Se ela quer Voar a porque tem Asas
Tenha coragem de ser feliz. Encare a vida como ela é, incontrolável, imprevisível. Viver é improvisar com o que se tem: fé, intuição e um tantinho de coragem disfarçada de esperança. Ser feliz é processo, é tropeço, é reconstruir a alma com pedaços do que ainda pulsa, é sentir o coração dizendo: tenta de novo. Há dias que doem feito tempestade, e dias que tocam leve como brisa, e é entre um e outro que percebemos nossa força. Viver é isso, ser inteiro no agora, ser casa aberta para o improvável.
POEMA DO MAR
Ela não era um rio que percorria.
Muito menos uma lagoa misteriosa.
Ela é um oceano, cheio de coisas novas.
Ela abriga sentimentos
E até mesmo confusão
Embora calma e paciente
Ela não dá moleza não.
As vezes calmaria
Outras vezes tempestades
Muitas vezes misteriosa
Outras vezes só paisagem
Ela agita qualquer um
Traz a paz até agonia
Faz do tempo precioso
Uma extrema euforia
Pode ser silenciosa
Muitas vezes barulhenta
Vez ou outra relaxante
Capaz de dar piruetas
Ela é o infinito
Com um começo e sem fim
É a imensidão
Que cobre todo o meu jardim.
É a vista mais linda
O refrescar fulminante
A calmaria turbulenta
A entrega penetrante.
Para uma eterna imensidão
Só mesmo um nome peculiar.
Vou direto ao apelido
Pra seu nome preservar
Seu nome vem das estrelas
Que todos sabem pronunciar
Muitas vezes é intenso
Se tornando lar
E sem muitas delongas
Seu nome é silencioso
Muitas vezes vira poesia
Outras vezes, parque dos amorosos
Escrevê-lo a mão
Vira até uma canção
Em cada linha
Seu nome vira emoção
E para terminar o mistério
Não há muito o que dizer
Mesmo sem perceber
Fiz um POEMA DO MAR .....
”Não confie no brilho das palavras. A luz real que ilumina nunca se exibe, ela aquece e resplandece em silêncio”
A liberdade, quando é plena, desconhece cercas e mapas —
ela nasce no peito e voa onde o espírito ousa sonhar.
Entrelinhas
Ela encostou na porta com aquele meio sorriso que dizia tudo. Não precisava me contar seus planos; o jeito como os olhos dela me percorriam já bastava.
Cheguei mais perto devagar, só para prolongar o instante. Tocar ou não tocar era quase tão intenso quanto qualquer beijo.
A gente sabia que nada ali era por acaso — era só a soma de todos os silêncios que guardamos até hoje.
Quase
Ela passou por trás de mim, devagar, como quem não queria nada. Os dedos roçaram meu braço, mas não ficaram.
Esse quase toque queimou mais do que se tivesse me puxado para perto.
Às vezes, o que não acontece é o que mais atiça.
Teia de Favores
Ela se aproximou quando ele mais precisava. Ofereceu consolo, palavras doces, até ajuda financeira. Aos poucos, foi cobrando cada favor com chantagens sutis. Quando ele percebeu, já era tarde. Estava preso na teia de uma amizade que nunca foi afeto, apenas um jogo silencioso de poder.
Religiosidade não protege, ao contrário, ela adormece.
E o preço de viver dormindo é acordar no meio da crise…
sem estrutura, sem direção, sem identidade.
A morte não faz distinção entre ricos e pobres, bonitos ou feios, sábios ou tolos. Ela vem para todos, e diante dela, toda aparência e orgulho se desfazem.
O advogado, como guardião da justiça, atua para que ela não cometa injustiças, especialmente em relação aos mais necessitados
E se ela chegar
Eu não vou correr
Pois ela faz parte
Do dom de viver...
Darei a ela o descanso recíproco...
“Ela com as mãos na janela mirando o horizonte
Muito atrás daquelas nuvens onde Deus se esconde
Onde o amor se esconde? Onde a vida é bela?
Parece perpétua, teu coração a cela”
Ela dança na terra
com os pés fortificados,
junta tudo o que já possui
e não deseja bens preciosos.
Com os pés sem pele,
ela tenta consolar a alma
devastada pela brutalidade
dos mercadores que possuíram.
A Última Ceia
Ensurdecida pelo barulho de pratos e talheres — ela sabia.
Cada sorriso, lustrado pela própria gentileza, só se estendia o bastante para mostrar as presas.
Entre goles de veneno social, ela gritou verdades nuas ao vento.
Criou tempestade.
Mais nada.
Sozinha, se lembrou:
— Verdades também levam pra cruz.
Com a palavra,
Alice Coragem.
Lá de cima onde o azul se derrama,
Ela admira a paisagem que a chama
Vestida em vermelho, chama que dança,
Emoldura o verão, acende esperança.
Os cabelos, cascata que o vento acaricia,
Misturam mistério com poesia.
E seus pés tocam o chão de outro mundo,
Mas sua alma, ah... flutua num segundo.
A Itália se curva pra vê-la passar,
As casas, as curvas, o brilho do mar.
Ela não olha pra câmera, olha pro sonho,
Que sabe que viver é um dom risonho.
Ali, entre o mar e a história antiga,
Está o agora, a beleza que abriga.
Como se a paisagem ganhasse sentido
No instante exato da captura da foto, sem ruído.
Ela não observa, ela habita o cenário,
Como se fosse destino, e não acaso diário.
E quem a vê, entende sem conversa:
A magia acontece… quando Jaqueline joga pro universo.
Justiça é o limite, o freio e a razão, a ponte que separa o direito da opressão.
Sem ela, o poder se torna tirania, e o direito, apenas face da violência fria.
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