Se ela quer Voar a porque tem Asas

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A excelência começa na pessoa porque toda transformação depende de alguém que perceba sua necessidade, aceite o desafio e assuma o compromisso de se desenvolver.

Cheguei a um ponto da vida em que comecei a questionar a própria utilidade da cultura. Não porque o conhecimento tenha perdido seu valor, mas porque percebi que saber mais nem sempre significa viver melhor. A cultura amplia a consciência, mas também revela a dimensão da ignorância, da hipocrisia e das contradições humanas. Talvez o verdadeiro desencanto esteja justamente nisso: quanto mais compreendemos o mundo, menos ilusões nos restam sobre ele.


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Não somos fora da lei, porque a lei quem faz é nós

Ele(a) não foi embora por escolha; ele(a) simplesmente sumiu porque você parou de acender a luz que mantinha a presença dele(a).

É uma situação dolorosa e, infelizmente, muito comum. Ver uma amizade querida desbotar porque a balança da iniciativa ficou pesada demais para um lado só deixa um misto de saudade com cansaço.

Em silêncio eu cresço, porque o meu apoio está em Deus.
@keylak.holanda

CHAMAS


Como pode alguém amar quem só retribuiu com silêncio?
Porque o amo tão intensamente e ele nem imagina...
Nem imagina que passo o dia me lembrando dos seus olhos,
da sua boca, dos seus cabelos cor de fogo e até do sorriso fofo
e do olhar que faz para mim quando quer me provocar.


Eu te amo, amo muito.
Mas, não aguento mais tanto silêncio e me questiono:
Como pode alguém não me amar?


Você fica aí pensativo, no seu trabalho, nos seus medos, na sua insegurança,
no seu mundo e nos seus flertes...
E eu aqui, te amando apesar do tempo, da distância e das tuas falhas.
Sem pedir permissão para amar sigo te amando como uma luz disposta a ser
tudo o que você um dia sonhou ter como mulher.
Como pode você não me amar?


Meu coração esquenta só de pensar no teu nome.
O choro me engasga a alma só de pensar que podemos nunca mais se
reencontrar e essa é uma dor que não sei se vou superar.
Queria ser o teu tudo, porque você foi alguém que me fez voltar a querer amar.
Porque esse amor surgiu das cinzas, do que nem achava ser mais possível
voltar a desejar.


Mas, infelizmente, não é recíproco.
Estamos em tempos diferentes...ou sei lá mais o que se utiliza como desculpa
para não se viver uma linda história de amor.


Se não me ama, eu me amo, me amo por nós dois.
E agora eu que me fecho para o meu autoamor.
Deixo então, para você, o seu silêncio que foi tudo o que me entregou.

Não existe palavra para definir uma mãe que perde um filho. Porque nenhuma palavra foi criada para explicar uma dor que não deveria existir.

Eu só escrevo quando me calo, porque ouço o sussuro da minha alma que me inspira.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026

⁠Eu sempre vou te querer bem.
Porque é assim, que o meu coração ...
Te ama!

⁠A gente se afastou...
porque foi preciso.

⁠Você pode
Você é capaz
Porque a sua força...
Vem lá do céu!

Porque eu me importo com você?
Você me liga as vezes
Porque me faz te querer tanto?
Me faz ficar acordado de madrugada só pra me ver pensar em você, mas do que eu deveria...
Você deixa claro que não quer,mas porque me deixa pensar nisso?
Me mostra que me ama,me faça acreditar que o amor ainda faz sentido pra mim.
Me consuma, me use, me adore, me louve, me deseje.
Me conquista!
Morra por mim.
Viva por mim.
Me ame de volta ou desista.

Adoro amar a vida, porque o afeto é o que nos amarra à existência. Tenho pena de quem parte sem ter contemplado as belezas mais sublimes da Terra, e inveja de quem continuará por aqui quando eu me for

Aprenda: nem todos entenderão suas escolhas, porque nem todos vivem suas batalhas.

Chamam-me de vilão porque minhas mãos estão manchadas de sangue. Curioso… nunca perguntaram de quem era o sangue que manchava as mãos dos heróis.

Houve um tempo em que ele acreditava que pisaria num foguete. Não porque gostasse de ciência. Porque toda criança precisa inventar um céu onde a vida pareça valer a pena. O foguete nunca foi um veículo. Era uma mentira bonita. Daquelas que se contam para não perceber cedo demais que o mundo costuma distribuir mais boletos do que milagres.


Depois vieram os quarenta.


A idade em que o espelho deixa de fazer gentilezas.


Ali ficou claro que nenhum foguete pisaria o quintal daquela casa. Restou o café frio, os bares de luz amarela, algumas mulheres que passaram como chuva de verão e amigos que aprenderam a sorrir para fotografias enquanto enterravam silenciosamente a própria fome de existir. Ele ainda procurava alguma coisa. Não sabia o nome. Chamava de sentido porque qualquer palavra menor pareceria covardia.


Agora vieram os sessenta e dois.


A essa altura, não dói apenas o corpo. Doem as expectativas que sobreviveram tempo demais.


Os dias se parecem com copos vazios esperando por uma bebida que nunca chega. Não é exatamente tristeza. É um cansaço antigo. Um animal velho dormindo no peito.


Às vezes, observa uma folha cair da árvore.


E sente um impulso ridículo de colocá-la de volta no galho.


Como quem pudesse devolver um casamento ao começo, uma amizade ao primeiro abraço, um pai à juventude, um amor ao instante em que ainda não conhecia a despedida.


Mas folhas não voltam.


Nem pessoas.


Nem o tempo.


Todo mundo merece um dia melhor, pensa ele. O problema é que ninguém ensina o caminho. Ensinam a produzir, competir, acumular, parecer feliz. Nunca a existir.


Durante muitos anos procurou sua rainha da beleza.


Não a mulher das revistas.


Essa morre quando a maquiagem encontra a primeira lágrima.


A rainha que procurava tinha outra anatomia. Beleza sentimental. Inteligência que abraça sem tocar. Capacidade de permanecer em silêncio sem transformar o silêncio em distância. Uma mulher cuja alma não estivesse à venda por curtidas, status ou conveniências.


Ainda procura.


Talvez ela também esteja perdida em algum balcão de bar, fingindo que o gelo do copo basta para resfriar a solidão.


Olha para antigos amigos.


Todos parecem brilhar.


Casas maiores.


Carros melhores.


Viagens.


Sorrisos impecáveis.


Mas ele já não acredita tanto na luz.


Aprendeu que existe um sol artificial iluminando a terra da normalização.


Lá, o verbo ser foi lentamente assassinado pelo verbo ter.


As pessoas compram identidades em prestações.


Vendem a própria autenticidade em troca de aprovação.


Sorriem como quem cumpre expediente.


Abraçam como quem assina um contrato.


A empatia virou artigo de luxo.


A delicadeza, uma excentricidade.


A verdade, inconveniente.


Talvez seja por isso que se sinta preso numa bolha.


De um lado, o mundo do faz de conta.


Do outro, um mundo real que quase ninguém parece querer habitar.


Nesse lugar antigo, os valores ainda tinham peso. A palavra ainda valia mais que uma assinatura. O afeto não precisava produzir conteúdo. A dor podia existir sem virar espetáculo.


Talvez o erro nunca tenha sido do mundo.


Talvez tenha sido nascer acreditando que honestidade seria suficiente.


Ainda assim, todas as manhãs ele acende um cigarro imaginário para conversar com as próprias ruínas. Serve um copo como quem brinda aos mortos, aos amores que não vieram, aos sonhos que explodiram antes da decolagem.


E continua vivo.


Não porque espere um foguete.


Nem porque a felicidade esteja logo ali na esquina.


Continua vivo porque existe uma estranha dignidade em permanecer inteiro quando tudo ao redor insiste em ensinar a arte de apodrecer por dentro.


Talvez seja isso envelhecer.


Descobrir que o mundo nunca prometeu salvação.


E, mesmo assim, recusar-se a chamar de vida essa enorme coleção de sorrisos emprestados

Você disse que sou um homem de muitas mulheres.
Talvez seja porque vivi o suficiente para aprender que rostos mudam mais rápido do que as cicatrizes.
Mas a verdade é menos interessante.
Nunca procurei quantidade. Procurei abrigo. E abrigo é uma coisa rara neste mundo onde todo mundo aprende a partir antes de aprender a ficar.
Eu não me apaixono pela perfeição. A perfeição é uma mentira bem vestida. Gosto de quem sangra, de quem tropeça, de quem perde a guerra num dia e aparece para lutar outra vez no seguinte.
Também erro. Muito. Carrego ferrugem na alma e algumas rachaduras que o tempo nunca consertou. Ainda assim, continuo aqui. Permanecer sempre foi mais difícil do que conquistar.
Não quero possuir ninguém. Posse é medo fantasiado de amor. Se alguém ficar ao meu lado, que fique porque o mundo inteiro está aberto diante dela e, mesmo assim, ela resolveu acender um cigarro, servir um café e dividir o silêncio comigo.
É isso que me interessa.
Não a prisão.
A liberdade de ir... e a coragem absurda de permanecer.
Porque, no fim, amar talvez seja só isso: dois sobreviventes olhando um para o outro depois de todas as tempestades e dizendo, sem dizer palavra alguma: "Ainda estou aqui."

*O BAR ONDE AS ALMAS BEBEM* - O bar nunca fechava.
Porque o bar era o mundo.
Os balcões eram estradas polidas pelos cotovelos de homens que aprenderam a negociar a própria alma antes mesmo de aprenderem a pronunciá-la. Ali ninguém chegava para beber. Chegava para esquecer o nome daquilo que um dia acreditou ser.
O barman nunca servia bebidas.
Servia sentenças.
Seu rosto era o meu, alguns fracassos mais velho. Seus olhos não julgavam. Apenas devolviam a imagem de um homem que descobriu cedo demais que a consciência é o único carrasco que jamais dorme.
Sentava-me diante dele como quem comparece ao próprio julgamento.
Não havia defesa.
Ao meu redor, os copos tilintavam como sinos de um funeral interminável. As vozes enchiam o ambiente, mas nenhuma dizia coisa alguma. Eram ruídos produzidos por almas que confundiram existência com sobrevivência e passaram a chamar adaptação de virtude.
As cadeiras vazias pesavam mais do que as ocupadas.
Porque a ausência também possui corpo.
Ela senta ao nosso lado, acende um cigarro invisível e nos acompanha até o último gole.
Acendi meu charuto.
A fumaça subiu lentamente, desenhando pensamentos que jamais encontrariam repouso. Não era fumaça.
Eram ideias recusando o cemitério.
Flutuavam acima da minha cabeça como corvos circulando um campo onde Deus esqueceu de aparecer. Algumas morriam antes de ganhar forma. Outras retornavam para devorar aquilo que eu ainda chamava de esperança.
O barman serviu o whisky.
Não veio da garrafa.
Veio dos grãos espalhados pelo caminho. Da terra pisada por desconhecidos. Das derrotas herdadas de homens que nunca conheci. Das lágrimas que não eram minhas, mas que fermentaram dentro de mim até perderem o gosto de sal e adquirirem o gosto amargo da lucidez.
Bebi devagar.
Cada gole era um verso.
Cada verso era uma hemorragia que aprendera a sangrar para dentro.
Foi então que compreendi a maior mentira já aceita pelos frequentadores daquele lugar.
Não haviam destruído os valores.
Apenas mudaram seus nomes.
A covardia vestiu a roupa da prudência.
A indiferença passou a ser maturidade.
O egoísmo ganhou o perfume da liberdade.
A mentira tornou-se diplomacia.
A rendição foi chamada de paz. E a consciência... essa foi trancada no porão para que ninguém precisasse ouvir seus gritos durante o jantar.
Todos brindavam.
Não à vida.
Mas ao alívio de não precisarem mais distinguir o certo do conveniente.
É mais fácil dormir quando se assassina o espelho.
Olhei novamente para o barman.
Ele sorriu com uma tristeza antiga.
Como quem sabe que nenhum homem sai dali melhor do que entrou. Apenas mais consciente da própria escuridão.
E talvez seja esse o verdadeiro inferno.
Não o fogo.
Nem os demônios.
Mas caminhar entre milhões de pessoas e descobrir que a maioria já não vendeu a alma.
Descobrir que sequer acredita possuir uma.
Apaguei o charuto.
As últimas espirais desapareceram no teto como desaparecem as civilizações: não quando deixam de respirar, mas quando deixam de reconhecer o peso da verdade.
Deixei o copo vazio sobre o balcão.
O barman nada disse.
Também não era necessário.
Há silêncios que escrevem poemas com mais sangue do que qualquer homem conseguiria suportar

Penso em você como penso em Deus,
às vezes, porém um pouco.
Porque não quero atrapalhar Deus.
E você eu não quero pensar muito
pra não te puxar de volta,
porque quando a gente pensa muito em alguém
o pensamento chama,
encosta,
move as coisas de lugar.
Tem gente que volta pelo sentimento,
outras pela saudade.
Você eu acho que voltaria pelo pensamento.
Então eu evito.
Às vezes ocupo a cabeça com rua,
ônibus, fumaça, moedas estrangeiras,
vitrines acesas em esquina vazia,
gente passando sem saber meu nome,
celular no bolso vibrando sem importância,
barulho de cidade que não espera resposta,
noite que não pede explicação,
qualquer coisa que faça o meu pensamento
não aprender novamente o caminho até você
E é isso, vou parar por aqui,
vou até escrever sobre trajeto, fronteira,
ou qualquer outra coisa que não me remeta a você
pra não me contradizer de novo —
como quem risca o próprio mapa
pra não reconhecer a estrada.
Vamos manter essa fronteira invisível,
ainda que estejamos tão perto e tão longe ao mesmo tempo —
como duas margens do mesmo silêncio
que nunca se encostam, mas se reconhecem de longe.
Você em cima no céu,
eu embaixo no inferno,
(um inferno que não é de Dante,
só de quem aprendeu a nomear distância como lugar)