Se ela quer Voar a porque tem Asas
Paula
Não desenha.
Ela escuta.
Enquanto o mundo fala alto,
ela inclina o ouvido
e capta o que a pele quer dizer.
Astuta... lê silêncios.
Inteligente... entende que tinta é memória líquida.
Sincera... não promete eternidade,
mas entrega verdade.
Nas mãos dela
a dor não é castigo,
é rito.
A agulha não fere,
acorda.
Paula é dessas artistas raras
que não marcam corpos..
revelam histórias.
E quem passa por ela
não sai com uma tatuagem.
Sai com um capítulo escrito na própria carne.
Ela sempre foi movimento.
Casa girando em torno dela.
Mão que fazia, boca que orientava, olho que via tudo.
Era dessas mulheres que acordam antes do sol
e dormem depois da vida.
Sabia onde estava cada coisa.
Cada conta.
Cada remédio.
Cada problema.
Ela era memória viva da família.
Era calendário, era agenda, era conselho.
E agora…
O tempo resolveu brincar ao contrário.
O nome das coisas escapa.
Os rostos às vezes embaralham.
As histórias ficam pela metade.
Mas tem uma coisa que não foi embora:
a essência.
O jeito de segurar a mão.
O olhar que ainda procura cuidado.
A doçura que aparece em lampejos.
O Alzheimer não apaga quem ela foi.
Ele embaralha caminhos,
mas não destrói o que foi construído em décadas de força.
Existe uma inversão silenciosa:
quem foi porto vira mar aberto.
Quem guiava agora precisa ser guiada.
E dói.
Dói porque a gente lembra de tudo.
E ela… às vezes não.
Mas amar alguém com Alzheimer é aprender outra língua.
É repetir sem irritação.
É contar a mesma história como se fosse a primeira vez.
É segurar firme quando o mundo dela fica confuso.
Ela continua sendo a minha mãe.
Mesmo quando não sabe dizer seu nome.
E talvez agora o papel seja meu:
ser memória por duas,
ser paciência por duas,
ser colo por duas.
O corpo pode esquecer.
Mas o amor não desaprende.
E isso, ninguém tira dela. Nem de mim.
A arte da Paula não se limita à pele, ela atravessa.
Cada traço que ela desenha carrega intenção, história e uma precisão quase ritualística. Não é só tatuagem, é linguagem ancestral sendo reescrita em carne viva.
A tattoo maori exige mais do que técnica. Exige respeito. E Paula entende isso como poucos. Ela não copia, ela interpreta. Ela não marca, ela traduz.
O que ela fez em mim não foi apenas estética. Foi identidade. Foi força. Foi um símbolo que agora respira comigo.
Existe artista… e existe quem transforma pele em narrativa.
Paula é dessas.
E eu carrego isso comigo agora. Permanente. Como tem que ser.
Se desejas fluidez na vida, saiba que ela costuma nascer de respostas fundamentadas em boas perguntas. E, se por acaso te detiveres e observares a suspensão das respostas, permanece tranquilo, em paz com as certezas que já habitam em ti, evocando — sem pretensão — as experiências acumuladas no porão do ser interior.
É claro que ainda a amo, amo o jeito que ela me trata, amo o jeito que se importa comigo, acho que amo até suas células, sei que sou egoísta por se importar só com uma pessoa parece que eu só preciso de você, enquanto eu tiver você nunca irei desmoronar mas se vc decidir ir embora sempre lhe guardarei em minha mente, mesmo que lembrar de você me cause um vazio que antes era preenchido.
A cidade não é neutra: ela legisla silenciosamente sobre quem merece abrigo e quem deve sobreviver à margem.
A melhor coisa sobre uma fotografia, não é a cor , contraste ou tempo da mesma ,é que ela não muda mesmo quando as pessoas mudam e se modificam .A fotografia é única ou talvez um dos poucos poderes dados ao humano em ter o poder sobre o tempo: ela o paralisa exalando o cheiro .
Giz de Cera
Uma pessoa, quanto mais ela vive, mais velha ela fica. Essa frase não é verdade, para que uma pessoa quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronta e ir se gastando, isso não acontece com humanos, acontece com, fogão, sapato, geladeira, automóvel, cadeiras, mesas ... Isso é que nasce pronto e vai se gastando à medida que se passa o tempo.
Gente, nasce não pronta e vai se fazendo, construindo e reconstruindo, eu, Samuel, em pleno ano de 2021, sou a minha mais nova edição e, evidentemente que não sou inédito, mas eu não sou idêntico, não sou exatamente como era, mas não sou exatamente diferente daquilo que já fui.
LUA
Ela apareceu novamente, trazendo consigo turbilhões de emoções em feixes de luz. Era quase impossível tirar o olhar, como se em meio a tanta escuridão pudesse resplandecer a solução para todo mal que o assolava. Que pena, por um breve momento, afinal logo mais ela sumiria em um horizonte distante, camuflada em sua sutil beleza e ainda levando sentimentos que outrora retornaria, balançando sempre as estruturas deste que fica e espera seu retorno, mesmo que por vezes demorado ou mesmo indiferente.
Criada com o sonho do casamento, ela se perde no caminho ao priorizar influências externas e, na névoa das escolhas, perde a si mesma.
Podemos comandar a mente para fazer as nossas ações, ou ser comandado por ela, e procrastinar o que precisa ser feito.
A escassez que nos governa não é natural. Ela é inventada, construída, impressa, possuída, administrada e distribuída: Hoje, o dinheiro é infinito, ou melhor, potencialmente limitado; E isso é fato.
O primeiro equívoco está em tratar o dinheiro como se fosse um objeto escasso por natureza, como água no deserto ou ouro enterrado no chão. O dinheiro moderno não é uma coisa, é uma relação. Uma relação contábil, jurídica e política.
Em meio a uma vida sem sentido, uma vida onde não sabemos ao certo onde ela vai nos levar, em meio a uma vida onde normalizamos a ida e vinda de pessoas, em meio a uma vida onde o amor deixou de ser algo belo e se tornou algo ruim, em meio a tudo isso, eu, como escritor, vejo belezas infundáveis, belezas carregadas com a esperança mais bela que existe, como o sonho de uma criança de ir à lua. Sonhos esses que são os mais belos, onde a dor e o sofrimento não chegaram nem um pouco perto, onde o mundo não destrói por completo, sonhos como estes que carregam a esperança de um mundo perdido.
E talvez seja justamente nisso que a vida ainda faz sentido: naquilo que fica mesmo quando tudo parece ir embora, nos laços que, mesmo silenciosos ou distantes, ainda carregam significado. Há presenças que mudam, palavras que deixam de existir como antes, mas sentimentos que não desaparecem tão fácil assim. E, mesmo em meio à dúvida, ao medo de errar ou de tentar de novo, ainda existe algo que insiste em permanecer, algo que não se explica, mas se sente.
Porque, no fundo, enquanto ainda formos capazes de guardar essas pequenas belezas, de lembrar sem dor completa e de sentir sem precisar nomear, o mundo nunca será totalmente vazio. E talvez a esperança mais verdadeira não esteja em não perder, mas em ainda se importar, mesmo quando tudo dentro da gente pede silêncio.
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