprendeu a ser o próprio motor desse conflito. A realidade dói, e dói muito, mas é nessa dor que a gente para de ser boneco de barro e começa a ser anomalia viva.
ELEGIA 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guardas-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
- Carlos Drummond de Andrade
" O Espiritismo não disse ainda a sua última palavra... "
O Moinho de Vicq-sur-Nahon”, publicado na Revista Espírita 1867, mês de abril:
[…] estamos longe de conhecer todas as leis que regem o mundo invisível, todas as forças que este mundo encerra, todas as aplicações das leis que conhecemos. O Espiritismo não disse ainda a sua última palavra, muito longe disto, não mais sobre as coisas físicas do que sobre as coisas espirituais.
“Nunca vou desistir, porque dentro de mim há uma voz que não se cala, mesmo quando tudo desaba ao redor. Já caí, já perdi, já chorei — mas cada dor que enfrentei construiu a minha força. Aprendi que o caminho dos fortes não é o mais fácil, é o mais verdadeiro. Desistir seria apagar tudo o que lutei para conquistar, seria renunciar ao propósito que me move. Então sigo, mesmo cansado, mesmo sem aplausos, porque a minha vitória não está em chegar primeiro, mas em nunca parar de caminhar.”
Os campeões têm algo em comum: eles não dependem de aplausos.
Ninguém vê as horas de treino, as noites sem dormir, as derrotas que doem mas ensinam. Eles sabem que a dor é uma professora dura, mas honesta.
O campeão desenvolve uma mentalidade que não se dobra:
Ele falha, mas não desiste.
Cai, mas levanta.
É criticado, mas continua.
Enquanto a maioria quer resultados imediatos, o campeão pensa em legado.
Enquanto muitos querem ser notados, o campeão prefere ser lembrado.
E enquanto muitos esperam condições perfeitas, ele cria progresso com o que tem.
No final, o segredo dos campeões é este:
Eles fazem do esforço um hábito, e da disciplina, um estilo de vida.
O MUNDO NÃO RECONHECE POTENCIAL
“Não basta acreditar. É preciso mostrar resultados.
O mundo reconhece provas, não promessas.”
Ser normal, no meio dos loucos, é ser visto por eles, como careta. Não precisamos ser como os loucos, podemos ser feliz, sem as loucuras deles.
A Sentença
Este não é um poema.
É o meu último relato antes de atravessar a porta do júri.
Antes de entrar em uma audiência, eu acreditava que tudo ali dentro era quase uma “mil maravilhas”. Eu imaginava técnica, ordem, respostas. Mas a realidade surpreende — e assusta. Logo nas primeiras audiências, sentado em silêncio, ouvindo relatos que não cabem em atas, percebi a quantidade de crimes, de histórias quebradas, de vidas atravessadas pela dor que passam por aquele espaço. E nenhuma delas sai ilesa.
O ser humano não é algo simples. Eu aprendi isso ali, observando pessoas que, fora daquele ambiente, poderiam estar numa fila de mercado ou sentadas à mesa de casa. Ele não foi feito para existir sozinho, mas como um conjunto, uma união que, em teoria, jamais deveria se separar. Ainda assim, é justamente nessa fragilidade — nessa dependência do outro — que surgem os conflitos mais profundos.
Um crime, quando acontece, é imprevisível. Nem sempre nasce de grandes planos ou intenções claras. Às vezes, começa pequeno demais para ser percebido: uma mensagem lida fora de hora, uma palavra atravessada, um silêncio mal interpretado. Para alguém, aquilo já é suficiente para acionar o ódio, a violência, o crime. O que parece insignificante para quem observa de fora pode ser insuportável para quem vive por dentro.
O ser humano tem o dom da discórdia. Fala o que vem, sem medir consequências. E quando percebe o efeito da própria palavra, muitas vezes já é tarde. O que para uns é irrelevante, para outros atinge em cheio. É nesse choque de percepções que nasce a brecha — uma brecha concreta, real — que rompe o indivíduo e o coloca em conflito direto com a sociedade.
Agora, diante do júri, tudo se reduz ao essencial. Já não importam discursos longos nem teorias distantes. O ser humano carrega em si uma fratura permanente: o desejo de pertencer e a incapacidade de suportar o outro. Dentro dessa fissura nascem o medo, a raiva e o impulso que antecede o ato. Não é o crime que chega primeiro, é o colapso interno — silencioso, gradual, muitas vezes invisível.
Cada consciência que entra naquele plenário trava uma guerra silenciosa entre aquilo que sabe ser justo e aquilo que não consegue controlar. Cruzo essa porta consciente de que a justiça verdadeira não começa no veredito. Ela começa no instante em que o ser humano tem coragem de encarar as próprias sombras — e admitir que, sem esse confronto íntimo, toda sentença é incompleta.
Até onde o ser humano vai…
Não na medida do que possui, nem na velocidade com que corre, mas na profundidade de suas escolhas — porque cada decisão, por menor que pareça, deixa marcas em sua vida e na sociedade inteira. Cada gesto ecoa; cada silêncio influencia. Cada olhar, cada omissão constrói ou corrói, muitas vezes sem que sequer percebamos.
Dentro de cada pessoa existe um universo silencioso: memórias que moldam reações, dores que ensinam resistência, silêncios que guardam verdades e sonhos que insistem em sobreviver. Nenhum comportamento nasce do nada. Nenhuma ação é isolada. E é nessa complexidade que repousa nossa responsabilidade — mesmo o mais discreto dos atos reverbera, tocando vidas que nunca conheceremos, influenciando caminhos que nunca veremos.
A história nos confronta com extremos que desafiam a compreensão. O Holocausto revela até onde a indiferença coletiva pode levar, transformando pessoas comuns em agentes da desumanização. Mas, ao mesmo tempo, trajetórias como a de Nelson Mandela mostram que dignidade, perdão e reconciliação podem florescer mesmo após as maiores feridas. Não há aqui juízo. Há alerta, há reflexão: cada escolha tem consequências.
A psicologia nos oferece lentes para compreender essas decisões. Viktor Frankl lembrava que, mesmo em meio à dor extrema, ainda existe a liberdade de escolher nossa própria atitude. Essa liberdade é silenciosa, íntima, quase imperceptível — mas suficiente para transformar vidas e, aos poucos, influenciar sociedades.
A psicanálise nos revela que dentro de cada pessoa há uma tensão constante: impulsos, desejos, medos, consciência. Sigmund Freud nos ensina que reconhecer essas forças não é fraqueza; é maturidade. Ignorá-las ou projetá-las no mundo gera sofrimento; integrá-las gera humanidade.
E a biologia nos lembra que não somos apenas decisões conscientes. Nossos neurônios, hormônios e circuitos cerebrais moldam emoções, empatia, medo e compaixão. Somos seres sociais desde a base, e nossa própria biologia nos conecta aos outros, mostrando que o cuidado pelo próximo é tanto instinto quanto escolha consciente.
O que nos torna humanos é justamente essa interseção entre corpo, mente e inconsciente: o corpo que sente, a mente que percebe, o inconsciente que lembra. Quando conseguimos perceber esses três aspectos, nossas escolhas de agir com empatia e responsabilidade deixam de ser apenas éticas — tornam-se inevitáveis, naturais, silenciosamente poderosas.
O ser humano se expande quando olha o outro com empatia.
Se retrai quando ignora o impacto de suas ações.
Avança quando enfrenta suas próprias sombras.
Transcende quando escolhe compreender em vez de endurecer.
Há grandeza em preservar a sensibilidade em meio à dureza do mundo.
Há força em escutar antes de reagir.
Há maturidade em admitir falhas sem perder a dignidade.
Refletir sobre até onde o ser humano vai é um chamado à lucidez, à empatia e à atenção plena. Cada decisão, cada gesto, cada silêncio constrói não apenas a vida de quem age, mas a sociedade que compartilhamos, invisível e tangível ao mesmo tempo.
E talvez seja nesse equilíbrio — entre consciência e instinto, sombra e luz, corpo e mente, individualidade e coletivo — que repousa o verdadeiro limite do ser humano.
Um limite silencioso, profundo e definitivo, que não muda nem se negocia: o ponto mais alto da humanidade não se mede pelo quanto domina, mas pelo quanto escolhe amar, compreender e respeitar. É nessa escolha constante que reside a grandeza que ninguém pode tirar, nem o tempo, nem o mundo, nem nós mesmos.
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